segunda-feira, 28 de outubro de 2013

NAUFRÁGIO GERAL

O plano da classe dominante portuguesa, e não só, que intenta a destruição das estruturas do  aparelho de Estado considerando, na sua perspectiva ideológica de maximização dos seus lucros, que ele deve ser mínimo  tem vindo a destruir tudo o que imediatamente não dá lucro, nomeadamente a educação.Veja-se o que se passa com a pesca que, na repartição internacional por eles feita, foi  retirada aos portugueses,  na qual continua empenhadamente a liquidar o pouco que resta retirando aos pescadores a possibilidade de terem uma formação de qualidade o que os leva inevitavelmente à morte económica mas também física.  Exemplar; o que aconteceu quando o "presidente" de uma dita associação de defesa da vida no mar, à pergunta porque os pescadores da "Jesus dos Navegantes" não envergavam coletes de salvação ao sair de uma barra que o próprio reconhece difícil "por causa das obras" responde que " a Lei não obriga" como se a segurança no mar fosse uma mera emanação legislativa.

domingo, 27 de outubro de 2013

Passo a passo até à perda total de soberania

Embora a decisão final não tenha sido ainda tomada, o jornal Público anunciou, na passada semana, a intenção do governo de lançar dentro em breve, através do IGCP, uma emissão de dívida denominada em dólares para investidores que apenas investem nessa moeda.
Essa intenção foi aliás, substancialmente abordada nos roadshows realizados junto de investidores. 
Argumenta-se que este seria o próximo passo na estratégia de "regresso aos mercados" porque permitiria diversificar a base de investidores, nomeadamente fundos de investimento que possuem limites à aquisição de obrigações denominadas em moeda estrangeira.
Tal decisão merece o seguinte reparo: a sua concretização, para além de representar uma grande ignorância quanto ao que é um Estado soberano, representa uma grande falta de visão estratégica, comprometendo o sucesso da inevitável reestruturação da dívida pública.(ler mais)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Programa cautelar

Chamam-lhe “seguro”, “programa cautelar”, “regresso aos mercados”, ”pós-troika”, etc. A ideia é simples. A União Europeia dotou-se de um fundo de 500 mil milhões de euros, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), através do qual futuros resgates seriam financiados. Além disso, este fundo está disponível a apoiar o acesso dos Estados aos mercados através de compras directas ou em mercado secundário de títulos de dívida de cada Estado. A ideia por detrás deste mecanismo de apoio é garantir o financiamento dos Estados a taxas de juro consideradas razoáveis no mercado. Não adiantará a um investidor em dívida pública europeia exigir taxas de juro muito elevadas já que, nesse caso, o MEE actuará como substituto a taxas mais baixas. Na prática, esta é uma forma de mutualização da dívida. Contudo, tem vários senãos. O primeiro está na condicionalidade imposta aos Estados que necessitem de ajuda. Trocado por miúdos, os Estados europeus só acedem a este apoio em troca de memorando de compromisso. É o que já acontece em Espanha, onde a recapitalização da banca foi financiada por este fundo. Em Portugal, sabemos bem o que isso quer dizer: imposição cega de uma austeridade contraproducente. Recuperar soberania é uma miragem neste contexto. (ler mais)

O Botequim da Liberdade - Fernando Dacosta

Frases com 30 anos por Natália Correia no novo livro de Fernando Dacosta «O Botequim da Liberdade».

  • A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista.
  • Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente.
  • Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica.
  • Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão.
  • Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?
  • As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir.»


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

INFERNO

 
Não vou falar de ilegalidades inconstitucionalidades ou ladroagem.
Ponto prévio; perdi a fé cerca dos quatorze anos mas nunca fui nem sou anticlerical ou anticatólico. Tenho total respeito pelas religiões que se reclamam do bem e crêem na vida eterna. Faço questão de estar presente em missas de tristeza ou de alegria. Conheço relativamente bem a Bíblia e a doutrina católica.
Dificilmente hoje nos admiramos das medidas deste governo mas esta do chefe de um partido que se reclama da democracia cristã ofender os mortos cortando-lhes nas pensões que deixaram  para os seus sobrevivos, para que contribuíram na esperança que os seus tivessem mais um amparo, quando ele/a lhes faltasse, tratando-os de igual modo que aos vivos, com sorrisos e hipocrisias, penso, mostra que estamos mesmo a bater no fundo.
Claro que eu sei que esta é mais uma manobra canhestra para desviar a atenção do corte de dez por cento nas pensões da CGA que aí é que se trata de milhares de milhões e não só de cem milhões, menos do que um jackpot do Euromilhões. Mas isto só agrava a coisa pois podiam obter o mesmo efeito económico cortando na pensão do sobrevivo. Contudo, não podem, assim os atingidos percebiam, mais facilmente, que são espoliados três vezes em vez das "só" duas que tocam, para já, aos restantes, CES e10% P.
Tenho pena de não acreditar que, algures, os mortos lhe estejam a preparar a recepção no Inferno com uma sessão de "iscas" utilizando, para "flacteques", exemplares cartonados da CRP. (E lá falei!)

Mudança de nome


O velho International Herald Tribune vai mudar de nome amanhã, mais uma vez. Chamar-se-á International New York Times. Ficamos À bout de soufle com tanta mudança.

domingo, 13 de outubro de 2013

NATÁLIA CORREIA "A BRUXA"

"O declínio de uma civilização reflete-se na maneira como trata o antigo, pessoas e edifícios...As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis...miséria, fome , corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, o Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e comida. A esperança média de vida cairá. Espoliada a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres." 1993

sábado, 12 de outubro de 2013

As Ilhas Encantadas, o filme!


Este assunto já foi tratado no nosso blogue em Março de 2006 (já lá vão mais de 7 anos) ... podem ver a "onda" respectiva AQUI. Mas, no seguimento do lançamento do (Per)Curso, voltei a lembrar-me desta tão "famosa" película (rodada, parcialmente, na Sagres em 1964, há quase 50 anos). As maravilhas da técnica permitem vê-la outra vez, desta feita através do YouTube. Quem nisso estiver interessado pode seguir esta ligação (os primeiros 15 minutos trazem boas memórias).

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Boatos

Nos bastidores militares corre o boato que Valentim Loureiro pediu a revisão da sua carreira militar com vista à promoção a coronel. Desconhece-se qual o grau de veracidade desta notícia.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Castanhas assadas

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

Ontem, a caminho do Almoço OC, passei pelo Rossio. Estava um calor dos demónios mas, mesmo em contra-ciclo (a quanto obrigas, Outono), já se viam vendedores de castanhas assadas. O que me chamou a atenção foi o carrinho das ditas, em folha metálica de não sei quê, a condizer com a panela da assadura em puro zinco (?) ... será que as castanhas, propriamente ditas, também evoluíram? Para onde foram o barro e a madeira? Salva-se o boné do freguês ... vivó!!!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mais visões




















Almoço OC (08Out13)

O recomeço




Como sempre, decorreu bem animado ...

Nota: a) Para ampliar, "clicar" sobre as imagens.
         b) Para aceder às fotos, individualizadas e transferíveis, podem seguir esta ligação.

Perdão da dívida

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PENSÕES DE SOBREVIVÊNCIA


                         
                          MARCELO CAETANO E KARL MARX, A MESMA LUTA!
 

domingo, 6 de outubro de 2013

ESTORIAS OCEANICAS - 11

Continuando o périplo por portos americanos fundeamos ao largo de Bristol. Vivia nesta cidade um emigrante português de grande prestígio e com um elevado valor económico, sendo muito respeitado pelas autoridades locais, era o Sr. Ralph Brito. Ofereceu nos uma recepção em sua casa. Depois de desembarcarmos em terra deslocamo-nos a pé para sua casa no meio de uma multidão que nos saudava entusiàsticamente. Chegados à sua mansão e depois dos cumprimentos formais o Sr. Brito levou-nos até à sua piscina e disse que aproveitássemos para tomar uma banhoca. Havia no balneário
calções de banho de várias cores e feitios para nós estrearmos. Foi um regabofe. Depois do banho dirigimo-nos ao local da refeição e deparamo-nos com uma enorme nessa cheia de petiscos; dava-se uma volta à mêsa e ficávamos cheios, mas houve que conseguisse dar duas voltas. Depois veio a refeição pròpriam ente dita, muito bem servida e à base de produtos portugueses ( aliás o Sr Brito tinha uma cadeia de "supermarkets"). Acabado o repasto regressamos a bordo para retomarmos a nossa viagem até Providence. Em Bristol foi a mais curta permanência num porto mas foi necessário para mostrar a gratidão de Portugal a esse Emigrante. Creio que em 1966 ele veio a Portugal e esteve a jantar com o então Cte. Horta.