domingo, 17 de fevereiro de 2013

Para onde nos estão a conduzir?

João Ferreira do Amaral na Conferência Inaugural de Economia Portuguesa - Propostas com Futuro que teve lugar ontem, 16 de Fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian:

“Nós não podemos imaginar que estes programas que estamos a prosseguir vão dar resultado. Pelo contrário, vamos por uma situação de ausência de saídas, de um bloqueio total”.

“Se rapidamente nós não arrepiarmos caminho e se não começarmos a atacar o verdadeiro problema que temos, que é a discussão da estrutura produtiva, para a tornarmos mais competitiva, mas ao mesmo tempo mais amiga do emprego também, podemos ter a certeza que é a própria sobrevivência do país, que, tal como o conhecemos, pode estar em causa".

"Destacou que um aspecto muito importante, que tem sido completamente descurado, são as opções claras em termos de investimento público, que actualmente é considerado um inimigo, o que é um erro brutal, porque é essencial para dar sustentação à coesão nacional e para a actividade económica de muitos sectores. E, como matérias essenciais para o futuro as opções energéticas – que vão ser algo sempre muito determinante na progressão da economia -, os domínios de sensibilidade ambiental com grandes potencialidades económicas, como as actividades marítimas e a floresta, e o desenvolvimento do capital humano nas suas diversas componentes".

“O Estado não se pode demitir de ter opções estratégicas em termos de grandes sectores que têm a ver com o futuro do país, realçando que o mercado é míope em relação ao longo prazo, pelo que não tem capacidade de orientar o país na defesa dos seus interesses nacionais".

Fonte: Jornal Sol

Com o definhar das capacidades da FA's, nomeadamente a naval, como se faz a segurança, defesa e apoio das actividades marítimas? E da investigação e desenvolvimento na ZEE e plataforma continental? E a fiscalização das áreas marítimas de interesse nacional depositárias de recursos economicamente relevantes e valiosos?

2 comentários:

O Jorge Gonçalves disse...

Eu estive lá e ouvi esta e outras propostas para o futuro muito interessantes que constam do sítio da conferência e as quais recomendo ler.

O Jorge Gonçalves disse...

Mais do que isso, impressionou-me saber que saiem do País, diariamente, 300 jovens!
Já tendo a pirâmide etária completamente invertida, com estas saídas vai ser inevitável o corte das pensões.
Não há segurança social que aguente!