quinta-feira, 18 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS

(O OCeano JPN subindo ao Grande para tentar avistar os outros veleiros)

Retomando a crónica do então Cadete Simões Teles. Estamos a 18 de junho de 1964, 14º dia de viagem.
"O vento tem mantido a sua pouca força. Continuamos a navegar muito pouco. Nestes dias já pouco se tem falado na Regata, logo após a excitação causada pelo Sebastian D Elcano. Agora as aulas  instruções, quartos e serviços absorvem-nos o tempo. Começamos a viver mais para o navio. Depois do jantar ainda se fazem conjecturas e se levantam hipóteses. Mas a incógnita permanece: onde estão os outros veleiros?
Pela Rádio Espanhola sabemos que o Alemão se encontra para S de nós e que todos os navios estão num raio de 100 milhas.  Já não nos excitamos. Amaldiçoamos os alíseos, os tão falados alíseos, que tanto nos estão a desiludir."
Uma interrogação nunca explicada, como é que a rádio espanhola sabia da posição dos outros veleiros? Isto significava que o Comandante do Elcano também conhecia as posições. Ora isto não estava previsto. Nós desconhecíamos por completo as posições dos rivais. Qual o sistema de apoio ao espanhol, que fugia às regras? Nunca foi esclarecido.

2 comentários:

O A.R.Costa disse...

Continuo a acompanhar este relato, hoje ilustrado com uma excelente fotografia de um jovem e atlético cadete que bem subia o mastro da "Sagres" e que, 51 anos depois, apresenta a mesma boa forma física.
Grande João!

O Pires Neves disse...

Olha que isto já não é exactamente o que era! Outros tempos outras vontades ....

Abraço amigo incluindo naturalmente o editor o Speedy.