REGATA LISBOA - BERMUDAS
21 de Junho de 1964, Domingo. O cronista Cadete Simões Teles escreve:
"Hoje é domingo, e como já vai sendo hábito, ao domingo não há vento. Parece que "Eolo" está de férias nestes dias.
"Hoje é domingo, e como já vai sendo hábito, ao domingo não há vento. Parece que "Eolo" está de férias nestes dias.
No castelo, a guarnição e os cadetes estendem-se em tronco nue calções. É a praia (há outra praia a bordo , no tombadilho). O sol está no Zénite, precisamente. Queima. No gurupés dorme-se. Há música nos altifalantes. Para a tarde estão anunciadas competições desportivas. Nós cadetes não sabemos do que se trata. A guarnição prepara-se. À 4 horas da tarde, a tolda começa a ser riscada a giz. Anunciam-se as provas e as regras e abrem-se as inscrições.
A primeira prova consta duma corrida de sacos. A prova é contra-relógio num circuito em volta do mastro grande. O concorrente enfia-se dento dum saco de batatas agarrado com as mãos, e aos saltos dá a volta à pista, tendo de executar diversas proezas.
A seguir é anunciada a subida da corda a pulso. Como a primeira, foi ganha por um cadete.
Faz-se intervalo e há manobra de mastros. Braceia-se uma quarta a EB.
O programa continua. Na corrida de 3 pernas, em que um homem leva a perna esquerda amarrada à perna direita do outro, acabam em vencedores dois grumetes da guarnição.
A tarde desportiva termina com a luta de tracção. É pelo sistema de eliminatórias. A vitória cabe à equipe de marinheiros, que, na final derrota a dos sargentos. Nos quartos de final os oficiais derrotam a equipe A dos cadetes. Vergonha!!!
Encerra-se com a distribuição de prémios: cervejas e cinzeiros.
Passou-se um domingo agradável."
Foi uma maneira de esquecer a regata. Os cadetes perderam por uma simples razão: um deles escorregou e caiu de rabo no convés largando a corda.
Fazer uma meridiana era uma tarefa árdua porque o "Sol fugia e não havia maneira de o azimutar".
Ao meio-dia solar não havia sombra.



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