sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Obviamente ... Lisboa!


É verdade ... o Tejo foi promovido a Mar do Norte e outra coisas estranhas sucederam. A gravura acima representa Lisboa nos finais do séc XVI e foi publicada num Atlas denominado Civitates Orbis Terrarum de Georg Braun e Franz Hogenberg. Mais tarde, em 1672, apareceu como Nova Amsterdão ... tal malandrice foi obra do francês François Jollain.

3 comentários:

O Jorge Goncalves disse...

Bem me parecia que era de Lisboa!

O J.N.Barbosa disse...

O brazão em cima à direita é de quê? Parece da cidade de Paris.

O Luís Silva Nunes disse...

À atenção do JNB:
"Gravura representando uma das mais antigas panorâmicas, da cidade de Lisboa no século XVI, inserida na obra de George Braunio Civitatis Orbis Terrarum…, Amesterdão, 1598, vol. V. Na margem superior apresenta à esquerda as armas Nacionais, à direita as armas da Cidade de Lisboa.
Regista a particularidade de combinar características de levantamento topográfico elementar e de panorâmica em perspectiva – voo de pássaro. Nela é feito o levantamento dos principais edifícios da cidade à época, registados e identificados em 140 legendas remissas em latim.

Nesta panorâmica, a grande densidade da malha urbana centra-se frente ao Tejo, ocupando os montes da Graça, penha de França, Sant’Ana e a colina do castelo do S. Jorge, donde partem as linhas de muralha da Cerca Fernandina (1373-1375) que definem o perímetro urbano da cidade.

A cidade do século XVI encontra-se limitada a Oriente pelo importante mosteiro de S. Vicente de Fora e pelo Campo de Santa Clara, descendo quase em linha recta em direcção ao Tejo. Desenvolve-se para ocidente, acompanhando a margem do rio com a Ribeira Velha e o edifício da Alfândega que funciona como elemento delimitador entre esta e o Terreiro do Paço, onde se localiza o Paço da Ribeira - palácio real - e a Casa das Índias, entre outros equipamentos. Nas suas proximidades, para Norte é visível a Rua Nova dos Mercadores, que constitui na época o coração económico da urbe. Mais para Norte encontramos uma praça rectangular o Rossio, onde se identifica o Hospital Real de Todos-os-Santos (1492-1504)e Palácio dos Estaus. A Ocidente, Lisboa cresce para extramuros, estendendo-se do Cáta-que-farás junto ao rio (actual Cais do Sodré) até à Esperança. Subindo às Escarpas de Santa Catarina, Chagas e Bairro Alto."