Somos ou Não Somos Diferentes? - Parte Final
Ainda decorrente do meu contrato com a Pátria, são-lhe aplicáveis os constrangimentos seguintes:
1. Não me é permitdo inscrever-me num partido político (ou criá-lo) nem participar em quaisquer actividades político-partidárias;
2. Não me é permitido inscrever-me num sindicato (ou criá-lo) nem participar em quaisquer actividades sindicais.
Finalmente e como, muito bem, referiu o OCeano Orlando Temes de Oliveira não se encontra previsto, neste contrato, a existência de direitos de qualquer natureza.
Uma vez mais desafio quem quer que seja a apresentar-me um contrato de trabalho equivalente.
Suponho, assim, poder afirmar que, sem sombra de dúvida, somos diferentes e que a Pátria e os seus proprietários (há quem lhes chamem o "nosso bom povo") e seus representantes, capatazes ou feitores deverão reconhecer essa diferença.
Aceito perfeitamente que a Pátria não pretenda ter servidores diferentes dos seus funcionários e agentes. Tem a solução perfeita sempre à mão: A Rescisão do Contrato!
E mais não digo (para já).
Tenham uma boa semana de trabalho (ou de descanso)!
Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.


3 comentários:
Continuas em boas águas.
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É evidente!
Um abraço.
Claro que o poder político não quer rescindir o contracto, até porque ele funciona como "apólice de seguro" (não vá o diabo tece-las!). E como só tem deveres ... encantados!.
Mas não haverá, entre os Oceanos, quem avance com alguma ideia de quais serão os direitos que deverão constar do dito contracto?
Isto de ser militar não é nada fácil!
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