quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fazer o que ainda não foi feito

Confesso que sou lento a ler o Expresso. Só hoje, 5ª feira, cheguei à página n.º 22 do Expresso Economia do passado sábado, 4 de Setembro, e li, deleitado, o artigo acima, o qual reproduzo com a devida vénia.
O que é que ainda não foi feito? A redução dos salários dos funcionários públicos: uma redução de 10% permitiria, segundo o autor, reduzir a despesa em 2 mil milhões de euros por ano (o equivalente a, mais ou menos, quatro submarinos). Alternativamente, digo eu, reduzir o número de funcionários públicos a 90% do número actual (em todas as categorias, não apenas nas de salários mais baixos), alternativa que o autor não recomenda.

Quando falei nisto, ao almoço, a dois funcionários públicos (reformados) a reacção foi: coitadinhos dos funcionários públicos, que já sofrem tanto!

Isto é que vai uma crise!!

Recomendo a leitura crítica deste artigo.

Tenham um bom fim de semana!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Já aí anda...

Olhando para o mar esta manhã, vi um navio esquisito a fundear em Cascais. Com aspecto de navio de guerra, mas alto, curto, sem armamento aparente. De repente fez-se luz no meu cérebro. Era um patrulhão que devia andar em provas, pois pouco depois seguiu viagem. Nem deu tempo a tirar uma fotografia...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Época de furacões


Começou a época dos furacões no Atlântico. Na imagem vêem-se os Earl e Fiona, ao largo da Carolina do Norte.Prevê-se que o Earl suba toda a costa até ao Massachussets.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MINA NO CHILE

Sempre com a obrigatória reserva que devemos ter com respeito à correcção das notícias que nos chegam; afirma-se que submarinistas chilenos irão ajudar os mineiros que estão encerrados numa mina há não sei qunto tempo e que ficarão assim ainda por bastante.
Não sei que experiência terão estes submarinistas, em termos de sobrevivência em situação extrema, para se arrogarem a transmitir conhecimentos àqueles desgraçados, mas não me consta que a tenham, donde atrever-me a sugerir que podiam enviar pelo buraco uma máquina de projectar com o filme do Errol Flynn "Objectivo Burma" que vi, em imersão, 36 vezes para a frente e 8 para trás. Julgo que me podia inscrever no Guiness. O gozo que dá ver o Errol às arrecuas, agora que dizem que era espião nazi e abichanado deve ser óptimo! Mas era um grande marinheiro além de bom actor, fez quatro filhos, um foi-se no Vietnam, e descendia dos revoltados da Bounty que é o espirito que precisamos ter quando os que mandam não respeitam os que deles dependem como aconteceu naquela mina onde a segurança era fingir.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Espiões militares

Esta silly season estava um bocado morta, vai daí o Ministro da Defesa dá uma entrevista ao jornal i em que, no engodo do jornalista, diz que vai mandar uma célula de informações militares para o Afeganistão e outra, provavelmente, para o Líbano. Como é sabido, a nova LOBOFA criou um serviço de informações militares cuja missão deverá ser a colheita de informações nos teatros de operações onde as forças actuam (a colheita de informação estratégica, rejeitada pelo SIED, parece que não é de ninguém). Agora, esta de o ministro anunciar o início de operações clandestinas é original, se bem que neste país haja uns antecedentes do mesmo calibre, num passado não longinquo. Ao mesmo tempo, SExa anuncia que a partir de Outubro não daremos mais uma força de reacção rápida, ficando só umas equipas de formação no Afeganistão. Então, pergunto, para que servem as informações? Igualmente no Líbano, com uma companhia de engenharia a fazer obras, que informações vão lá buscar os agentes secretos?
Apesar de aparentados com os mouros,não estou a ver o nosso tenente Silva ou o nosso cabo Santos vestidos de beduinos a conviverem com os indígenas, a discutir futebol em urdu ou árabe!
Talvez se fiquem pelo quartel a fazer recortes da imprensa local, aonde apõem no fim o carimbo de confidencial...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

BOA NOTÍCIA


"Por entre excrementos recentes e embalagens de vinho vazias, há... muita...m*.
O edificio ... com a m* que a Estradas de Portugal, EP construiu custou 1,5 milhões de euros mas serviu apenas dois anos. Inaugurado em 2007, o imóvel foi totalmente esvaziado em 2009 e entregue ao Ministério das Finanças....Há indicios de que ele passou para a tutela do Ministério da Defesa."

Esta noticia publicada hoje no jornal "Público" referente a um edificio e terreno, em total abandono, sitos frente ao Palácio de Queluz, reporta-se a uma banalidade, a que os cidadãos já estão habituados, mas que, maldosamente, os continua a colocar, para desopilar do futebol, a pensar no despesismo do Estado, na corrupção dos politicos e do funcionalismo (alguns) e nas golpadas dos que podem e sabem disso aproveitar-se (alguns).

Mas desta vez, dessa multidão, pelo menos os militares, que também a compoem, estão enganados. Perante a fraca aceitação que "os privilégios" dos militares têm na opinião pública, o Governo, sempre avisado e com isso preocupado, encontrou uma maneira subtil de reforçar o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas.

É que, como sempre, cumprido a lei, parte do valor resultante da alienação desse património(certamente a mais inteligente solução a tomar em defesa do interesse público) e que nem era inicialmente afecto às Forças Armadas, a ser verdade que passou para a tutela do Ministerio da Defesa, pode ir direitinho para aquele Fundo, se houver boa vontade, coisa que não falta como se tem visto.

*M

sábado, 21 de agosto de 2010

Ainda e sempre o nosso Património Naval

A pedido do OCeano e nosso muito estimado RPL, insiro este seu magnífico texto que estou certo qualquer de nós não desdenharia subscrever. O texto também pode ser lido nos blogues "A Voz da Abita..." e "N.R.P. Cacine".

Ainda não tinha sequer sido admitido como cadete na Escola Naval, quando recebi a primeira guia militar onde constava o meu nome, para então ser presente a inspecções médicas no Hospital de Marinha.
Nunca mais esqueci a emoção da entrada no imponente átrio do edifício, pleno de históricas alusões à sua fundação e finalidade, testemunhando com a grandiosidade austera da sua construção, a importância que o país e os seus governantes conferiam à instituição que passava a integrar.
Já incorporado na Marinha, um dos passos externos seguintes, seria a admissão como sócio do Clube Militar Naval, também ele sedeado num histórico e glamoroso edifício, em tempos a residência de um ilustre médico de Marinha, e então sede daquela colectividade prestes a comemorar o seu primeiro centenário.
Do Hospital recordo a profusão de vezes que, ainda cadete e de guia na mão, me apresentei para ser presente às mais diversas consultas e fazer alguns exames clínicos, felizmente sem outros registos para além das pequenas cáries dentárias e do acne juvenil, e quase sempre averbados à segunda-feira de manhã, o que dava imenso jeito, quer para pernoitar fora no domingo, quer para evitar a maçada das aulas do Macias e do Monteiro.
Do Clube lembro a ousadia, e também o respeito, com que o frequentava, ombreando ao almoço ou na sala de leitura com professores e oficiais generais, muitos deles já reformados, referentes da organização que tinham servido (a expressão «sem se servirem» nem sequer entrava no léxico e só por isso será aqui descabida), exemplos humanos e militares, que em cada momento ainda colaboravam, visando sempre a garantia da transposição dos valores do passado e intervindo a partir daquela tribuna privilegiada.
Do Hospital recordo mais tarde, já depois de ter estado em comissões em África, de 1966 a 1975, de ali ter sido operado pela segunda vez (a primeira tinha sido em Moçambique), em resultado de um acidente em combate, e sobretudo a extraordinária eficácia do cirurgião José Albino Rebelo, muito contribuindo nessa mesma sequência os hábeis sargentos enfermeiros fisioterapeutas para a minha recuperação acima das melhores expectativas, competência a que não foi certamente alheia a esforçada e porventura dolorosa experiência daquele médico na retaguarda de guerra na Guiné.
Do Clube lembro ainda que era sempre o meu porto seguro nos intervalos de poucos meses que passei em Lisboa ao longo daqueles anos. Mas era também aquele o local onde tantas vezes assisti, quando era proibido falar cá fora e não havia medo de falar lá dentro, às mais variadas abordagens das questões que interessavam à Marinha, enquanto instituição militar, ou que respeitavam tão só ao País, enquanto Nação obrigada pela sua História a privilegiar valores humanos, morais e patrióticos, e que por isso também respeitavam então forçosamente à Marinha.
Mais tarde, já depois da minha prematura passagem à Reserva em 1988, então no posto de capitão-de-fragata, face a diversas vicissitudes da vida e felizmente porque tenho sido saudável, e porque não dizê-lo também, porque já não conheço pessoalmente quem ali presta serviço, o que muito agilizava antes o atendimento, pouco tenho frequentado o Hospital de Marinha. Vou com regularidade ao Hospital da Estrela, porque me fica muito mais perto. Solidário, por também ter sofrido um acidente na guerra, o porteiro deixa-me estacionar o carro (uma mordomia!) e … francamente até não me incomoda que, sendo capitão-de-fragata, me tratem ali por capitão. (Ainda não cuidei de saber se tratam os contra-almirantes por contras!)
Agora, que os do meu tempo já estão no Outono da vida, tenho tido notícia de que, com regularidade, e mesmo sabendo que o Hospital de Marinha não tem serviço de urgências, muitos para ali são transportados a seu pedido quando sentem chegar a hora do aperto.
Ocorre-me que há cerca de 15 anos, numa das últimas vezes que entrei no nosso Hospital, encontrei uma velha praça que comigo servira a Marinha durante meia dúzia de anos. Tinha sido promovido a sargento ao fim de 30 anos de carreira, e eu que nem dera por isso, continuava a tratá-lo por tu. Estava então atacado pelos «diabetes», e apenas num segundo momento, quando o enfermeiro chamou o sargento Fausto (Cordeiro de Sousa) à consulta, o pude constatar. Também a mim não me corrigiu no tratamento, mas ainda assim foi a tempo de me informar, usando aquele eterno código, tão peculiar daquelas «nossas casas»: - O Hipólito destacou daqui ontem! Passado muito tempo, também o Fausto um dia viria dali a destacar para sempre. Terá sido então que compreendi melhor porque a nossa gente, que em geral e tal como eu, um dia receberam para ali a primeira guia militar e ali foram sempre tratados das suas mazelas, não querem morrer num outro hospital qualquer, preferindo finar no Hospital de Marinha e eventualmente ter o posto e o nome colocados por uma última vez na sua guia de marcha.
Aquela tem sido a última ligação à Marinha para tanta gente que a serviu, porventura a única durante muitos dos seus últimos anos!
Continuo a frequentar o Clube, mesmo depois de ter deixado de tentar jogar «bridge». Almoço com alguma regularidade, frequento as salas de leitura e sobretudo o bar, por ser aquele o local onde mais se confraterniza com amigos e camaradas. (O Zé Adriano fica desde já autorizado a mostrar as minhas contas, onde é facilmente demonstrado que bebo moderadamente).
Nestes últimos anos, embora tenham sido raras, tenho procurado estar presente, e algumas vezes até intervir, em colóquios promovidos no Clube. Talvez porque antigamente o fruto proibido e a saudável rebeldia dos oficiais de Marinha prevalecia sobre a comodidade e os interesses pessoais dos dias de hoje, comparativamente a frequência destas palestras é agora em geral muito reduzida.
Foi assim num debate com jornalistas (Rogeiro, etc.), foi assim numa conversa sobre pescas (sindicalista Piló e outros), foi assim quando da presença da primeira-dama de então, quando o tema era a Cruz Vermelha, e para não parecer mal, até seriam «arrebanhados» para a sala alguns consócios que estavam a jogar gamão.
Não foi assim quando presidiu o CEMA a uma conferência sobre o Mar que teve como convidado de honra, o então Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Mar, e a sala de jantar com lugares marcados estava repleta de oficiais generais e superiores do activo, dos quais apenas me lembro de ter intervido um vice-almirante e um capitão-de-fragata.
Não foi assim recentemente quando o tema foi a Reforma dos Hospitais Militares, embora a esmagadora maioria dos presentes, e sobretudo dos interventores, fosse a dos sócios reformados, grande parte dos quais eram os «soixante-huitards» das gloriosas noites de antigamente no Marquês de Pombal. Não me lembro de ter estado ultimamente numa reunião do Clube em que conhecesse tanta gente, embora de alguns já não me lembrasse o nome, (problema da idade), como de resto verifiquei o mesmo em relação a mim, na outra face da moeda.
Confesso não ter estudado o dossier de informação disponível com a atenção que seria devida ao tema. No entanto fiquei ciente das razões de natureza militar, técnica, clínica e até económica que desaconselham o fecho do Hospital da Marinha. Restavam as políticas.
Para além das elucidativas explicações dos promotores e do médico convidado, o clima geral das intervenções dos assistentes foi sendo sempre, quanto a mim, de grande solidariedade corporativa, talvez demasiada.
A minha primeira intervenção, quando já próximo do final da sessão pedi para usar da palavra, centrou-se exactamente na questão da fraca ou nula participação de sócios do Activo. Sem ela, parecia-me que a leitura externa do evento podia resvalar para uma falaciosa interpretação de temor de doentes e afins perante o fecho dos seus serviços de saúde, tal como tantas vezes assistimos na TV, quando cobre os centros rurais.
A segunda questão que coloquei, quanto a mim a mais decisiva e que levou ao actual estado de coisas, tem a ver com a forma como os políticos em geral e a sua comunicação social em particular, têm vindo a preparar a opinião pública em desfavor das Forças Armadas. Como com a Educação.
Paulatinamente, e quase sempre com o silêncio dos que podiam e deviam sair a terreiro em sua defesa e em defesa da verdade e da forma de ela ser expressar sem equívocos, vão surgindo regularmente as notícias do militar que bate na mulher, do capitão-de-fragata que se apropria de fundos, do almirante que se enche à custa dos submarinos, de que o pobre país afinal nem precisa … e que culminou entre muitas outras no último 10 de Junho, quando o nosso jornal de máxima referência no combate pela liberdade do 25 de Abril, não deu qualquer notícia sobre comemorações e comemorados do Dia de Camões, detendo-se unicamente numa extensa e proeminente reportagem sobre os Fuzileiros, «os quais tinham trazido há anos, desde Moçambique e roubado à família, uma mascote que depois terão abandonado à sua sorte, sem futuro nem identidade». A cena termina com a patética e televisiva cerimónia pública de um Secretário de Estado Ex-Diversas Coisas a entregar pessoalmente um BI de Primeira Geração ao ex-mascote, promovido finalmente a cidadão nacional, agora acumulando ser um símbolo das preocupações governamentais em matéria de direitos humanos, com direito a uma muito pouco discreta viagem a Moçambique ao encontro da presumível família.
Invoquei então, na reunião do Clube, que o Ministro não tem nada a perder em votos, que é afinal o que na realidade lhe interessa, com o fim ou a redução dos três hospitais militares na cidade de Lisboa.
Tal como até hoje, muito pouco se tem feito em termos de defesa da capacidade submarina perante a opinião pública em geral, praticamente também nada se fez sobre a manutenção dos hospitais militares.
Eles, os políticos, têm absoluta consciência desta realidade, trabalham-na constantemente e quando chegar a hora mais conveniente, não irão vacilar.
Perguntei ainda, no que julgo ter sido mal entendido, se eram conhecidas no contexto do tema, as posições institucionais dos Chefes Militares junto do poder político, isto é, junto do Ministro da Defesa.
O meu ponto seria o de lamentar que não tivesse sido blindada pelo Conselho da Revolução, pela Constituição ou pelos poderes do Presidente da República a antiga forma de escolha dos Chefes de cada Ramo, embora isso apenas o escreva agora. Efectivamente passou-me naquele momento, talvez porque a minha intervenção foi sem sombra de dúvida a menos entusiasmante do serão, e eu estava, à medida que ia falando, tomando plena consciência de algum tédio que ia provocando.
Culminaria o Colóquio com a estratégia da constituição de uma Comissão constituída por dois Almirantes com provas dadas, escolha para que também terá certamente contribuído o bom senso da sua conotação política oposta, ainda um oficial superior que esteve retirado mais de trinta anos, mas que obteve grande experiência em administração hospitalar, a enquadrarem a experiência médica e militar, a reconhecida isenção e a superior estatura cívica de um contra-almirante médico naval.
Ainda no Clube, um pouco fora de horas, conversando à porta do bar com alguns camaradas, manifestei a minha convicção de que o Ministro não iria receber a referida Comissão. Um dos promotores disse-me que não, (olha que não!), que havia «links» que facilitavam a audiência, … Quem sou eu!
Apenas mais tarde viria a tomar conhecimento, através dos poucos jornais que leio e de alguns blogues que frequento, das alegadas posições públicas dos CEMGFA e CEME, o que se outro valor não teve, veio validar as minhas dúvidas expostas na reunião do Clube.
Por último, tomei também conhecimento através do blog de um antigo mestre que todos muito apreciamos, de uma oportuna referência a que o camarada Martins Guerreiro muito teria contribuído para tirar das masmorras o dito senhor... que afinal não o quis receber.
(Coíbo-me de blasfemar, pela única razão da sua não retroactividade!)
Se o Ministro não encontrou aí razões pessoais para receber o antigo Conselheiro da Revolução, que ao menos considerasse o serviço meramente de natureza política que aquele camarada, em termos pessoais e tendo em conta apenas o seu próprio estatuto de figura pública, já que creio votará num outro concelho, prestou ao seu Partido, apoiando publicamente a última candidatura socialista à Câmara de Lisboa, com declaração implícita de o fazer em detrimento da candidatura concorrente.

É este o meu contributo.

Agosto de 2010

R.P. Leitão
Sócio n.º 764 do CMN
(capitão-de-fragata)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Portugal no Herald Tribune

Um artigo muito favorável sobre energias renováveis. Ler aqui http://www.nytimes.com/2010/08/10/science/earth/10portugal.html?hpw

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Porto e Gaia

Há anos que não ia para estes lados mas no fim-de-semana (embora aziago para os "mouros" pois o FêCêPê lá levou outra taça), com um sol fenomenal e uma luminosidade deslumbrante, fui ver estas terras nortenhas. E em boa hora pois o espectáculo é magnífico ... parabéns aos portuenses!


O cubo da Ribeira com o D. João (do Cutileiro) à espreita



Mais Ribeira


Douro acima com Gaia em fundo


À nossa ... e até breve!

domingo, 8 de agosto de 2010

Bandeiras e a nossa paciência


Dia de canícula. O mar de Cascais parece um bidé e, no entanto, a bandeira da praia está amarela! Claro que o povo se marimba e toma banho alegremente. Depois querem que se respeitem as bandeiras...
No Guincho a bandeira vermelha é a regra e, no entanto, toma-se sempre banho, mesmo com a supervisão dos nadadores-salvadores. A maré sobe, a maré desce, com ondas e sem ondas não mudam as bandeiras ao longo do dia. O pessoal sabe mais que os banheiros e estes limitam-se a deixar correr o marfim.
Em resumo, quem deve decidir da bandeira não sabe ou não quer ter chatices, quem deve obedecer às bandeiras não acredita no sistema e trata da sua vida. É assim em Portugal.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A chegada do Tridente à BNL



Com imagens "ligeiramente" melhores do que a apresentada na última "onda" aqui está documentada a primeira atracação do "Subdente" na BNL.


Nota: Fotografias gentilmente enviadas pelo JG.

Tridente


Hoje, de manhãzinha, vi o "Subdente" (finalmente!!!) ao largo de Cascais ... e às nove e picos já estava a entrar a barra. Parece que agora é que é, já não podem voltar atrás.

domingo, 1 de agosto de 2010

Alargamento da CPLP

O Brasil anunciou que vai construir um navio-patrulha oceânico para a Guiné Equatorial, de 2400 ton., baseado nas corvetas classe Barroso.
Como se vê, o Lula nem precisa de ir às cimeiras da CPLP para alargar o negócio. Quanto à forma de pagamento, não sei se será em cash ou barris de petróleo.
Consta que cá em Portugal também há um bom projecto de patrulhão que podia ser exportado...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Atlantic


Encontra-se na marina de Cascais um dos veleiros mais bonitos que hoje existem. É uma réplica, em viagem inaugural, de uma escuna de três mastros construida para regatas de milionários em 1903. Logo em 1905 venceu a Kaiser's Cup, uma regata transatlântica de 3006 milhas que fez à média de 14,1 nós. Foi um recorde só batido em 1998. Já naquela altura tinha caldeira de vapor e gerador eléctrico para mover guinchos que permitiam manobrar os seus 1700 m2 de pano.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Complemento de Pensão

Confesso que não reagi logo à provocação do Fernão, no primeiro dia deste mês, sob o título de NOVA LEI.
Mas fiquei a pensar no que ele dizia estar a suceder, sendo para mais "bem feito" à rapaziada com o meu posto, quanto aos complementos de pensões.
Hoje, finalmente (na reforma já não se pode andar muito depressa), resolvi fazer umas contas, comparando o somatório da minha pensão de reserva com o complemento da mesma que a Marinha já está a pagar-me, com outro somatório, o da remuneração base com o suplemento da condição militar de um militar do meu posto no Activo.
Fiquei surpreendido! A diferença ronda algumas centenas de euros!
Procurei esclarecimento no CA da Administração Central, que me confirmou os valores e me justificou, em termos jurídicos e com toda a simpatia, a razão daquela diferença.
Só que as interpretações jurícas, como muitos dos camaradas bem sabem, fazem-me lembrar a resposta do economista quando lhe puseram o problema de quanto eram dois mais dois: "V. Exª quanto quer que dê?"
Sobre isto, convido os camaradas reformados antes de 1 de Janeiro(*) deste ano e que estejam a receber o dito complemento a analisarem a sua situação. Depois das férias, continuaremos a conversa.

(*) Escrito não segundo o recente Acordo Ortográfico.