domingo, 6 de dezembro de 2009

Crises: A Internacional. E, a Nossa

Tanto quanto já nos foi dado perceber, pelo que tem sido dito e escrito nos órgãos de comunicação social, a saúde das nossas contas públicas e da nossa economia não é brilhante. O que, sem quaisquer laivos de catastrofismos, nos deve deixar preocupados.

Segundo a opinião dos mais diversos comentadores financeiros e económicos, mesmo que a crise internacional estivesse já em dissipação, Portugal não inverteria a actual situação. Isto, porque a nossa debilidade social e económica, não nos permite margem de manobra. Acresce, que não podemos utilizar os instrumentos de politicas monetária e financeira, por imperativo da nossa adesão ao euro.

Não se saberá exactamente o valor real do défice das nossas contas públicas, já que a prática da desorçamentação de grande volume de encargos do Estado, utilizando "truques" orgânicos e contabilísticos, tem sido a prática corrente, com particular incidência nos dois últimos anos. Esta situação configura que no futuro a nossa realidade económica e financeira será mais bem complicada que as previsões actuais. Isto, porque o Estado acabará, algures, por ter que assumir a responsabilidade do endividamento das entidades empresariais que vem utilizando para os malabarismos da contenção dos défices orçamentais recorrentes. E, aí é que, verdadeiramente, "a porca vai torcer o rabo".

Já é tempo de se falar verdade e assumir frontalmente as nossas dificuldades e necessidades. E, aproveitando o actual clima favorável a uma certa compreensão face à crise internacional, negociar com as instituições europeias um plano e programas de médio prazo (5 a 8 anos).

Se, perdermos esta oportunidade em que os "grandes" da UE, também, estão com problemas financeiros e económicos, a nossa futura situação será bastante mais complicada e deveras preocupante. Não estamos a falar de falência. Mas, sim de um período prolongado de restrições gravosas para a qualidade de vida dos portugueses. Senão mesmo, uma significativa baixa do nível de vida e do respectivo IDH (índice de desenvolvimento humano).

Sugiro a leitura do artigo:

" A la espera del próximo Dubai"

... cita a Ucrania y Portugal como los posibles "volcanes" a punto de estallar."



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