domingo, 5 de janeiro de 2014

A Pantera Negra (1942 - 2014)


Sem pré-aviso terminou o jogo para o Eusébio da Silva Ferreira, o grande Eusébio, portentoso futebolista que marcou uma época em Portugal e no mundo. Quem não se lembra do Mundial de 66 e do fantástico jogo com a Coreia do Norte? Uma referência desportiva da nossa geração que desaparece. Que descanse em paz.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um fora de série – uma homenagem ao Comandante Abel de Oliveira

O Com. Abel de Oliveira, na impossibilidade de se dirigir a cada um de nós, telefonou-me a manifestar o seu agradecimento ao curso "Oliveira e Carmo" por ter sido aqui referido, no passado dia 30, um episódio em que ele foi interveniente, na sequência da invasão do Estado Português da Índia em Dezembro de 1961.
A todos envia um forte abraço e votos de um bom ano novo, que estende a todos os familiares.

O saque!


Não sei por que carga de água achei esta imagem interessante ... porque será???

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Em Busca da Europa Perdida

Recomendo a Leitura do artigo com o título em epígrafe, da autoria do Professor João Caraça, no Público de hoje, a páginas 46 e 47.
E mais não digo.

Nota do Curso OC: quem estiver interessado em ler o artigo acima mencionado pode seguir esta ligação.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014 está a chegar!


Como vem sendo hábito, este Novo Ano que se aproxima não parece trazer com ele grandes euforias e esperança de dias melhores ... no entanto tal não obriga a pessimismos exagerados. 
A todos os OCeanos e a todos os nossos colaboradores e visitantes desejo um 2014 que seja o melhor possível e que decorra sempre com saúde e com força suficiente para ultrapassar as dificuldades que nos apareçam à esquina.

BOAS SAÍDAS E MELHORES ENTRADAS!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um fora de série – uma homenagem ao Comandante Abel de Oliveira

A RTP2 tem estado a emitir um documentário repartido por quatro episódios intitulado “Surrender”, que trata da invasão do Estado da Índia e que foi realizado por Fernanda Paraíso. Trata-se de um filme com uma abordagem inovadora da dolorosa experiência da perda de Goa, Damão e Diu ocorrida nos dias 18 e 19 de Dezembro de 1961, que foi construído através de algumas imagens inéditas e do depoimento de soldados, sargentos e oficiais que participaram nos acontecimentos e que raramente têm sido entrevistados.
O primeiro episódio foi transmitido no dia 14 de Dezembro e tratou do ataque a Diu, evocando de forma especial o combate naval em que perdeu a vida o Comandante Oliveira e Carmo, através do depoimento de alguns dos membros da guarnição do N.R.P. Vega, que sobreviveram ao combate.

(Velha Goa e o Farol da Aguada)

O terceiro episódio foi transmitido no dia 28 de Dezembro e aborda o ataque a Goa. De entre as diversas situações relatadas destaca-se o combate do N.R.P. Afonso de Albuquerque e o corajoso comportamento do Comandante Aragão, o ataque à Estação Radionaval de Goa e, sobretudo, as referências que são feitas ao Comandante Abel de Oliveira, que então desempenhava o cargo de Capitão dos Portos da Índia Portuguesa. É realmente emocionante ouvir, mais de cinquenta anos depois, as declarações altamente gratas e elogiosas que alguns dos entrevistados fazem ao Comandante Abel de Oliveira e ao seu companheirismo solidário. Naquelas difíceis circunstâncias, ele foi “um grande homem”, disse o ex-marinheiro Artilheiro Mário Ferreira, e foi também “um fora de série”, disse o ex-grumete de abastecimento Arménio Pereira.
Através do “Água aberta ... no OCeano“ o Curso “Oliveira e Carmo” associa-se à homenagem que o filme presta ao seu patrono e regozija-se pelos justos elogios feitos ao Comandante Abel de Oliveira, que todos admiramos e que foi nosso Comandante de Companhia na Escola Naval.


Nota: a foto do Comandante Abel de Oliveira foi retirada do blogue "Curso Miguel Corte Real".

domingo, 29 de dezembro de 2013

O Senhor dos Mares - o exemplo do Comandante Saturnino Monteiro


O caderno Actual da edição do semanário Expresso do dia 28 de Dezembro, inclui uma extensa reportagem-entrevista com o Comandante Saturnino Monteiro, a quem o jornalista chamou “O Senhor dos Mares”. Nessa reportagem são salientadas as suas qualidades intelectuais e o seu importantíssimo trabalho de preparação e publicação dos oito volumes das “Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa”, uma obra de referência da nossa história naval.
A entrevista só veio confirmar o que nós conhecíamos e apreciávamos no Comandante Saturnino Monteiro e permite-nos compreender a tenacidade intelectual, o rigor histórico, a capacidade de divulgação e o profundo conhecimento náutico deste oficial da Armada, que são características indispensáveis para ter levado a bom porto o seu projecto de investigação. Porém, verificando que a versão portuguesa da sua monumental obra não facilitava a sua difusão internacional, à sua custa, procedeu à tradução para inglês dos oito volumes a fim de que o mundo pudesse conhecer melhor o papel dos portugueses na expansão marítima, que tantas vezes é ignorado no estrangeiro. É um caso notável de dedicação à Marinha e de desinteresse material, em tempos de um obsessivo mercantilismo. Mas o Comandante Saturnino Monteiro não se ficou por aí e, ainda à sua custa, tem enviado dezenas de colecções dos seus livros para bibliotecas, universidades e outros institutos espalhados pelo mundo.
Através do “Água aberta ... no OCeano“ o Curso “Oliveira e Carmo” congratula-se com a homenagem que o Expresso presta ao nosso antigo e primeiro Comandante de Companhia na Escola Naval.
A reportagem-entrevista pode ser lida aqui.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O meu livro do (Per)Curso!


domingo, 22 de dezembro de 2013

Natal 2013


Aqui vai, a preto e branco que os tempos que correm não são para grandes coloridos ... que cada um o pinte com as cores que julgue mais adequadas e que, sobretudo, passe um Natal cheio de saúde e alegria na companhia da sua família e amigos. Abraços Natalícios!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Solstício de Inverno


Para assinalar a passagem, hoje, do solstício. Chama-se Red storm passing over  do atrista inglês Mark Wilson.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Figueira da Foz 2

Fiquei verdadeiramente estarrecido com a notícia de que tinha havido ontem uma cerimónia de baptismo do patrulha Figueira da Foz , no Alfeite e com a presença da Secretária de Estado.
Então o navio foi entregue, armado, aumentado ao efectivo e navegou sem nome? A portaria que o aumentou ao efectivo não tinha o nome, indicativo de chamada, etc.? Claro que tinha. Em todo o mundo o baptismo é no momento do lançamento à água ou quando é posto a flutuar. Agora aqui é depois. É como aqueles pais que só baptisam os filhos aos seis meses por não saberem que nome lhe dar. Mas há mais. O navio teve uma madrinha, a sra D. Berta, personalidade de reconhecido valor e amor às Forças Armadas. Quem a convidou? Ou quem a mandou convidar?
Uma tristeza.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O "novo" arco

O renovado arco da Rua Augusta apresenta agora um pormenor marítimo que não existia antes. Na face Norte aparece agora um par de cabeços de amarração e um cabo unindo os dois. Estaria isto no projecto inicial? Tinha sido retirado? Quem sabe?

ESTÓRIAS OCEÂNICAS - 13

Creio que esta foi passada após a nossa viagem de instrução em 1965.
Era uma camarata de Oceanos, chefiada pelo Sota-Penico. Desde o principio do ano que todas as semanas o chefe da camarata punha em curto-circuito a lâmpada de silêncio. Assim quando se acendiam as luzes de silêncio, na tal camarata havia o curto-circuito e a lâmpada não acendia para conforto dos Oceanos. O Cabo eletricista lá reparava a avaria e pouco tempo depois outro curto-circuito. O tempo foi passando sem incidentes. Após a viagem houve uma mudança de pessoal e ingressou nesta camarata um outro Oceano. O chefe da camarata lá fez a marosca com a luz de silêncio. No dia seguinte o Cabo E saturado de tanta "avaria" resolveu participar do facto. O Chefe da Camarata "foi para o livro" e o Cte. da Companhia aplicou-lhe a respectiva punição. O novo membro da camarata não se livrou de ser o responsável pelo azar provocado no chefe da camarata.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


Aventuras e desventuras das minhas idas ao Hospital das Forças Armadas

A minha relação com os hospitais tem sido frequente e pouco satisfatória nos últimos tempos. Eu, que nunca tinha utilizado um livro de reclamações, começo a habituar-me a fazê-lo e a constatar a dificuldade que em muitos locais existe em que ele apareça. As desculpas são variadas, mas, evidentemente, todas apontam para a desmobilização do reclamante.
Numa das minhas últimas visitas ao HFA's pedi o livro de reclamações. Mandaram-me para o Gabinete do utente onde fui gentilmente recebido por uma senhora, mas quanto ao livro de reclamações, nada feito pois a senhora que o tinha em seu poder se tinha ausentado, o seu gabinete estava fechado e não se sabia quando regressaria. Como não tinha tempo nem paciência para esperar perguntei se poderia fazer a reclamação pela internet e a senhora informou-me que tinha essa possibilidade.
Quando cheguei a casa fiz uma busca no Google e apareceram-me vários links para o Hospital Militar da Forças Armadas. Depois de várias tentativas para encontrar um sítio onde reclamar encontrei um em que o podia fazer e escrevi o seguinte mail:

Ex.mo Senhor

Diretor do Hospital da Forças Armadas

Nos últimos meses os achaques do inverno e da idade obrigaram-me a ter de recorrer aos serviços hospitalares, nomeadamente ao Hospital das Forças Armadas onde encontrei alguns aspectos que me merecem reparo e, como não me foi possível ter acesso oportuno ao livro de reclamações,  venho fazê-lo por este meio.

Tenho sentido muita dificuldade em marcar, telefónica ou presencialmente, consultas já que muitas vezes tenho recebido a informação de que as inscrições não estão abertas e que não se sabe quando é que voltam a abrir. Ainda hoje, 9 de Dezembro, quando tentei marcar consultas para  Oftalmologia, Neurocirurgia e Pneumologia para que tinha sido encaminhado, fui informado que as inscrições estavam fechadas e que eu fosse tentando marcar. Para quem esta a sofrer problemas de saúde que precisa de resolver com alguma celeridade é francamente frustrante.

A primeira vez (há cerca de dois meses) que me desloquei ao HFA para a consulta de Neurologia fui obrigado a esperar cerca de meia-hora, de pé e em várias filas. Primeiro, em duas frente a duas máquinas que avariaram uma a seguir à outra e, depois, numa outra junto da porta de um Gabinete onde finalmente uma funcionária me acabou por entregar uma senha. Situação menos grave mas identicamente incómoda e demorada aconteceu no dia 4 e hoje dia 8 de Dezembro em que fui novamente à consulta de Neurologia.

Para um indivíduo que, como eu, tem atualmente sérias dificuldades em estar parado em pé, a obtenção de uma senha para consulta é quase uma tortura que ao fim de uns minutos se torna dificilmente suportável. Sugiro o estudo de uma alternativa para estes casos, tanto mais que observei que havia outros utentes que não se encontravam confortáveis nas filas em frente das máquinas, ou, então, colocar à entrada alguns banquinhos que os utentes possam recolher ou aconselhar a trazê-los para que se possam ir sentando enquanto a fila se move.

No passado dia 4 de Dezembro desloquei-me ao HFA com o objectivo de ser observado nas consultas de Estomatologia (1000) e Ortopedia (1330). A consulta da manhã decorreu sem problema.

Cerca das 1300 dirigi-me para o HFA e sentei-me na sala de espera que uma funcionária me indicou. Às 1430, como o atraso me parecesse exagerado dirigi-me ao guiché da respetiva consulta onde fui informado que o médico ainda não tinha chegado, que não sabia quando chegaria, não tinha solução para o meu problema pelo que teria de marcar nova consulta. Face a essa situação e porque tinha compromissos tive que me retirar. Desisti de marcar nova consulta porque as filas em frente das máquinas eram na altura enormes. Antes de me retirar pretendi ainda dar conta desta situação pedindo o livro de reclamações, No gabinete onde segundo a informação que me prestaram deveria estar o livro de reclamações fui informado por uma funcionária que não estava disponível pois a pessoa que o tinha não estava no respetivo gabinete (que se encontrava fechado) e também não se sabia por onde andava e quando regressaria.


Com os melhores cumprimentos

Alcindo Manuel Pacheco Ferreira da Silva
CMG Ref

No dia seguinte de manhã ao abrir o correio tinha a seguinte resposta:

"Miriam Souza Peres (miperes@hfa.mil.br)
10-12-2013
Para: Alcindo Ferreira da Silva

Prezado Sr. Comandante Alcino, receamos que a vossa reclamação recebida na ouvidoria do hospital das forças armadas de brasília, foi encaminhada errôneamente, pois nestes dias aos quais o Sr. se refere não houve movimento de marcação de consultas aqui, pedimos por gentileza que o Sr. verifique e confirme o encaminhamento."

Ainda não parei de rir e de ser gozado por toda a gente, incluindo as minhas netas. Mas também ainda não encontrei forma de fazer chegar ao Hospital das Forças Armadas Portuguesas a minha reclamação. Possivelmente terei de esperar pela próxima vez em que conseguir marcar uma consulta para o fazer, se, nesse dia, a senhora que tem o livro de reclamações estiver no seu gabinete.