quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Bom dia OC!

Eça de Queirós morreu em Neuilly-sur-Seine, com 54 anos, no dia 16 de Agosto de 1900.
Natural da Póvoa do Varzim, onde nasceu na Praça do Almada em 25 de Novembro de 1845, José Maria de Eça de Queiroz, era filho natural de José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz, então delegado do procurador régio em Ponte de Lima, e de Carolina Augusta Pereira de Eça.
Registado como filho de mãe incógnita, viveu os primeiros anos em Vila do Conde, entregue aos cuidados de uma ama, e depois na casa dos avós paternos em Verdemilho, perto de Aveiro. Apesar dos pais se terem casado quatro anos depois do seu nascimento, só aos dez anos é que vai para sua casa no Porto, onde começa a estudar no colégio de Nossa Sr.ª da Lapa, dirigido por Joaquim da Costa Ramalho, pai de Ramalho Ortigão.
Em 1866 licencia-se em Direito na Universidade de Coimbra e vai para Lisboa onde tenta exercer advocacia, embora com pouco sucesso. Muda-se no final desse ano para Évora para fundar e dirigir o jornal Distrito de Évora, mas regressa no ano seguinte a Lisboa. Em 1870 publica no Diário de Notícias o relato de uma viagem que fez ao Egipto, a que deu o título “De Port-Said a Suez”. Nesse ano e também no Diário de Notícias publica em conjunto com Ramalho Ortigão “O Mistério da Estrada de Sintra”, colaboração que prossegue em 1871 com o início da publicação de “As Farpas”.
Eça inicia a carreira diplomática em 1872 como cônsul de 1ª classe nas Antilhas espanholas, residindo em Havana. Regressa à Europa em 1874, indo como cônsul para Newcastle-on-Tyne, no norte de Inglaterra, onde escreve ”O Crime do Padre Amaro”, que é publicado em capítulos na Revista Ocidental. Segue-se “O Primo Basílio” em 1878 e dois anos depois, já como cônsul em Bristol, escreve “O Mandarim”. Seguiram-se alguns anos em que se dedica a rever as obras que tinha anteriormente escrito, publicando depois “A Relíquia” em 1887 e “Os Maias” em 1888, ano em que vai para o consulado de Paris, onde passa o resto da sua vida.

1 comentário:

O Manel disse...

Alguém perguntou à criada , em Paris " Quel est le metiér de ton patron?"

Ela teria respondido " Não faz nada. Passa o santo dia a escrever"