sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ainda outra

É só mais esta, prometo.
«...trabalhava nos serviços técnicos daquela câmara municipal do litoral alentejano... e foi até à janela aberta ... escutar... ao longe, o fragor do mar de levante.»
Há mais mas não quero abusar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mais uma

Um pouco mais à frente, outra passagem: «... tirou o isqueiro de gás do bolso de trás das calças e acendeu-lhe o cigarro, enquanto a mão dela segurava a sua, aproximando a chama do Zippo.».
E isto é um fumador a escrever...

domingo, 26 de maio de 2013

O costume

Do livro de Miguel Sousa Tavares editado sexta-feira extraio a seguinte passagem:
« _ São Berliets _ informou-me o Francisco, que conhecera aqueles blindados em Moçambique, em 63. »
Ainda bem que a frase é curta, senão ainda lá cabiam mais umas asneiras!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cadernos Navais


Promovido pelo Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica foi recentemente publicado pelas Edições Culturais da Marinha o nº44 - Janeiro - Março 2013  dos Cadernos Navais. Este número, o primeiro de 2013, divide-se em duas partes. A primeira é da autoria do OCeano JPN e tem por título "A Maritimidade Portuguesa e o reavivar da consciência". O CR ARD assina a segunda parte, "A Maritimidade Portuguesa - Uma oportunidade de desenvolvimento".
O Resumo começa assim: "O presente trabalho parte da alegada e recente bipolaridade da relação de Portugal com o mar, o mesmo mar que por lhe ter oferecido tanta prodigalidade, mais sentiu ainda o ostracismo subsequente à adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), no reconhecimento da sua histórica condição europeia, mas deixando-o tão inebriado quanto o seu desejo e interesse de lhe ver confirmada essa condição de pertença ao clube Europa.
 Esse divórcio parece entrar, agora, em regressão, fazendo fé nalguns sinais perceptíveis na agenda e narrativa políticas, bem como numa certa dinamização da sociedade civil, académica e empresarial, com o aparecimento de “clusters” e “fora”, em contraste com os constrangimentos financeiros ilustrados pela falta de meios, caso do Fórum Permanente dos Assuntos do Mar (FPAM), assim como a letárgica actividade de algumas estruturas organizativas, designadamente a Comissão Intergovernamental para os Assuntos do Mar (CIAM)."
Para acederem à totalidade desta obra podem seguir esta ligação.

À Marinha e aos autores as minha felicitações.

Georges Moustaki (1934-2013)

De origem grega mas francês no que diz respeito à música/canção. Deixou-nos hoje. Grandes recordações de há muitos anos, quando a canção francesa era popular. "Le Métèque", para mim, é eterna. Que descanse em paz!

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Defesa Nacional. Legislação

Para quem estiver interessado informo que foram publicados hoje os diplomas seguintes:

Portaria n.º 189/2013, de 22 de Maio, publicada no Diário da República, 1ª série n.º 98 - Aprova os estatutos dos Serviços Sociais das Forças Armadas, revogando a Portaria n.º 121/2009, de 19 de Outubro.

Despacho n.º 6617/2013, de 13 de Maio, do Ministro de Estado e das Finaças e do Ministro da Defesa Nacional, publicado do Diário da República, 2ªsérie, parte C, n.º 98 de 22 de Maio de 2013 - Cria a Comissão de Acompanhamento da Reforma da Defesa Nacional (?), cujo presidente é o Major-General Carlos Chaves.

Divietam-se!

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Carta que remeti hoje.
Senhor jornalista Henrique Raposo
Sob o titulo " Contrato entre avós, pais e netos", no semanário Expresso de 18 de Maio de 2013, dirigiu-se-me Vexa, justificando o roubo das pensões (como sabe "roubo" designa o furto com violência, Vexa não sonha quanta!). O modo como na sua "carta" se me dirige, ternurento, será original, mas, concordará, nesta matéria, é de muito mau gosto, quase, diria, que é ofensivo.
Como fazem todos os seus colegas ideológicos, escamoteia Vexa o facto de que eu, durante a minha vida activa, paguei a pensão dos vossos avós, pais e mães sendo certo que, uma grande maioria delas, até pela profissão, não descontaram nada ou quase nada para a terem. Foi o sentido de justiça social da minha geração que o permitiu.
Os senhores, que beneficiaram de uma melhor educação e estão gordos de cultura sabem muito bem que à luta de classes estão a juntar a luta de gerações e que a actual "crise" mais não é que um ajustamento estrutural do capitalismo que, em cosequência do fim da, chamada, "guerra fria", tomou o freio nos dentes e tenta reduzir o aparelho de Estado ao mínimo estritamente necessário para que quem produz o continue a fazer permitindo a apropriação indevida do seu sobre trabalho pelos "mercados"; é da sua natureza que assim seja, não que os homens sejam maus. É que aquilo, na URSS, podia ser mau para as vitimas, mas dava a aparência de uma sociedade mais justa e fraterna que servia de "mau exemplo" pelo que era necessário que cá também houvesse "Estado social" que, claro, desviava dinheiro dos "mercados". Os senhores sabem bem que o problema não é o Estado não poder ser social por não haver dinheiro, o Estado não é neutro e aumenta mais o IRS ou diminui o IRC conforme os interesses que defende. Os senhores sabem bem que uma alta taxa estrutural de desemprego é bom para os "mercados", o problema é gerir o "quantum" para continuar a haver consumidores. A social democracia tenta corrigir isso quando não está como agora dominada por arrivistas.
Tem Vexa a pretensão de ainda vir a auferir uma pensão de 20 a 30% da sua remuneração. Eu quando comecei a trabalhar tive a pretensão de auferir 100% e sabe bem porquê. Porque eram as regras que me levaram, entre outras ponderações, a optar pela profissão que tive. Vexa está à vontade porque ou é rico ou vai acautelar-se com PPR,s e quejandos, ou ainda pode vir a ser empresário. Eu, que já estou mais para a morte do que para a vida, fui apanhado por um grupo de serventuários do capitalismo selvagem que nem as suas próprias regras respeita, ou parece-lhe que as empresas funcionam dizendo "olha hoje só pago a fornecedores 50% do que lhes devo?"; se não têm dinheiro ficam a dever, negoceiam as dividas, reformam letras ou vão à falência, mas não podem como o Estado actual, unilateralmente, só pagar o que lhes parece .
Acha Vexa que a pensão não pode ter um valor imutável, tem que estar indexada ao PIB, à evolução da esperança de vida e ao rácio trabalhador reformado. Estou inteiramente de acordo se me der mais quarenta anos de vida. Dá-mos? Não, então façam só para vocês.
Não lhe desejo que na sua velhice lhe aconteça o mesmo; que lhe confisquem na sua pensão, como a mim, que já vou numa redução de 25% da minha expectativa com a ameaça, de que virá mais um corte de 15% e a permanente incerteza do que se seguirá ou que tenha os seus PPR nas mãos de qualquer Madoff. Desejo-lhe felicidades.

Luís A N Paiva de Andrade
Capitão de Mar e Guerra Reformado,
47 anos de descontos "obrigatórios" para a CGA
Militante do PSD

Dia da Marinha

Hoje é Dia da Marinha ainda que não se note muito. As comemorações, ao longo da semana, são no Barreiro, por isso não se deslocam navios e as forças vão de vedeta para não gastar dinheiro. Tudo muito económico e ecológico... Mas valerá a pena? Com o Arsenal falido, as construções todas paradas, zero projectos, o pessoal a ser dizimado e uma tutela que odeia os tutelados, o futuro é negro.
E no entanto podíamos ter uma óptima esquadra. Só os impostos parados em tribunal davam 12 submarinos, dinheiro vertido no BPN davam 14 submarinos, dinheiro subtraído aos reformados nos últimos três anos são 5 submarinos, swaps 6submarinos, etc, etc.
Se ao menos viesse bom tempo...

domingo, 19 de maio de 2013

Outros mundos

Não muito longe de nós existem outros povos que ainda olham para nós com inveja. Mas parece-me que somos nós que estamos a caminho do que eles são hoje.

sábado, 18 de maio de 2013

Sem palavras


terça-feira, 14 de maio de 2013

PACTA SUNT SERVANDA

PACTA SUNT SERVANDA
 
Uma das causas da superioridade da burguesia liberal, ainda que monárquica, sobre o absolutismo foi a de levar, sempre, como questão de honra o cumprimento dos contratos livremente formalizados, ainda que só de aperto de mão. Ainda hoje o nosso direito comtem a "justificacão notarial", processo que mais não é que reconhecer a bondade da transmissão de propriedade só de de boca (honrada).
 
 
Assim o capitalismo superou, até eticamente o feudalismo. Portugal sempre foi inovador pelo que me interrogo se o actual Governo ao varrer para de baixo do tapete o principio de que os contratos são para serem cumpridos não estará a abrir uma nova época  que muito engrandecerá a Humanidade.
 

domingo, 12 de maio de 2013

Capitão de mar-e-guerra Mário Baptista Coelho

Faleceu o Capitão de mar-e-guerra Mário Baptista Coelho, o Bill para os amigos e conhecidos de todos os países. Era, provavelmente o português mais conhecido da NATO, onde trabalhou no International Staff muitíssimos anos. Foi oficial de comunicações do Afonso de Albuquerque e foi feito prisioneiro na Índia. Casado com a Monique, uma francesa da Bretanha, tinha ali a sua segunda pátria. Para todos os portugueses que passaram por Bruxelas ele era a referência, a memória e o guia. Antigo aluno do Colégio Militar, foi o animador dos jantares anuais de ex-alunos em Bruxelas, onde chegou a levar o antigo capelão do Colégio para o convivio. Era respeitado e a sua competência reconhecida pela comunidade "comunicativa" da NATO, que viu, anos a fio, a sua assinatura nos documentos do Comité de Comunicações e Sistemas de Informação.
Paz à sua alma.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

MARINHA - Praça do Comércio

Para quem há muito não vai à MARINHA no T. do Paço, aqui vão umas fotos do estado revolucionário, em termos de obras, que o parque de estacionamento interior e a zona limitrofe em frente à beira rio, estão a sofrer.
A Palmeira já se tinha ido e agora aquela espécie de poda de que as árvores estão a ser alvo, é mesmo poda ou preparação para o desaparecimento como sucedeu às suas congéneres do outro lado da (ex) Ribeira das Naus?
Segundo ouvi dizer, o parque de estacionamento vai ser uma zona aberta ao público.
Alguém sabe alguma coisa sobre o assunto?














 





segunda-feira, 29 de abril de 2013

Almoço OC de Maio.

Informa-se toda a comunidade OCeânica que o almoço de Maio, previsto para a segunda terça-feira do mês (14 de Maio), foi cancelado devido a algumas dificuldades logísticas relativas ao local onde habitualmente têm lugar estes acontecimentos. Os almoços serão retomados, em princípio, no dia 11 de Junho. Solicita-se a todos os OCeanos a máxima divulgação deste aviso.

Reunião

Para tratar do "Percurso". Falta o JNB que se ausentou antes da tomada de imagens (para registo). O JNC dará conta das decisões na próxima oportunidade ... mas acho que posso informar que, graças ao incansável labor do Jota e do Costinha, a tarefa está perto de ser concretizada pelo que se solicita (encarecidamente) aos OCeanos que ainda não prepararam a sua biografia que o façam rapidamente e a enviem ao JNC ou ao J.