Costa Concordia à portuguesa
A propósito de um quadro do pintor Thomás de Mello Jr. sobre o naufrágio da canhoneira Guadiana na pedra do Almagreiro, entre o Estoril e Cascais, contei aqui em meados do ano passado parte da história. Sei agora que o comandante, 1º tenente Artur Henrique de Sá Annaya, tinha requerido a exoneração do comando, que foi deferida pelo Conselho do Almirantado, sendo exonerado a 30 de Setembro de 1892. A 3 de Outubro, no regresso a Lisboa, resolve fazer uma flor à Rainha-mãe e espeta-se com o navio, levando ao seu abandono e perda. Devia ter tido mais cuidado para não borrar a pintura no último dia do seu comando. Ao chegar a Lisboa (de comboio, presumo) a 4 de Outubro, foi colocado como adido (diligência) na canhoneira Zambeze, até que a 5 de Novembro é preso para ir a Conselho de Guerra. O processo foi célere, pois logo a 26 de Novembro de 1892 foi solto por ter sido absolvido! Não conheço o processo, mas acho espantoso. Terá a rainha intercedido?
Continuou a sua carreira sem brilho, sendo promovido a capitão-tenente em 1898, com 48 anos. Será isto significativo? Veio a falecer em S. Tomé, onde era capitão dos portos, em 1905.


2 comentários:
mUITO INTERESSAANTE. Morreu novo
Provavelmente não foi o primeiro de uma larga peleida que estamparam navios e fizeram distintas carreiras navais.
Não é preciso dizer nomes.
No meu caso nem me deixaram afundar a Boneca.
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