"Estórias da nossa vida"
Diário de Notícias de 24 de Maio de 2010:
"Este ano lectivo, são já mais de meio milhão os estudantes que recebem ajuda do Estado para os livros, materiais ou refeições."
Esta notícia, complementada com as declarações de alguns encarregados de educação de que, no caso dos cortes dos subsídios, deixam de ter condições para que os seus dependentes (alunos) continuem a frequentar as escolas, deixou-me bastante apreensivo quanto ao futuro. E, apreensivo porquê? Porque sabendo-se que o desenvolvimento, incluído o crescimento económico e tudo o que com ele está relacionado, segundo os manuais e os teóricos das "economias"(?) em muito depende, mas não só, do nível de educação e de conhecimentos da sociedade em geral e, em particular, da população activa, temo que, por muito que se queira, os nossos sacrifícios para que se supere a crise estejam condenados ao fracasso. Isto, porque um dos pressupostos para o sucesso do crescimento económico poderá estar em causa, se o défice e o endividamento obrigar ao corte "cego" das despesas para equilibrar as finanças públicas. E, o histórico recente, mas não só, do combate às "CRISES", assim como as "receitas" recentemente avançadas pelas autoridades institucionais (FMI/Banco Mundial - UE/BCE), difundidas pelos analistas, comentaristas e "fazedores" de opinião de serviço, nesse sentido apontam e que a concretizarem-se, criarão condições adversas à estabilização e melhoria do nível de conhecimento e saber, bem como da aquisição de técnicas fundamentais, no mundo de hoje, para o sucesso económico. Assim, a não ser que haja a clarividência necessária e/ou se encontre(m) solução(ões) que respondam pela positiva à situação real, estaremos condenados, irreversivelmente, a definhar e caminhar paulatinamente para a pobreza relativa e absoluta indesejável para todos, e cada um. De notar, que os subsídios públicos não se aplicam só ao ensino público, mas também ao privado. Já, nem os que teoricamente mais rendimento disponível teriam, podem custear por inteiro o custo do ensino dos seus dependentes. Recuso-me a aceitar que assim seja o desígnio e destino do país. Acredito que todos, e cada um, temos capacidade e condições para "remar contra a maré". Assim, sejamos capazes de estar à altura das nossas responsabilidades e deveres para com a sociedade e o país. Será a nossa postura e capacidade de resposta, que determinará se fomos ou não capazes de deixar um país melhor aos nossos netos ou se seremos por eles responsabilizados e acusados de inépcia, falta de coragem e imaginação para os ajudarmos a conseguir uma qualidade de vida e país melhores.
Já agora, quanto ao sistema educativo, e para terminar em jeito de "PROVOCAÇÃO" (no bom sentido), desejo que os "OC's", que de alguma maneira tiveram ligados ao ensino e à formação, nos enriqueçam com o seu saber de experiência feita e nos elucidem sobre a problemática, e não só, da validação dos conhecimentos e técnicas ensinadas e difundidas à sociedade pelos sistemas educativos. Desde já os meus agradecimentos aos que se dispuserem a sair da "cocha" e queiram connosco partilhar os seus preciosos conhecimentos.


Ninguém comentou esta onda
Comentar esta onda