Raça Pestilenta
Tenho que contar a história do meu amigo Zé Miguel:
O Sr. Dr. José Miguel Figueira Amado, funcionário aposentado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é meu amigo (e de mais uma dezena de oficiais de marinha) há mais de trinta anos, tendo acompanhado e sofrido intelectualmente as diversas vicissitudes por que a Marinha tem passado. Por tais razões, decidimos incorporá-lo na Marinha Portuguesa, tendo-o promovido ao elevado posto de Sargento de Mar e Guerra.
É dele a expressão em título desta crónica, expressão justificativa das situações actuais de degradação da Coisa Pública nos domínios, por exemplo, da justiça, da educação, do poder local, do desporto, da corrupção, etc.), acrescentando que serão necessários, pelo menos, três gerações de portugueses para nos aproximarmos dos valores médios da União Europeia. Estes portugueses tomam, então, a designação pejorativa de “portugas” ou, apenas e mais familiarmente, “tugas”.
Mesmo admitindo que possa haver algum exagero do meu amigo Zé Miguel, tenho que reconhecer que não é possível qualquer comparação entre estes “tugas” e os Portugueses da Epopeia dos Descobrimentos, de que tanto nos orgulhamos, cujo avanço tecnológico, relativamente aos conhecimentos da época deveria ter sido superior ao dos americanos, no século passado, na conquista do espaço. E interrogo-me: como é possível que esse domínio do mundo de então tenha durado apenas cerca de cem anos (de meados do século XV até meados do século XVI) e nada reste ao fim de apenas 500 anos.
Eu reconheço não haver qualquer semelhança entre os habitantes actuais do Egipto e os do tempo dos Faraós ou entre ao que actualmente habitam a Grécia e os gregos de Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas nestes casos decorreram milhares de anos. Agora, em apenas 500 anos?
Uma vez que este tema me tem vindo a atormentar (até já emagreci cerca de 15 kg!), conferenciei com vários camaradas que, concordando na generalidade com a teoria da degradação, avançaram diversas explicações sobre a sua justificação, a saber:
1. Quem levou a cabo a Epopeia dos Descobrimentos não foram os portugueses, mas os filhos de uma inglesa, uma tal Filipa de Lencastre, tendo os portugueses contribuído apenas com mão-de-obra não qualificada;
2. A Inquisição foi a responsável principal do início da degradação, perseguindo, torturando, queimando e provocando a fuga para o estrangeiro (nomeadamente para os países protestantes, Inglaterra e Holanda) das elites portuguesas, tendo apenas permanecido em Portugal a ralé;
3. Constituiu também uma razão para o início da degradação a miscigenação dos portugueses com outras raças (Hitler, se fosse português e vivo à época, não o teria permitido).
E este é o mote. Desafio os OCeanos a defenderem o seu ponto de vista, atacando as opiniões expressas ou corroborando-as e, em qualquer dos casos, apresentando exemplos esclarecedores sobre a situação actual, contribuindo para clarificar se somos ou não uma RAÇA PESTILENTA.
O Sr. Dr. José Miguel Figueira Amado, funcionário aposentado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é meu amigo (e de mais uma dezena de oficiais de marinha) há mais de trinta anos, tendo acompanhado e sofrido intelectualmente as diversas vicissitudes por que a Marinha tem passado. Por tais razões, decidimos incorporá-lo na Marinha Portuguesa, tendo-o promovido ao elevado posto de Sargento de Mar e Guerra.
É dele a expressão em título desta crónica, expressão justificativa das situações actuais de degradação da Coisa Pública nos domínios, por exemplo, da justiça, da educação, do poder local, do desporto, da corrupção, etc.), acrescentando que serão necessários, pelo menos, três gerações de portugueses para nos aproximarmos dos valores médios da União Europeia. Estes portugueses tomam, então, a designação pejorativa de “portugas” ou, apenas e mais familiarmente, “tugas”.
Mesmo admitindo que possa haver algum exagero do meu amigo Zé Miguel, tenho que reconhecer que não é possível qualquer comparação entre estes “tugas” e os Portugueses da Epopeia dos Descobrimentos, de que tanto nos orgulhamos, cujo avanço tecnológico, relativamente aos conhecimentos da época deveria ter sido superior ao dos americanos, no século passado, na conquista do espaço. E interrogo-me: como é possível que esse domínio do mundo de então tenha durado apenas cerca de cem anos (de meados do século XV até meados do século XVI) e nada reste ao fim de apenas 500 anos.
Eu reconheço não haver qualquer semelhança entre os habitantes actuais do Egipto e os do tempo dos Faraós ou entre ao que actualmente habitam a Grécia e os gregos de Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas nestes casos decorreram milhares de anos. Agora, em apenas 500 anos?
Uma vez que este tema me tem vindo a atormentar (até já emagreci cerca de 15 kg!), conferenciei com vários camaradas que, concordando na generalidade com a teoria da degradação, avançaram diversas explicações sobre a sua justificação, a saber:
1. Quem levou a cabo a Epopeia dos Descobrimentos não foram os portugueses, mas os filhos de uma inglesa, uma tal Filipa de Lencastre, tendo os portugueses contribuído apenas com mão-de-obra não qualificada;
2. A Inquisição foi a responsável principal do início da degradação, perseguindo, torturando, queimando e provocando a fuga para o estrangeiro (nomeadamente para os países protestantes, Inglaterra e Holanda) das elites portuguesas, tendo apenas permanecido em Portugal a ralé;
3. Constituiu também uma razão para o início da degradação a miscigenação dos portugueses com outras raças (Hitler, se fosse português e vivo à época, não o teria permitido).
E este é o mote. Desafio os OCeanos a defenderem o seu ponto de vista, atacando as opiniões expressas ou corroborando-as e, em qualquer dos casos, apresentando exemplos esclarecedores sobre a situação actual, contribuindo para clarificar se somos ou não uma RAÇA PESTILENTA.


4 comentários:
Não resisto a dar um primeiro exemplo da raça pestilenta:
Muitos países tiveram, em épocas diferentes da sua história, ditadores a dirigir os destinos das respectivas nações - a Alemanha teve Hitler, a Rússia Estaline, a Itália Mussolini e a Espanha Franco. Até o Chile teve Pinochet e o Uganda Idi Amin.
Só nós tivemos a triste sorte de aguentar, durante 48 anos, o mais pequenino deles todos - o Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar. E até há quem queira transformá-lo num grande "tuga"! Ah, Raça Pestilenta!
Tenham um muito bom dia!
Dá mais exemplos, para ficarmos esclarecidos.
Esta "onda" do JBR tem muito que se lhe diga e merece uma análise bem longa. Fico-me,por agora, por um comentário sucinto apenas para falar das razões avançadas para a teoria da "degradação", nomeadamente para a última (3.), a miscigenação ... que,pelos vistos, funcionou muito bem com os filhos da D. Filipa. Seria por ser uma miscigenação "loura e de olhos azuis"? A miscigenação mais a sul, mais escura, é que provocou a "degradação"? Esta conversa cheira-me a outra coisa. Não sei com que camaradas é que o BR andou a conferenciar e que lhe avançaram tal explicação; se calhar foi alguém admirador do Leste e das técnicas que foram usadas há uns anos para purificar raças.
Tudo o que é afirmado, está sujeito a discordância e a exigência de prova. Lembro que Afonso de Albuquerque - suponho que ninguém põe em dúvida que se tratava de um Português (não de um "tuga") - sempre defendeu o casamento dos portugueses presentes na Índia com as mulheres indianas. E, na minha modesta opinião, com resultados extrememnte positivos: basta recordarmo-nos dos goeses ilustres (Portugueses) que nos ajudam a deixar de ser "tugas".
E por hoje descanso (ou, como diriam os causídicos anglo-saxónicos, "I rest my case").
Tenham um bom fim de tarde.
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