quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Despesa Pública


Em: Observatório sobre Crises e Alternativas - Barómetro das Crises | n.º 4 

A tendência de longo prazo da evolução da despesa pública em Portugal reflecte a extraordinária democratização do acesso a cuidados de saúde e à educação e o alargamento de direitos básicos de protecção no desemprego e na velhice desencadeada com a revolução democrática de 1974. Esta democratização implicou e ficou a dever-se ao alargamento da provisão pública nestes domínios com o correspondente aumento da despesa pública. Os resultados positivos desta evolução podem ser ilustrados através de indicadores como o número de médicos por habitante, a esperança de vida, a taxa de mortalidade infantil e a escolarização nos diversos graus de ensino (ver quadro 1).
Quadro 1            

1980
2011
Médicas/os por 100 000 habitantes
197
406
Esperança de vida à nascença  
71,78
79,55
Taxa de mortalidade infantil*
22,289
2,957
nº de crianças no pré-escolar
80.373
276.125
nº de alunos no ensino secundário
169.516
440.895
nº de alunos no ensino superior
80.919
396.268
Número de médicos por habitante, esperança de vida, taxa de mortalidade infantil e escolarização em diversos graus de ensino. Fontes: 
INE, GEPE/ME e GPEARI/MCTES. *numero de óbitos no primeiro ano de vida por mil nascimentos.
Sublinhados meus

4 comentários:

O A.R.Costa disse...

Estes números são bons para nos recordarem os progressos sociais que teve a sociedade portuguesa e para nos inspirarem na luta para que não haja retrocessos.

O José Aguilar disse...

Lá virão os "moralistas" do costume dizer que isto foi consequência de "vivermos acima das nossas possibilidades"...

O Jorge Beirão Reis disse...

Já lá dizia o meu amigo (já falecido) António Enes que não devemos confundir "manuel germano" com "género humano". Vem esta filosofia barata a propósito do comentário do Conde: Nós só vivemos (no passado) acima das nossas possibilidades na medida em que:
Fartámo-nos de fazer obras faraólicas, de custos proibitivos e com utilidade duvidosa;
Engordamos o "monstro público" sem qualquer retorno (em termos de eficiência nos servoços que nos são prestados);
Criamos fundações e empresas públicas ou privadas, mal geridas e que vivem "à pala do orçamento do Estado";
Permitimos o assalto à estrutura do Estado dos "boys" dos partidos do "Arco da Governação" (como eles - PS e PSD + a "muleta" do CDS - gostam de se intitular).

Haja Deus!

Jorge Beirão Reis insiste em escrever de acordo com a antiga ortografia.

O Luís Silva Nunes disse...

Nós ... é como quem diz. De facto foi o Estado que sempre viveu acima das nossas possibilidades!!!