quinta-feira, 18 de março de 2010

Exposição


A partir de amanhã e até 28 de Março, estará patente no restaurante do Centro Cultural de Cascais uma exposição colectiva onde este vosso criado participa. Quem quiser aparecer amanhã às 1900 na inauguração terá direito a um copo e croquetes.Todos serão bem-vindos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Soberania dos Estados e o Mar - A realidade portuguesa

Foi com o título acima que o OCeano JPN efectuou uma comunicação na Academia de Marinha em 23 de Fevereiro passado, evento já referenciado no nosso blogue pelo NC (ver aqui). Ontem foi publicado no "Jornal Defesa e Relações Internacionais" um texto (com o mesmo título) que tem por base essa mesma comunicação e que está acessível a todos os interessados seguindo esta ligação.

Mágoa dos Militares

Acabei de ler uma notícia que dá conta de que "militares de Abril confessam mágoa face ao esquecimento da revolução nas comemorações do centenário da républica"!
Realmente é imperdoável! Assim como é imperdoável que os militares de Abril se esqueçam de afirmar que não deram o "corpo ao manifesto" para levar o País ao estado actual!
Ou será que o que é importante é ouvir louvores e agora estar confortavelmente sentados?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sessão de Encerramento do Ano Internacional da Astronomia

Tomo a liberdade, como já vai sendo habitual, de retransmitir um pedido de divulgação deste acontecimento:
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PORTUGAL DESPEDE-SE DO MAIOR EVENTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DE SEMPRE
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Envolveu milhões de pessoas em 148 países e foi coordenado por um português: o Ano Internacional da Astronomia vai despedir-se de Portugal com um dia de celebrações na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
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Foi o maior evento de divulgação científica de sempre, envolvendo a participação de milhões de pessoas em centena e meia de países. O Ano Internacional da Astronomia vai terminar em Portugal com um dia de comemorações na Fundação Calouste Gulbenkian. A sessão de encerramento terá lugar no dia 17 de Março, a partir das 17h30.

Postal de Goa (XX)

A LÍNGUA PORTUGUESA EM GOA

A língua é um dos traços mais fortes da herança cultural portuguesa em Goa, mas continua em acentuada regressão desde 1961, embora haja alguns esforços isolados e meritórios de uns tantos teimosos, mas que são insuficientes perante a real indiferença dos nossos dirigentes.
Apesar de uma presença que perdurou durante 451 anos, a língua portuguesa nunca se impôs verdadeiramente em Goa. Sendo a língua oficial do Estado da Índia, era utilizada apenas nos meios urbanos, nas escolas, nas repartições públicas e no convívio social, pelos poucos portugueses que viviam em Goa, pelos luso-descendentes e pelas camadas superiores da sociedade goesa, tanto católica como hindu. Segundo as estatísticas oficiais, em 1961 só cerca de 8.000 pessoas (cerca de 1.5% da população) tinham o português como língua-mãe e, segundo um inquérito realizado em 1973, esse número baixara para 2.800 pessoas. De facto, depois de 1961, com a saída dos funcionários portugueses, de muitos luso-descendentes e de uma parte da população goesa mais letrada, em conjugação com os novos factores políticos e alguma hostilização à língua portuguesa, esta tendeu a cair em desuso. Esse facto não resultou de uma política oficial explícita, mas também do desejo de aprender o inglês como forma de integração no novo espaço nacional e como língua para o futuro, quer na Índia quer no mundo.
O Boletim Oficial e as instituições educativas de Goa ainda continuaram a utilizar o português até 1967 mas, progressivamente, o inglês, o konkani, o marathi ou o hindi substituíram definitivamente o português como língua de uso corrente. Dos 5 jornais diários que em 1961 se publicavam em português, O Heraldo foi o mais resistente, mas em 1983 deixou cair os “o”, passou simplesmente a ser Herald e adoptou em definitivo o inglês.
Em 1961 o português era obrigatório para 29.940 estudantes do ensino secundário, mas em 1980 havia apenas 100 estudantes de português no ensino secundário, por iniciativa e até corajosa opção dos seus tutores, que não abdicaram dessa escolha para que os seus filhos pudessem falar em casa com os pais e com os avós em português.
Alguns anos depois, o ambiente político-social estava mais normalizado e, no ano escolar de 1984-85, já havia 422 estudantes em 15 escolas secundárias de Goa que tinham optado pela aprendizagem do português, enquanto no ano lectivo de 2008-2009 esse número já se elevara para 667 estudantes.
Significa que o número de jovens goeses que escolhem o português como língua de opção tem vindo a aumentar, apesar de haver uma evidente falta de professores qualificados para responder à procura, situação que se irá agravar muito rapidamente.
Apesar destes animadores sinais, a língua portuguesa continua em regressão e não deixa de ser curioso que muitas vozes goesas se levantem em sua defesa por motivos sentimentais, culturais, familiares, práticos ou, ainda, pela crescente convicção de que a língua portuguesa não é apenas a língua dos portugueses, mas o idioma de um espaço muito mais vasto que é hoje a Lusofonia.
Talvez por isso, é visível alguma retoma do interesse pela língua portuguesa por parte das gerações mais jovens, inclusive pelo estatuto social elevado que confere, devendo ser salientado o envolvimento que para esse resultado têm tido as acções e os incentivos da Fundação Oriente e do Instituto Camões, mas também de algumas instituições locais como a Indo-Portuguese Friendship Society. Actualmente, nas escolas secundárias de Goa, há 727 estudantes que escolheram o português como língua optativa, sendo os seus professores remunerados pela Fundação Oriente.
Para esta atitude de renovado interesse pela língua portuguesa também tem contribuído a oferta turística goesa, que aposta numa diferenciação em relação ao resto da Índia, visível na ainda forte influência portuguesa e no seu colorido mediterrânico, pelo que muita da toponímia portuguesa foi mantida ou tem sido recuperada, quase se tornando uma moda.




Estima-se que entre 10 a 20 mil goeses falem português em Goa, muitos deles regressados de Moçambique depois de 1975. Este número confirma uma evidência para qualquer pessoa que tenha estado em Goa e em Macau nos anos mais recentes: em finais do século XX havia muito mais gente a falar português em Goa do que no território de Macau, quando nele ainda flutuava a bandeira portuguesa.
Porém, é necessário fazer algo mais para que a língua portuguesa não desapareça em Goa.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Almoço do OC em 9.3.2010 (continuação)

Da autoria do (quase) fotógrafo oficial do curso Trigo Allen, aqui vão mais umas fotos do evento, desta vez através de grandes planos.

Cortes e recortes


Então, de acordo com o plano, as Forças Armadas (ou o País?) vão ver um corte de 40% na Lei de Programação Militar até 2013! Grande novidade. Todos os anos a LPM sofre uma cativação de 40% e não vem no jornal. Não há memória de uma LPM ser cumprida, apesar da ficção bianual, que é a discussão da LPM no Parlamento. Podemos assim ficar descansados, pois não haverá mais patrulhões nem navio polivalente logístico. A bem da Nação.

terça-feira, 9 de março de 2010

Almoço OC (09Mar10)

BRAVO

O nosso Patrono será a recordação principal das comemorações do próximo dia 10 de Junho, como Heroi em combate.
Penso que sua Viúva fará uma intervenção de fundo , certamente também em homenagem a quantas Mães e Mulheres e Filhas que perderam quem amavam.
A presidência das comemorações , este ano , caberá ao nosso camarada e amigo Francisco Vidal Abreu , facto que garante logo uma grande dignidade ás cerimónias.

Mais uma aquisição

Conseguimos obter a colaboração de mais um OCeano ... é o FBV. Que seja bem-vindo a estas lides. Estejam atentos porque ele assina como Grill.

Cuidado, Muito Cuidado

Recomendo a leitura de um artigo, da autoria do Prof. Pedro Adão e Silva, publicado no Diário Económico de hoje, na 2ª página, intitulado "As virgens ofendidas", sendo o tema "a judicialização da actividade política".
Tomo a liberdade de transcrever, com a devida vénia, o seu último período: "É um sintoma de que está a germinar uma visão em que o poder judicial já não quer ser independente do poder político, mas sim este subjugado ao seu poder."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Colóquio no CMN

Organizado pelo consócio Cunha Lauret, realizar-se-à no CMN, no próximo dia 18 de Março pelas 17 00h, um colóquio subordinado ao tema “A Marinha do fim da 2ª Guerra Mundial ao 25 de Abril de 1974”..

Serão oradores, o organizador e o Prof. Dr. António Reis que se debruçará sobre temáticas associadas à luta da oposição ao Estado Novo.

Estão convidados a assistir a este evento de inegável interesse os sócios do CMN, seus familiares e amigos, conforme segue:

domingo, 7 de março de 2010

Existem políticos bons?

A minha neta, de cinco anos, estava há pouco sentada ao meu lado enquanto via o noticiário na televisão. De repente dispara: Oh avô! existem políticos bons?
Francamente, foi uma pergunta bem embaraçosa! Lá lhe respondi que podia haver alguns. Pensei que seria criminoso dar a uma criança desta idade uma imagem do mundo tão decepcionante.
Tenham um bom domingo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pescadores e segurança


Diz o jornal que pescadores e embarcações vão ter novos meios de segurança e salvamento este ano. Serão 4500 fatos flutuantes e outros equipamentos comprados por ajuste directo por cerca de 40 milhões de euros. Não farei comentários ao negócio que já se desenha, mas limito-me a esperar com curiosidade para ver, na próxima época do robalo, quantos barcos se estampam na praia e quantos naufragos traziam o fato vestido. O problema não é material. É da falta de instrução e de habilitações dos pescadores e mestres, e da completa irresponsabilidade destes.
Curiosamente, os jornais nunca dizem que os barcos andavam a pescar junto à rebentação.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Gampará

Recebido (correio electrónico) o seguinte comentário:

"Caros Camaradas,

Como é habitual, acompanho este vosso blog com muito interesse.
Hoje fui agradavelmente surpreendido pela excelente descrição dos acontecimentos ocorridos em Gampará, na Guiné.
Sou da Força Aérea e nunca estive em comissão naquele território, mas, nas minhas investigações para a História, tenho tido oportunidade de tomar conhecimento com o “inferno operacional” que lá se viveu.
A passagem dos anos e a honestidade dos intervenientes leva-me a não duvidar do relato que, com grande isenção, está feito no vosso blog. Mais, não duvido do sistema “punitivo” que então se usava, por ter conhecimento de outros semelhantes noutros teatros de operações. Era a mentalidade criada pelo Estado Novo — actuar pela calada, sem ter a frontalidade de arrostar com as consequências — em oposição à que havia sido cultivada durante a 1.ª República.
Nunca tive — se calhar, felizmente — oportunidade de conhecer de perto o general Spínola, mas não me espanta a sua decisão quanto à Marinha, dado que havia, por certo, moldado o seu carácter segundo princípios usuais na instituição onde prestou serviço alguns anos e que, na época, era um dos esteios policiais do Estado Novo: a GNR. A sua atitude contrasta, em oposição, com a de um distinto general, também africanista, e adepto de um profundo rigor militar — Pereira d’Eça, o soldado que não sabia rir — combatente e comandante, em 1915, no sul de Angola que, pela muita admiração tida pelo valor fogoso das tropas da Armada em campanha, deixou, em testamento, a sua espada à Marinha de Guerra. É o rigor de carácter que marca os Homens.
Os meus parabéns por esta memória que o vosso blog e o camarada Ferreira da Silva deixa para quem quiser fazer a História das “coisas pequenas” da Guerra Colonial.
Os meus melhores cumprimentos para o vosso curso,
Luís Alves de Fraga
Coronel da Força Aérea (R)"