domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Antena 1 - Entrevista ao Almirante Melo Gomes
Onda do
Ramiro Soares Rodrigues
@
11:19 –
tem 1 comentário
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Cinzas vulcânicas
Onda do
J.N.Barbosa
@
18:02 –
ninguém comentou
Postal de Goa (XXII)
O que resta da fachada da Igreja dos Agostinhos (2010)
Na parte ocidental de Velha Goa destacam-se, no alto do Monte Santo, as ruínas da Igreja e do Convento de Nossa Senhora da Graça, que pertenceu à Ordem dos Agostinhos. É um local nobre e muito conspícuo, sobranceiro à velha cidade e perto da igreja de Nossa Senhora do Rosário, que foi o local escolhido por Afonso de Albuquerque para colocar a sua artilharia aquando da tomada de Goa em 1510.
Os Agostinhos foram a última ordem religiosa que se estabeleceu em Goa, depois dos Franciscanos, dos Dominicanos e dos Jesuítas.
Em 1572 partiu de Lisboa um grupo de 12 frades, dos quais 2 ficaram em Ormuz e 10 seguiram para Goa, onde se fixaram.
D. Frei Aleixo de Menezes, um dos frades agostinhos, tornou-se Arcebispo de Goa em 1595 e, naturalmente, decidiu apoiar a sua ordem. Assim, em 9 de Setembro de 1597, o Arcebispo e o vice-rei D. Estêvão da Gama, assistiram à colocação da primeira pedra da nova igreja e convento dos Agostinhos, que foram sagrados a Nossa Senhora da Graça. A obra foi concluída em 1605 e a monumental fachada da igreja com 46 metros de altura dominava o centro da cidade.
Cerca de dois séculos depois, com a decadência e o abandono de Velha Goa que foi trocada por Pangim (ou Nova Goa) e com o triunfo do Liberalismo em Portugal, foram extintas as ordens religiosas masculinas e nacionalizados os seus bens e, em 1835, o convento e a igreja de Nossa Senhora da Graça foram abandonados.
O convento passou para a posse da Misericórdia, mas por falta de capacidade financeira foi abandonado em 1841. Depois passou para a tutela do Arsenal da Marinha, que também não teve fundos para o manter.
Em 8 de Setembro de 1842 a abóbada da igreja desabou. O Governo do Estado da Índia tomou conta das ruínas e vendeu os destroços como materiais de construção, numa época em que se erguia a cidade de Pangim como a nova capital.
Reconstituição conjectural da fachada e antes da derrocada (c. 1900)A imponente fachada resistiu mais umas dezenas de anos, mas em 8 de Agosto de 1931 ruiu, ficando apenas de pé um fragmento da torre norte que, na actualidade, continua a impressionar o visitante e a desafiar as leis da Estática.
A generalidade da informação turística referente a Velha Goa, cujas igrejas e conventos foram declarados pela UNESCO como Património da Humanidade em 1986, destaca aquela majestosa torre que quase é tida como um ex-libris daquela riquíssima área arqueológica.
Desde 1998 que o Archaeological Survey of India vem conduzindo um processo de intervenção e uma criteriosa pesquisa arqueológica que, lentamente, tem permitido o reconhecimento dos espaços da igreja e do convento, a sustentação do que ainda resta da torre norte, a identificação de capelas laterais e das muitas lápides tumulares existentes, o que vem revelando a história daquele monumento.
As ruínas dos Agostinhos, para além de serem uma relíquia arquitectónica e um ponto de visita obrigatório no contexto do turismo cultural goês, têm sido também um objecto de estudo para vários arquitectos, arqueólogos e historiadores portugueses.
Onda do
A.R.Costa
@
16:13 –
tem 2
comentários
A Matemática e os seus Encantos
.
A primeira conferência – A Beleza Matemática das Conchas Marítimas - terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian no próximo dia 21 de Abril, pelas 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor Jorge Picado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra."
Onda do
Jorge Beirão Reis
@
14:43 –
ninguém comentou
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Quantos anos?
Onda do
LSN
@
19:00 –
tem 1 comentário
quarta-feira, 14 de abril de 2010
MAIS UMA ACHA
Onda do
Manel
@
18:10 –
ninguém comentou
Etiquetas: marinha
Almoço de 13.4.2010 - A concorrência
Não querendo deixar os seus créditos por mãos alheias, a concorrência, ou seja o Allen, associa-se à reportagem fotográfica do LSN, fazendo inveja aos que se vão esquecendo da data das segundas terças feiras de cada mês.
Onda do
José Cruz
@
17:20 –
tem 5
comentários
País Marítimo
Notícia de hoje (ou melhor de ontem) e que demonstra perfeitamente a opção pelo transporte marítimo, o tal menos poluente!!!!!!
Onda do
Orlando Temes de Oliveira
@
00:52 –
tem 1 comentário
terça-feira, 13 de abril de 2010
STANAVFORLANT
Onda do
J.N.Barbosa
@
19:36 –
tem 3
comentários
sábado, 10 de abril de 2010
COMME le TEMPS PASSE
Vejam só.....
Onda do
Manel
@
10:26 –
ninguém comentou
Etiquetas: Gente nossa
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Postal de Goa (XXI)
O MINÉRIO DE GOA
Para alguns, aquelas barcaças são a imagem de uma enorme riqueza económica, mas para outros são a imagem da delapidação dos recursos naturais e da destruição da paisagem.
Carregadas de minério, as barcaças descem o rio Mandovi e navegam até aos grandes navios mineraleiros fundeados ao largo da barra de Goa.
Depois de descarregadas, as barcaças regressam à sua base para voltar a carregar minério, subindo o rio Mandovi.
O território de Goa possui grandes concentrações de minério em qualidade e quantidade, com possibilidade de extracção a céu aberto e de escoamento por via fluvial, mas a sua exploração só começou a ter uma escala industrial e um valor significativo nas exportações goesas depois da 2ª Guerra Mundial.
Após a independência da Índia e com o bloqueio económico que, alguns anos depois, foi imposto ao Estado Português da Índia, as autoridades portuguesas decidiram iniciar a exploração mineira através do licenciamento de muitas concessões a grupos privados. Em 1953 já foram extraídas cerca de 1 milhão de toneladas de minério e, este resultado, mostrava como fôra eficaz a resposta portuguesa ao bloqueio indiano. Em 1959 havia 213 explorações mineiras e tinham sido extraídas cerca de 3 milhões de toneladas de minério.
Depois de 1961, a exploração mineira foi incrementada. Antes, os principais importadores eram o Japão, a Suécia e a Itália, mas nos últimos anos a procura mundial aumentou, estimulada sobretudo pela procura crescente da indústria chinesa.
Hoje são exportadas anualmente mais de 40 milhões de toneladas de minério, enquanto a actividade assegura cerca de 11.000 empregos directos e cerca de 10.000 indirectos, o que faz dela a segunda actividade económica mais importante do Estado de Goa, logo a seguir ao turismo.
Como consequência desta actividade, a paisagem marítima de Goa alterou-se substancialmente nos últimos anos e, ao longo da avenida marginal de Pangim, pode observar-se o movimento fluvial quase contínuo das barcaças do minério que descem ou sobem o rio Mandovi.
No promontório da Aguada e sobre o mar Arábico, o nosso olhar detecta várias dezenas de navios mineraleiros fundeados ao largo, a aguardar a chegada das barcaças com o minério que seguirá para a China, para o Japão e para a Europa.
Durante o período mais intenso da monção (Junho a Agosto), todo este movimento cessa, porque as condições marítimas se deterioram substancialmente. No entanto, por vezes são desafiados os limites de segurança e o que aconteceu ao N/M River Princess é um exemplo: encalhado no dia 6 de Junho de 2000 na praia de Candolim, lá continua no mesmo local a lembrar alguns dos riscos adicionais da actividade mineira.
O N/M River Princess encalhou na praia de Candolim na noite de 6 de Junho de 2000 e, dez anos depois, ainda continua a simbolizar uma das consequências nocivas da actividade mineira.
Os ambientalistas queixam-se da delapidação que a exploração mineira está a provocar em cerca de 14% do território de Goa, ameaçando aldeias, poluindo a água e inviabilizando a cultura do arroz, mas ainda se queixam mais porque todo o minério de ferro de Goa é exportado para o estrangeiro, pelo que reclamam pelo encerramento das minas.
Segundo os ambientalistas e outros activistas a exploração mineira está a destruir o território de Goa e apenas está a contribuir para o desenvolvimento da economia da China, para o financiamento do governo federal de Nova Delhi e para os elevados lucros das companhias mineiras privadas, dando apenas um escasso contributo de menos de 1 por cento para as receitas totais do Estado de Goa.
Sobre a riqueza mineira de Goa é muito curiosa a observação expressa pelo Capitão de Fragata Augusto Eduardo Neuparth, engenheiro hidrógrafo e comandante da canhoneira Sado, num “Estudo sobre o rio Mandovy” que apresentou em Janeiro de 1909:
Se algum dia se conseguir o aproveitamento da laterite que constitui a quase totalidade do solo da nossa Índia pode afoitamente dizer-se que a India portuguesa em relação à sua área, será o paiz mais rico do mundo.
Onda do
A.R.Costa
@
10:45 –
tem 2
comentários
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Goa e os meus postais
Com a indispensável ajuda técnica do Luís Silva Nunes, durante a minha permanência em Goa, editei regularmente no Água Aberta alguns POSTAIS DE GOA, mas tendo regressado a Lisboa, interrompi a sua publicação.
Não me parece impróprio que, mesmo ausente de Goa retome a publicação de alguns dos textos que ainda lá preparei, sob o mesmo título genérico, embora os eventuais leitores fiquem a saber que o autor já não está em Goa e que, portanto, os postais apenas estão a ser recebidos com atraso.
Onda do
A.R.Costa
@
07:00 –
tem 5
comentários








