45 anos após Juramento de bandeira
Deixei passar, por atraso na leitura, a inserção do NCruz sobre o tema e por tal, em vez de colocar "comentário" aqui deixo a minha ideia, ou seja uma proposta já colocada a alguns mas sem grande sucesso....
A minha proposta é que a espada que nos foi entregue há 45 anos (ou outra que tenha sido adquirida por extravio da inicial..) seja devolvida á Escola Naval para que, depois de inscrevrem o nosso nome na lamina, seja entregue a um novo oficial (que poderia ser por nós indicado ou não). A entrega seria efectuada pelo próprio ou por seu familiar.
Já que não vislumbro qualquer utilização pela nossa parte da espada (a menos que seja partir o bolo de casamento dos netos..) esta atitude resolvia várias coisas:
- o destino, muitas vezes pouco digno, que espera a dita espada (muitas acabam na feira da ladra)
- seria uma maneira de "forçar" a Marinha a estabelecer alguma relação entre gerações de oficiais.
- e já agora, em tempo de crise seria uma economia para a Marinha
Claro que a tradição de pendurar a espada na parede tem muita força mas talvez esteja na altura do pragmatismo.


7 comentários:
Acho a ideia, em si, boa e muito original e as razões apresentadas fazem sentido.
Prevejo , porém , imensa discórdia, com argumentos vários, entre os quais o "porque não".
Eu tenho a que me deram e outra com a coroa real(nunca fui topado), e gostava que o assunto fosse discutido no OC.
Não sei se a resolução "quem quiser que o faça" será viável
Recebido por "e-mail" o seguinte comentário:
"A sugestão do Temes é bem capaz de esbarrar com algumas dificuldades como , em tempo , me surgiram e que , por demonstrarem uma certa forma de estar seguidamente relato . Aquando do juramento de bandeira na E.Naval de um filho meu sugeri que fosse eu a entregar - lhe a espada , propondo igualmente que o mesmo sucedesse a todos os cadetes que eram filhos de militares . A proposta não logrou qualquer aceitação pelo que a espada de oficial se calhar lhe foi entregue por um representante da Junta de Freguesia da Cova da Piedade o que , sem qualquer desprimor para a pessoa em causa , não teve para ele qualquer significado . Aliás também estranhei que a E . Naval não se dignasse convidar para a cerimónia os militares pais dos jovens oficiais , tendo - me sido dito que não faziam convites personalizados , o que não era obviamente verdade como todos sabemos . Como estou afastado da Marinha há vários anos espero bem que tais formas de pensar já tenham sido alteradas e então , talvez , possam pensar na proposta do Temes . E o Manel ainda se admira da forma como alguns civis tratam os militares .
Um abraço do E. Gomes"
Tens razão meu bom e nobre Amigo EG. Mas tu não está fora da marinha, pois ainda faz pouco tempo nos deixaste um belo livro de recordações e humores notáveis.
A Marinha é que (e não é só de agora) rejeita e foge de todos os que de lá saem, e sobretudo se conseguem ganhar alguma notoriedade. Há exemplos mil e ainda está para nascer o CEMA e Almirantes que impeçam isso , ainda por cima porque não conseguem pensar que a eles sucederá o mesmo.
Triste exemplo de quem deve ser exemplo
Umas semanas antes do juramento deste ano fui contactado por um primo meu que que me pediu para ser eu a entregar-lhe a espada. Julgo que esta foi a primeira vez que se colocou a hipótese de as entregas serem feitas pelas pessoas indicadas pelos (agora) aspirantes. Depois de algumas peripécias e informações contraditórias que se prolongaram até à véspera (!) da cerimónia fui informado que apenas poderiam entregar as espadas os oficiais ascendentes directos dos juradores. Não tenho elementos que me permitam classificar esta solução (tardia) como a mais equilibrada ... disseram-me que a liberalização das entregas poderia levar a situações consideradas indesejáveis. Enfim, não entreguei a espada ao meu parente ... mas tive pena. Este episódio permitiu-me regressar à EN e assistir a mais um juramento, desta vez junto à família.
No que diz respeito à proposta do Temes, parece-me difícil encontrar um consenso pois haverá inúmeras posições em matéria de algum modo delicada. Eu cá não entrego a minha (só tenho uma e sem coroa) sem me darem uma razão mais ponderosa do que as indicadas nesta "onda".
Não vou correr esta ideia a fio de espada, mas vontade não me faltaria...
E como é que depois eu justificava às minhas netas que, quando era novo e andava no mar, era pirata?
Atenção! Nos tempos que correm e com o que se avizinha nunca se sabe se a espada não poderá vir a fazer falta. É que talvez nem tenhamos dinheiro para as balas...
Cuidado.
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