segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Militares

A polémica que se gerou nos últimos dias por causa das manifestações de militares tem mostrado posições e atitudes do mais variado calíbre, que devem deixar o povo ignaro ainda mais baralhado. Tudo começa com umas declarações do Gen. Loureiro dos Santos que, pelo seu teor, foram no mínimo polémicas, abrindo caminho às mais variadas especulações. Segue-se Miguel Sousa Tavares que, ignorando o problema em causa, desvia o tiro e começa a especular com a percentagem do PIB gasta na Defesa (que confessou ignorar...) e ataca a compra dos submarinos. Vem a seguir Loureiro dos Santos dar uma longa entrevista em que tenta explicar as suas palavras e acalmar as hostes, dando até um quase voto de confiança ao Ministro para a resolução da crise. Avança a seguir o Ministro para a televisão para explicar o inexplicável, perdendo-se em declarações redondas e banalidades, enquanto José Rodrigues dos Santos o tentava forçar a dizer que os militares iriam ter um tratamento de favor em relação aos outros portugueses. Surge logo a seguir Marcelo Rebelo de Sousa a dizer que os militares têm razão e que o ministro não disse nada, que é um académico que precisaria de oito anos para produzir um estudo com uma solução, enquanto que o secretário de Estado é um diplomata e que, portanto, não conta! Finalmente, vem hoje, de novo, Loureiro dos Santos comentar o que disse o ministro ontem, dizendo que este perdeu uma oportunidade de se explicar. Ou seja, o crédito que lhe deu no sábado desapareceu na segunda-feira. Só falta mencionar um artigo do Alm. Reis Rodrigues no seu Jornal Defesa e Relações Internacionais que merece ser lido.
Mais palavras para quê?

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