quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A carta

Saiu a carta aberta do presidente da AOFA em resposta às declarações do Ministro da Defesa que tanto brado deram. As reacções não se fizeram esperar. Uma carta enorme que disparava em todas as direcções dava pano para mangas aos opositores. Foi o que aconteceu. O ministro na televisão deu show sem esforço e sem responder a nada em concreto, bastando-lhe criticar a carta na forma e em alguns pormenores do seu variado conteúdo. Quanto aos orgãos de comunicação social, andaram à procura de uma frase ou palavra que fosse polémica e, em não sei quantas páginas, só encontraram a palavra submissos. Nem um só se incomodou em comentar ou publicitar o conteúdo. Conclusão: É preciso ser objectivo e conciso na comunicação, não banalizar a lamúria e não estar constantemente a invocar os valores imateriais que reinvidicamos para os militares. Se a ética, a honra e o patriotismo são nossas características, deixemos que sejam os outros a reconhecê-lo. Como um conhecido general dizia, são os outros, e não nós, quem deve dizer que somos o espelho da nação.

2 comentários:

O Ferreira da Silva disse...

Estamos numa época em que sempre que se escreve ou abre a boca sai uma infelicidade.

Sinais do tempo!

O Manel disse...

A tal AOFA precisa de uns assessores mais sábios e experientes neste jogo da política......
Isto não se nasce ensinado