sábado, 14 de novembro de 2009

César e Portugal

Depois de ler os jornais de hoje e de ouvir alguns noticiários, enquanto olhava o jogo de futebol da selecção, surgiu-me esta frase:

À mulher de Cèsar não lhe basta ser séria, tem de parecê-lo.

Será que César está isento de parecê-lo?

10 comentários:

O Jorge Beirão Reis disse...

Se não estou em erro, o autor da frase seria o próprio César, dirigindo-se à (sua) mulher.

Reformulo a tua pergunta: O que diria a mulher de César ao seu homem. Ou, por outras palavras, o que deverão dizer os governados aos seus governantes? Neste particular eu, governado, exigo que aos meus governantes não lhes baste ser sérios. Exigo que, também, o queiram parecer (até para exemplo de todos os outros governados.

Também aplicável seria este dito (popular): Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és!

Um bom domingo!

O LSN disse...

De facto já são casos a mais. O que parece é que a ética republicana não preocupa parte substancial dos políticos portugueses.

O FdaPonte disse...

Ètica é palavra fora de uso há mais de 20 anos e também vai atingindo a instituição militar

O Fernão disse...

Ele está lá porque de cada 100 portugueses que encontramos na rua 6 votaram nele (será?). Isto, proporcionalmente até dá menos do que para o Isaltino e o Major. Ou seja, a média do abandono da ética republicana no país parece não ser asssim tão preocupante, comparada com Oeiras e Gondomar. E estes têm obra para justificar o desvio ético do Zé.
Portanto pode aceitar-se que só cerca de 600.000 portugueses abandonaram a ética republicana e o grosso está em Oeiras e Gondomar, concelhos que, praticamente, por junto, não terão mais do cem politicos!Conclusão ; o nosso LSN é um catastrofista.

O Ferreira da Silva disse...

Esta contabilidade é demais para a minha camioneta. Isto não tem nada que ver com o Zé votante. Tem a ver com os partidos e a forma de fazer política e políticos. A política deve ser feita por cidadãos que querem servir a polis. O que se passa aqui e agora é que os partidos se tornaram fábricas de fazer políticos sem os fazer cidadãos. Há uns anos atrás os políticos traziam para a política a ética das suas profissões ... comerciantes, industriais, agricultores, advogados, etc ... Os actuais políticos chegam à política sem a ética do trabalho. Fazem-se nas jotas - alguns até tiram uns cursos universitários (nem todos na Internacional, valha a verdade) e vão por aí acima sem ninguém os parar.
Tenho lido nos jornais, com consternação, algumas biografias do Vara que salientam as suas origens humildes como se isso fosse a causa das suas tropelias. Acho que é muito injusto salientar este facto, porque há possivelmente muitos e muitos portugueses com as mesmas origens que subiram a pulso, estudaram e tiraram licenciaturas trabalhando e estudando, criaram os seus negócios e as suas empresas sem utilizarem a política e os partidos. Podem ter cometido algumas ilegalidades, podem mesmo ter enganado algumas pessoas, mas não utilizaram o que de mais nobre existe no indivíduo - a cidadania e o serviço da polis - para atingirem os seus objectivos.

O Jorge Beirão Reis disse...

E mais não é necessário dizer!. Boa "malha", Selva!

Um abraço

O José Cruz disse...

Com licença do JBR, faço minhas as palavras dele para aplaudir o Selva pelo seu comentário, que subscreveria sem pestanejar.

O Jorge Lourenço Goncalves disse...

Boa Selva!

O José Aguilar disse...

O meu único pestanejo é para substituir "Internacional" por "Independente". De resto, assino por baixo!

O Orlando Temes de Oliveira disse...

E quando é que passamos a praticar o direito à indignação, conforme em tempos o Dr. Mário Soares recomendou! Ou agora já não recomenda?