segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Sarah Palin portuguesa

Como é do conhecimento geral Sarah Palin foi o factor decisivo na vitória eleitoral de Obama. De facto, quando começaram as primárias democratas, ninguém dava dois tostões por ele na luta com Hillary. Mas ele lá foi e bateu a então considerada grande favorita. Depois, no início da campanha presidencial, a situação repetiu-se e quase todo o mundo apostava em McCain. Ora, para grandes males, grandes remédios e o "staff" de Barak tratou de endrominar a "crise" de modo a abater o rival republicano. Mas a vitória ainda não era segura, era preciso um toque/empurrão final e foi então que apareceu Sarah, uma agente democrata "undercover" (sei-o agora de fonte segura) a minar o campo republicano. Resultado: em menos de duas semanas de entrevistas e tomadas de posição suicidárias a senhora Palin enterrou o candidato McCain e lançou definitivamente Barak Obama para a vitória final. Foi a cereja em cima do bolo democrata.
Sempre atento a estas manobras o PS cá do burgo, com a originalidade a que já nos habituou, decidiu seguir um rumo parecido e que tão bons resultados tinha dado no outro lado do Atlântico. José Sócrates já hostilizara meio país ... ele eram os professores e outros funcionários públicos, ele eram os militares e outras forças da ordem, os médicos e enfermeiros, os reformados, as PME, os agricultores, os pescadores, etc, etc, etc, ... e as legislativas a aproximarem-se a passos largos com perspectivas eleitorais um pouco sombrias. Ora como por cá o CDS/PP, o PCP e o BE estão "proibidos" de ganhar eleições e apenas o PPD/PSD e o PS o podem fazer, tornava-se essencial abater os laranjas e, simultâneamente, tentar manter a maioria absoluta a todo o custo. Era necessário fazer alguma coisa. Primeiro era preciso pôr a crise a trabalhar para, e a favorecer, o governo e isso mesmo foi feito ... de repente, e depois de três anos de aperto financeiro, já havia dinheiro (aos milhões) para tudo e mais alguma coisa (BPN, BPP, indústria automóvel, …). Mas a coisa não era suficiente, era preciso mais, o tal golpe de chanata final.
Lembraram-se então da senhora Palin e vai daí conseguiram, usando técnicas absolutamente maquiavélicas, colocar a chefiar o partido rival nada mais, nada menos do que uma agente socialista infiltrada. Já adivinharam quem é … claro, é MFL. Esta senhora começou imediatamente a enterrar o PSD e parece que o seu trabalho está a dar resultados muito bons o que prova que ainda vale bem a pena copiar os métodos usados nos EUA.
Este fim-de-semana (longo) ficamos a saber que o PS está outra vez no limiar da maioria absoluta e que o PSD vai ficando completamente esfrangalhado … bom trabalho, sim senhora!!!
Segue-se uma imagem da agente infiltrada tentando não ser reconhecida.


(Nota final: Esta “estória” não é uma total ficção. A eventual semelhança com factos da vida real não é pura coincidência)

2 comentários:

O José Aguilar disse...

Para os adeptos das teorias da conspiração, não está nada mal. Mas para acreditar nisto seria preciso sobrestimar a inteligência de alguns políticos (e obviamente não me refiro a Obama).

O Jorge Gonçalves disse...

Eh...Eh...Eh...