domingo, 6 de abril de 2008

O Centralão

Jorge Coelho, um dos pesos pesados do PS, prepara-se para dirigir a empresa construtora Mota-Engil a quem foram atribuídas várias concessões rodoviárias, valendo mais de mil milhões de euros, durante o período em que foi Ministro das Obras Públicas. Que precisa de trabalhar pois não é rico, diz ele. Claro, precisa de tratar da vidinha, digo eu. Várias vozes, nem tantas como isso, se levantaram criticando tal situação pelo tráfico de influências que demonstra, pela promiscuidade que revela e pelos problemas éticos que levanta. Mas eis que salta em defesa do ex-ministro (já Salazar dizia que era bem melhor ser ex-ministro do que ministro) uma personagem que tem sido, até agora, inimigo de estimação do PS. Nem mais nem menos do que Luís Filipe Menezes, o actual "chefe" do PPD/PSD: "Deixemos de ser hipócritas. Não devemos aumentar a blindagem do regime de incompatibilidades, o que é preciso é assumir com clareza quais são os interesses de cada um. Quem exerceu funções públicas tem todo o direito, depois de as abandonar, a seguir o seu caminho."
Eis o Bloco Central no seu melhor. Será que nenhum destes senhores ouviu falar na mulher de César?

3 comentários:

O 403 d'62 disse...

Para quem ainda não está embuido do espirito da época que vivemos, com alegria e folguedos, recomendo que sigam a tirada de António Vitorino: HABITUEM-SE !!

O LSN disse...

Óh Ganso, não quererás virar o disco?

O MPM disse...

O dr. Jorge Coelho é funcionário superior da Carris.

Esteve requisitado , como é normal , enquanto exerceu funções publicas (Governo e A.R ).

Mas depois passou a "licença sem vencimento" ,enquanto andou por aí , como assessor e outros cargos , que eu saiba já não públicos.

Será que agora a licença vai continuar , ou o Senhor , como deveria de ser , se demite?