quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A FILHA DO CAPITÃO

O Senhor José Rodrigues dos Santos resolveu imitar o Sr. Comendador (meu colega!, passe a imodestia) Joe Berardo e desibernar , atirando a direito.

Como não é Comendador mas Escritor , e o pecúlio já será elevado (nem imaginam quanto ganha) ou , melhor ainda , os convites tentadores , resolveu puxar da MG42 e atirar aos melros.

Tanto quanto sei a sua zanga em 2005 , foi tão sòmente provocada pela nomeação , pela Administração-como deve ser- da Jornalista Rosa Veloso para Madrid , em vez de L. Silva e Costa , como ele desejava.

Ora a jornalista Silva e Costa vinha de Bonn , além de que , tratando-se da representação no exterior , é mais que lógico que seja a Administração a escolher , e não é suposto percorrer as capitais europeias. Há muito que ninguém a vê , pois está em Cabo Verde , e pelos vistos a gozar a vida.
E por isto todo este barulho.

Tem Pai que é cego......

FOI HOJE A PLENÁRIO

Foi hoje a plenário na AR (230 sujeitos) a lei que regressou de Belém , sobre a responsabilidade do Estado , e que , de novo , vai ser votada por unanimidade .

É inédito , e não deixa de ser muito curioso , que o PR vete uma lei aprovada por unanimidade e ainda por cima que nunca mencione o verbo "veto" , e antes se fique "pelas encolhas" passe a expressão e dê argumentos tais como a provável exigência ao erário público.
Ou será que o Presidente da Republica viu outra coisa e não quiz dize-lo claramente?

Será que o Senhor Preidente viu que todos os orgãos e funcionários do Estado iriam ser responsabilizados por práticas lesivas , `*a excepção dos JUIZES? E se calhar pensou "e então os militares e os agentes de segurança em questões extremas?"

Mas como neste País não se pode tocar nos Juizes , fez o que fez.

Por mim bem

Os Tudor

Está a correr na RTP 1 uma excelente série de produção irlandesa e canadiana intitulada Os Tudor . Só que ontem apareceu um episódio bizarro. O rei Henrique VIII tratou de mandar casar a sua irmã mais velha, Margaret Tudor, que teve uma vida complicada, com o rei de Portugal, um velho caquético a dar as últimas. A rapariga tinha outras ideias e, passados dias depois do casamento, abafa o rei com uma almofada e lá consegue voltar a Inglaterra com o seu amante. E assim morreu o rei de Portugal! Ora isto passa-se em 1521, que foi realmente o ano da morte de D. Manuel, mas como sabemos, ele teve três mulheres e nenhuma inglesa. No próprio site da série, na internet, estão as verdadeiras biografias dos personagens da série e podemos ver que a tal Margaret teve três maridos mas nenhum português. Por outro lado as cenas passadas em Portugal apresentam-nos como um bando de trogloditas. Até o rei, a ir para a cama na noite de núpcias, tem os pés todos sujos ( e os ingleses que gostam tanto do banhinho ...).
Enfim, é a dose de preconceito e de falta de rigor histórico no que respeita aos não anglo-saxónicos a que estamos habituados.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ALMOÇO CURSO

Como não houve cobertura fotográfica , pois o nosso Nunes ausentou-se , tenho de pôr esta foto de Almirante da Real Armada , em homenagem ao nosso Pereira Vale acabado de ressuscitar e que tanta alegria me deu vê-lo como novo.

Aliás este almoço teve para mim uma homenagem que guardarei , comovido , para a vida inteira.
Fui , em conjunto com o Infelon , autorizado a repastar na mesa dos Exmos Almirantes. Quanto ao Bastos , òbviamente que o deixaram sem pestanejar. Quem se atreveria a refilar?

Mas em relação a mim foi uma honra. Diria mesmo uma Legião de Honra. Só lá faltou o Beiron, carago, que fugiu para a mesa dos penicos .

Eu gosto sempre destes momentos. Seja na Cooperativa ou no Club ou onde seja.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

FAUSTO CORREIA

Foi embora , assim , sem se despedir de ninguém , aos 55 anos.

Foi meu colaborador na ANOP (chefe da delegação de Coimbra) e meu Amigo até hoje.

Era deputado europeu e sonhava ganhar a Câmara da sua terra.

Bom Homem.

Que descanse em paz


O PEIXE QUE ME VENDERAM

Contaram-me que os cartões (já vou em 3) do ADM foram feitos em Itália (!!!!!) , pois a encomenda requereu concurso internacional(!!!!!!).

Bom. Os meus dados pessoais foram , assim , também para Itália e , neste momento não sei se estarão nas grutas do Afeganistão.

Para além deste problema , este abuso que pode ser grave (um jurista como o nosso Fernão poderá dize-lo) , vejam só quanto teria custado .

Também há quem diga que o codigo da barra que lá está nem sempre condiz com o do proprietário.

Será que o Dr. Luis Amado , que é o culpado desta borrada de acabar com a ADMA , está a par destas barracadas?

A REN

Parece que o presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), um senhor que se chama José Penedos, garantiu (!) que as redes de muito alta tensão não causam problemas de saúde. Sabe-se que tem havido vários protestos da população, um pouco por todo o lado, sobre a edificação de várias torres, algumas delas a escassas dezenas de metros de escolas e habitações, as quais criam situações pouco dignas para um país que se diz civilizado. O Supremo Tribunal Administrativo já determinou o encerramento de uma linha (Fanhões - Trajouce) mas o senhor acima citado continua a empatar o processo e a linha mantém-se em funcionamento. Eu cá, se pudesse, fazia o seguinte: colocava o presidente da REN e família (mulher, filhos e netos) a viver numa casinha mesmo debaixo de uma dessas torres ... sempre queria ver quantos minutos demorava ele a mandar desligar a corrente.

Godinho Veiga


Crendo que a NET já chegou a Borba, aqui vai um grande abraço por este teu dia festivo, com votos de muitas repetições.
Quando desceres à civilização, sem ofensa para essa magnífica terra, contacta com a malta.
Se alguém te puder fazer chegar esta notícia, agradeço-lhe que o faça.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

OLÁ OC - 9 de Outubro

ERNESTO “CHE” GUEVARA

Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Guevara foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Desde pequeno que sofria ataques de asma e por essa razão, aos 12 anos, mudou com a família para as serras de Córdoba.
Em 1947, entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, interessam-se por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito cultivado até a sua morte.
No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor.
Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o exército, porém no dia da inspeção médica tomou um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma. Foi considerado inapto e dispensado.
Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu Ñico Lopez, amigo de Raúl Castro.
Da Guatemala foi para o México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl tornou-se rapidamente amigo de Che e apresentou-o ao seu irmão mais velho, Fidel, que se tornou seu amigo instantaneamente.
Tiveram então a famosa conversa de uma noite inteira na qual debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba. A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e refugiam-se na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos.
Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África.
Da revolução em Cuba até sua morte, empreendeu três mal-sucedidas expedições guerrilheiras.
A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada.
A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo.
E por fim na Bolívia, onde acabaria executado. Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. O seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.
Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, 9, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano.
A sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas.
Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo globalizado, ele transformou-se num ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência política. A sua morte determinou o nascimento de um mito, símbolo da resistência até à morte em nome de um ideal.

Mais Cherne


Não sei qual foi o braço que retirou o vídeo "Olha quem ele é ... " do You Tube mas o pessoal da blogosfera já ultrapassou o problema e, por pirraça, ele aí está de novo. Graças ao vídeos.sapo.pt é só "clicar" aqui para o voltar a ver ... quanto tempo se aguentará desta vez?

OLÁ OC- 8 de Outubro (2)

Hoje é caso para se dizer "valha-nos Sta. Brígida".

Ouro e gás

No suplemento de economia do último Expresso ressaltam dois artigos que merecem uma reflexão. Um diz respeito à nova corrida ao ouro, o que acontece sempre que os investidores perdem confiança nas divisas. Por coincidência, uma entrevista com o professor Jacinto Nunes, que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente da C.G.D., fala do tabu da venda de ouro, antes e depois do 25 de Abril. Ficamos a saber que a tão propalada história do ouro desbaratado pelos governos pós-25A não passa de uma treta tão ao gosto dos saudositas e neo-saudosistas da União Nacional. Um outro artigo trata das más companhias em que andamos, no que respeita à dependência de produtos petrolíferos. É que se dantes dependíamos de países "instáveis", agora metemos a Gazprom do senhor Putin na estrutura accionista da Galp e fizemos um acordo com a Petroleos da Venezuela, do senhor Chávez, para fornecer 30% das nossas necessidades de petróleo. Do ponto de vista dos negócios e das finanças é capaz de ser óptimo. E do ponto de vista da nossa segurança? Onde está a estratégia de Defesa?

OLÁ OC - 8 de Outubro

Movimento de Unidade Democrática (MUD)

Movimento político de oposição ao regime fascista em Portugal nascido a 8 de Outubro de 1945, em Lisboa, no Centro Republicano Almirante Reis.
Formou-se numa fase de crescente isolamento internacional do Estado Novo, na sequência das vitórias aliadas na Segunda Guerra Mundial, lideradas por países com governos democráticos.
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, principais triunfadores sobre as ditaduras de direita, forçaram então Salazar, a uma "abertura política".
Esta situação animou os sectores oposicionistas, insuflados ainda mais pela dissolução da Assembleia Nacional e pelas mudanças na lei eleitoral. Para se reforçar a oposição ao regime, era necessário, todavia, que ela se tivesse de unir e encontrar um programa político válido que pudesse desencadear um apoio nacional crescente.
De facto, a oposição encontrava-se fragmentada e tendencialmente radicalizada, modos de actuação entendidos por muitos como inviáveis para uma luta eficaz contra o poder de Salazar. Existia já o MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Antifascista), organização surgida clandestinamente em 1943, e o Partido Comunista Português (PCP), verdadeiramente a única força política organizada e com actuação concreta, liderado por Álvaro Cunhal.
No entanto, alguns oposicionistas, sem recorrerem ao MUNAF ou ao PCP, solicitaram ao governo a autorização para realizar uma reunião política para estudar a possibilidade de participar num acto eleitoral.
Tal reunião foi autorizada e veio a ocorrer precisamente em 8 de Outubro de 1945, conclave oposicionista que esteve na origem do MUD. Todavia, volvidos três anos foi dissolvido pelo regime.
No entanto, enquanto existiu, o MUD não deixou de perturbar seriamente o regime de Salazar e de empolgar as multidões.
Pugnando por uma oposição legalizada e activa junto da opinião pública, o movimento pretendia proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral, base de apoio para uma luta pela deposição do regime sem recurso à clandestinidade ou ao terrorismo.
Neste contexto organizativo surge a primeira comissão central (à frente de uma estrutura nacional e concelhia, com funções e quadros de actuação definidos), onde pontificavam nomes como José Magalhães Godinho, Gustavo Soromenho, Teófilo Carvalho dos Santos, Manuel Mendes, entre outros. Os objectivos prioritários da luta do MUD eram então a luta pelo direito à "liberdade de reunião, de associação e de imprensa" e a seriedade nas eleições, pelo que se propõe um novo recenseamento eleitoral e uma participação fiscalizadora da oposição, para além do adiamento do escrutínio, de forma a poder aplicar-se aquelas duas estratégias.
Todavia, as pretensões do MUD foram rejeitadas pelo governo logo a 10 de Outubro de 1945, o mesmo fazendo o Presidente da República, Óscar Carmona, a 17 desse mês, numa reunião com dirigentes do MUD. Apesar destes contratempos com o regime, o MUD angariava grande simpatia popular, com comícios e reuniões públicas com enorme adesão, criando-se gradualmente um "estado de ebulição" no País, apoiado pela crítica de inúmeras personalidades nacionais em jornais como a República, o Primeiro de Janeiro ou o Diário de Lisboa ou o Rádio Clube Português.
Este crescente apoio popular insuflou no MUD a convicção de que poderia bater-se a nível eleitoral pelo poder, apresentando-se por isso, a 26 de Outubro, um recurso ao Supremo Tribunal Administrativo para se impugnar a data das eleições legislativas. O MUD tinha já em seu poder uma lista de dezenas de milhar de assinaturas, o que garantia o suporte popular e legal para ir a votos. Mas o governo, inquieto e temendo um impacto ainda maior do MUD no País, instaura um inquérito acerca da elaboração das listas e suspende, a 27 de Outubro, qualquer reunião ou comício do MUD.
A questão das listas acabaria mesmo por levar à prisão algumas figuras do MUD, como Mário Cal Brandão e Ruy Luís Gomes. A oposição pela legalidade era cada vez mais difícil e vulnerável, clamando-se em alguns sectores pela radicalização. Porém, acabou por se adoptar uma estratégia de "paciência" e contenção, ainda que se tenha admitido no seio do MUD alguns elementos do PCP e do MUNAF.
A desistência das eleições foi outra das formas de luta aventadas, com os célebres cartazes ostentando uma figura de mãos agrilhoadas clamando "Sem Eleições Livres, Não votes".
Em Novembro de 1945, nova comissão central surgia, desta feita com algumas caras novas como Bento de Jesus Caraça ou Alves Redol. O regime salazarista enveredou então pela sua reorganização a nível nacional, criando-se condições políticas e sociais para se atacar e enfraquecer o MUD, com o objectivo de o ilegalizar. Este movimento não só se mantém como também se expandirá em termos de acção, revitalizando-se com a criação do MUD Juvenil (ou MUDJ), organismo do qual faziam parte figuras como Mário Soares, Octávio Pato, Salgado Zenha, Júlio Pomar, Rui Grácio (todos do PCP) e muitos outros. Esta "juventude" do MUD era a herança política do MAUD (Movimento Académico de Unidade Democrática), que aderira ao MUD na criação deste. O PCP detinha cada vez mais influência e poder de acção no MUD, forçando mesmo a criação de uma nova comissão central em Julho de 1946, amplamente dominada pelos comunistas.
Algumas figuras do MUDJ passam a integrá-la, como foi o caso de Mário Soares. O MUD passou nessa altura a endurecer as críticas ao regime, organizando a sua acção política e aproveitando muito bem todos os ensejos e oportunidades para o fazer. Um desses momentos, que se tornou fulcral, foi a recusa da admissão de Portugal na ONU em Agosto de 1946, devido ao veto da URSS, que recusava a adesão de regimes fascistas à organização. Esta situação embaraçou e humilhou internacionalmente o regime salazarista. O MUD logo aproveitou para, através de reuniões, debates, comícios e artigos de imprensa criticar o regime, principalmente a forma como conduziu o processo político e diplomático de adesão à ONU, sem o dar a conhecer ao País. Na sequência destas duras críticas, o regime empreende o processo de ilegalização do MUD, que acusa de "traição à pátria" e clandestinidade, para além de mandar prender e julgar alguns dos seus elementos directivos. Bento de Jesus Caraça foi uma da vítimas deste contra-ataque do regime. A 10 de Novembro de 1946 a União Nacional (partido de Salazar) realiza a sua Primeira Conferência partidária. Vinte dias depois, o MUD responde apresentando uma série de medidas de combate ao regime salazarista e em prol da democratização do Estado.
O grande tema desse pacote de propostas era a elaboração e aplicação de uma nova lei eleitoral, mais justa e abrangente. Pediam-se, insistentemente, eleições "livres". O general Norton de Matos era na época o "rosto" do MUD, que exigia também um novo recenseamento e calendarização eleitorais. O governo de Salazar passou então a endurecer as suas acções contra o teimosamente resistente MUD. A primavera de 1947 passou a ser uma época de amargas recordações para muitos dos elementos do MUD, pois a polícia política do Estado Novo prendeu vários activistas do MUDJ, procedendo também a julgamentos dos seus dirigentes. Em Janeiro do ano seguinte o pior acontecia para o MUD: a sua ilegalização efectiva, sob o pretexto governamental de que os seus dirigentes tinham fortes ligações com o clandestino PCP. Toda a comissão distrital e os dirigentes da secção de Lisboa do MUD são encarcerados. Somente o MUDJ escapa a esta iniciativa neutralizadora do governo.
O MUD desaparecia, embora muitos dos seus membros se tenham integrado, à imagem dos sobreviventes do extinto MUNAF, na comissão de apoio à candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República, apresentada em Abril de 1948. O Estado Novo reconsolidava a sua base de apoio popular, reestrutrando-se em termos programáticos e organizativos de molde a fazer frente ao perigoso MUD, que apesar de ter sido tolerado na legalidade por Salazar, acabou por criar "rombos" políticos na muralha ideológica do regime e inquietar as populações, revitalizando o tema das eleições e activando a luta oposicionista, encarada antes de 1945 como algo que apenas se poderia fazer na clandestinidade.

O Cherne

Quem quiser ir ver (ou rever) o vídeo colocado neste blogue no passado dia 3 de Outubro pode tirar o cavalinho da chuva pois o You Tube, pura e simplesmente, desactivou-o. Como é longo o braço da Comichão Europeia.

domingo, 7 de outubro de 2007

Armando Pascoal


Um grande abraço de parabéns pelo teu aniversário, com votos de repetição por muitos e muitos outros.
Se alguém tiver a possibilidade de te fazer chegar esta notícia, que faça esse favor.
Teremos todo o gosto em que retomes o nosso convívio.