OLÁ OC - 9 de Outubro
Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Guevara foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Desde pequeno que sofria ataques de asma e por essa razão, aos 12 anos, mudou com a família para as serras de Córdoba.
Em 1947, entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, interessam-se por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito cultivado até a sua morte.
No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor.
Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o exército, porém no dia da inspeção médica tomou um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma. Foi considerado inapto e dispensado.
Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu Ñico Lopez, amigo de Raúl Castro.
Da Guatemala foi para o México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl tornou-se rapidamente amigo de Che e apresentou-o ao seu irmão mais velho, Fidel, que se tornou seu amigo instantaneamente.
Tiveram então a famosa conversa de uma noite inteira na qual debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba. A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e refugiam-se na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos.
Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África.
Da revolução em Cuba até sua morte, empreendeu três mal-sucedidas expedições guerrilheiras.
A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada.
A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo.
E por fim na Bolívia, onde acabaria executado. Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. O seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.
Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, 9, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano.
A sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas.
Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo globalizado, ele transformou-se num ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência política. A sua morte determinou o nascimento de um mito, símbolo da resistência até à morte em nome de um ideal.



2 comentários:
Não há hoje nenhuma efméride respeitante ao Prof. Dr. Oliveira Salazar ????
Um comentário grande:
1º - A espada do Afonso Henriques também qualquer dia aparece como post !!
2º - As alvíssaras pelas informações sobre o paradeiro do Jota ,( na sua qualidade de autor do “ Bom-Dia OC” ) já não são atribuíveis. O Jota foi contactado pessoalmente e prometeu que, sob certas condições, voltaria a escrever.
3º - Gostaria de ver a história do Che em quadradinhos. Única que ainda não vi publicada.
4º - A Escala de BR, por muito antiga que seja, ainda não foi revogada pelo/s penico/s pelo que continua em vigor e pode ser aplicada (nºs baixinhos, baixinhos...)
5º - Quanto a efemérides com mais de 45 anos,( a pedido do D. Pedro) podemos afirmar, sem receio de andar longe da verdade, que faz hoje anos que o Dr. Oliveira Salazar recebeu em audiência o Dr. Moreira Baptista.
6º - As alvíssaras que eram atribuíveis às informações sobre o paradeiro do Jota passam para quem souber dizer quem são os rapazes da blogosfera que apagaram o cherne ( ver post “ o cherne” de 8OUT) porque são necessários para dar uma mãozinha no “Água aberta...no Oceano”.
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