sexta-feira, 9 de março de 2007

Mais uma ...

... para ajudar à visão do JNB. Li num matutino. O ex-administrador do Supremo Tribunal de Justiça foi constituído arguido num caso de burla relativo a desvio de dinheiros do tribunal. O senhor em causa, Ricardo Campos Cunha de seu nome, tem 32 anos e exerceu o cargo entre 2001 e 2006. Quer dizer, foi nomeado com a "provecta" idade de 26 anos, tendo acumulado as funções de administrador com a de chefe de gabinete do Presidente do Supremo. "Apesar de os contornos da chegada do jovem ao tribunal nunca terem sido muito esclarecedores, fontes judiciais garantem que o presidente do Supremo tinha uma “confiança cega” em Campos Cunha, uma vez que lhe terá sido recomendado como “muito apto”. ... é descrito como um jovem muito ligado à religião católica, sendo um frequentador assíduo da Igreja. As raízes nortenhas e a passagem pela Universidade do Minho terão sido determinantes para chegar ao Supremo."

Podem ler a notícia completa aqui.

4 comentários:

O 403 d'62 disse...

Espantados ???

O FdaPonte disse...

Como é bela a Justiça em Portugal...

O Bastos Moreira disse...

Não vos faz lembrar algumas décadas atrás?

O M.Sá disse...

Como achega ao tema abordado no post não posso deixar de referir a notícia do Diário de Notícias de 8 Março, sobre o mesmo assunto, de onde eu retiro o seguinte excerto "Ora, o desconforto entre os juízes do Supremo Tribunal prende - se com o facto de a figura do administrador não possuir uma autonomia global. Isto é, as despesas por si assumidas teriam de passar pelo crivo ou do presidente do STJ ou do Conselho Administrativo, composto além do administrador, do do presidente e do director de serviços administrativos e financeiros, por mais dois juízes conselheiros"´.
Não há dúvida que, tendo em conta o teor do meu passado post titulado"Uma experiência traumatizante",estas notícias me fazem rebolar de gozo e fazem jus ao velho ditado "O último a rir é o que ri melhor"...não há dúvida que, no reino da justiça, o rei vai nu!