quarta-feira, 24 de outubro de 2007

FOI ASSIM

Esta Senhora , esperta a bem dizer , vai ser espulsa do PCP.

Independentemente de dela esperarmos um" best seller" tipo " ´Foi assado" , vamos certamente ter o prazer de seguir a sua nova e vertiginosa carreira como deputada independente , adesão ao PS , dirigente do PS , governante do PS , gestora pelo PS , gestora de empresa espanhola .....enfim , o que se sabe de Serpa e de Moura, ou dos lados do MAI.

Para algumas pessoas é assim. Muda-se...e ainda têm a lata de trautear a "trova do vento que passa"

Patrício Leitão




Por mais que te refugies na A. da Gorda, não escapas ao calendário. Nem seria essa a tua intenção, dada a assiduidade aos almoços, com a tua proverbial boa disposição e mordacidade amiga e camarada.
No dia de hoje, um grande abraço de parabéns com votos de muitos e bons outros.

É PRECISO TER LATA

Estes tipos da TAP deviam era ter vergonha. Prejudicam a Companhia e o País e os passageiros em milhões. Não é brinquedo nenhum
Além disso colocam o nosso nome ainda mais abaixo da linha do que já está.
Mereciam um linchamento publico.
Só 4 países no mundo têm o que eles querem . USA(em mudança para os 65 anos) , Belgica , França e cá os pacóvios , ainda em PREC.

Gostava que Mario Lino , ou o Presidente da TAP , fizessem o que fez o saudoso , e corajoso , Manuel Ferreira Lima .Publicassem os vencimentos (por inteiro , todinho , ali) , e as horas efectivas de serviço , que estes marmanjos têm.
Até ex-sindicalistas pilotos vão depois voar para o estrangeiro.
Que vergonha.........

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Bastos Jorge

A satisfação em retomar o contacto com um camarada nosso de quem a maior parte não tinha notícias há mais de três décadas, aliado ao auto declarado estado de pré aprendizagem da arte por parte do autor, faz-me transcrever a missiva recebida deste OCeano do outro lado do Atlântico:


"Meu Caro Nunes da Cruz
Uma série de afazeres, a ida do meu Filho Gustavo a Portugal e Espanha - retornando hoje - os preparativos para a primeira audiência do meu acidente ocorrido em 21OUT01 - quando uma jamanta, que trafegava na contra-mão, literalmente atropelou o meu carro -, não me permitiram dedicar o tempo que gostaria a atender o convite do Silva Nunes. Também, para ser sincero, não tenho experiência alguma como "Blogger" e nem com "Blogs", e, talvez por isso, venha a demorar, um pouco mais que o normal, a contribuir para o Blog do OC. De qualquer modo, e isso é o que eu quero enfatizar, não tenho como descrever a alegria e o conforto espiritual que senti quando li as inúmeras manifestações de apoio e solidariedade ao meu desagravo, desde as mais circunspectas, como as do Fuzeta da Ponte e Silva Nunes, até as mais chargistas como a do Teixeira de Aguilar. É muito confortante, especialmente para quem está longe, saber que não fomos esquecidos e que os despautérios que nos mazelam são passíveis de ser ricochetaedos à altura e de forma uníssona por tantos que conosco conviveram e tomam para si as dores como se suas fossem. A todos, sem excepção, mas muito em especial ao Bandeira Ennes e Beirão Reis, o meu muito obrigado por provas de camaradagem e solidariedade que eu tive ocasião de ver materializados num episódio tão espúrio quanto o do "affaire" do Cônsul Araújo. Seria ingratidão minha não incluir no meu muito obrigado os iniciadores de tudo o que está a correr no momento. São meus camaradas de Colégio Militar da mais alta estirpe e que em Terras de Vera Cruz - o nome do meu (novo) blog - dignificaram o nome de Portugal em todos os seus actos pautados pelo preparo académico, polidez social, retidão de carácter e tantos outros atributos de fastidiosa enumeração . São eles os Irmãos António e José Carrelhas, este último meu contemporâneo no Colégio Militar e do curso do Bandeira Ennes. Mais uma vez, a todos, sem excepção alguma, um forte abraço no coração de cada um.
Bastos Jorge
Novo Blogger

P.S. Peço-te, em nome da minha ignorância "bloguista", que faças, por favor, chegar esta mensagem a todos. . . a todos mesmo!"


Já há dias me tinha transmitido o seu regozijo em ter tido a oportunidade de retomar o contacto com os camaradas de curso. Transcrevo o princípio do que me escreveu:

"Meu Saudoso Camarada Nunes da Cruz
Hoje, o meu dia foi magnífico! Tudo o que me aconteceu foi bom e o término, se assim pode se chamar, foi de glória. Ao fim de tantos anos - mais de 30 - eis-me de novo em contacto com os meus Amigos e Camaradas de Curso. É indescritível a solidariedade que nos une e como o convívio naquela Escola marcam indelevelmente as nossas vidas independentemente do rumo que cada um de nós seguiu. ..."

Um grande abraço Bastos Jorge e aprende depressa a navegar na (e não com a) Água Aberta, para que tenhamos o prazer da tua colaboração.

INENARRAVEL

O Camarada Madaíl declarou que ía pensar , mas que talvez se não recandidatasse.

Rejubilei , e pus uma garrafa de Espumante Quinta do Cabriz Reserva no gelo. Mais também não...

Depois vi as noticias na net e confirmei...

Mas é só em 2011 .

Quando abri a porta do frigo e disse ao Cabriz , ele rebentou logo. Nem foi preciso abrir.

COISAS BOAS



Vi , na feira de Belém , os 4 volumes da obra " Império Ultramarino Português" de Henrique Galvão e Carlos Selvagem , assinada pelos autores , e bem conservada , pelo excelente preço de 200€.
Fiquei admirado. Tenho a obra , embora não assinada .
Uma bela compra , para os interessados.

sábado, 20 de outubro de 2007

Rodrigues Rodolfo



Rudy amigo, o Curso está contigo. Como a inversa também é verdadeira, tens de aparecer mais vezes, a AFCEA não há-de ir ao fundo.

Um abraço de parabéns pelo dia de hoje com votos de muitas repetições.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

BOM DIA OC:

Sabiam que hoje é dia de S. Pedro de Alcântara ?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Gomes Freire de Andrade

Foi há 190 anos que esta controversa e trágica figura da nossa História encontrou o carrasco em S. Julião da Barra. Tinha pedido e esperava que o fuzilassem, mas nem isso lhe concederam. Acusavam-se os conspiradores de 1817 de prepararem o assassinato do governador militar britânico (Beresford) e dos membros da Regência (o rei, João VI, estava no Brasil). Dizia-se que também queriam substituir a reinante Casa de Bragança pela Casa do Cadaval. Após um processo confuso e viciado, alguns foram condenados à morte com requintes de crueldade. Eleito como a principal figura a abater, Gomes Freire, Tenente General e Grão-Mestre da Maçonaria, foi especialmente maltratado durante todo o processo. Em 18 de Outubro de 1817, depois de enforcado, o seu corpo "mal queimado foi atirado ao mar, que pouco depois o lançou de si primeira e segunda vez, foi roido pelos cães thé que por fim enterrarão na praia um resto." No mesmo dia foram enforcados, uns a seguir aos outros e no meio de cenas dramáticas, em Lisboa, no então Campo Sant'Ana, hoje Campo dos Mártires da Pátria, mais 11 condenados. A alma negra de todo este lamentável episódio parece ter sido Miguel Pereira Forjaz, o homem forte da Regência e primo direito de Gomes Freire, autor da célebre frase "He verdade que a execução se prolongará pela noite mas felizmente ha luar ... ".


Nota: Quem quiser saber um pouco mais sobre esta página negra do nosso passado, incluindo alguns detalhes escabrosos, pode aceder a este texto.

Outra nota: Ontem, seguindo as indicações do Ganso, consegui encontrar o monumento erigido no local da execução de Gomes Freire. Está nas instalações da OTAN em Oeiras. Visitei o monumento, com escolta, mas quando quis tirar algumas fotos fui impedido. Tinha que pedir autorização, por escrito, às relações públicas. Obviamente desisti ... não serei eu a pôr em risco a segurança das intalações!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Adriano Correia de Oliveira

Já aqui foi lembrado.


"Morreu em Avintes, localidade que o viu crescer, a 16 de Outubro de 1982."

Tinha 40 anos.


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Acerca do Araújo de Santos

Estamos a esquecer peças fulcrais neste processo: o Adido em Brasilia e o EMA.
Para recordar o pessoal fui oficial da Sagres e fui Adido, pelo que me posso reportar a ambas as experiencias.
Nos meus tempos quando a Sagres ia a um porto estrangeiro, onde havia adido, era o EMA com o comando do navio e o adido que combinavam o programa do navio e no caso de recepções os convites a fazer. Depois o Adido punha o programa ao Embaixador, para os possíveis retoques, normalmente de interesse politico.
Após isso, e via embaixada, seguiam os convites com o adido a controlar o processo. Os convites para entidades locais eram determinados pelo consul, com a aprovação do embaixador.
Também nos meus tempos de adido, adidos havia que mantinham um registo de nomes e endereços de camaradas residentes a quem convidavam, pelo menos uma vez por ano, para festejarem ou o Dia de Portugal, ou o dia da Marinha ou outro qualquer.
E era óbvio que em visitas de navios aí estavam eles.
Onde está o Adido neste caso? Foi metido no processo? Não sabe o Adido que um dos consules honorários de Portugal no país onde presta serviço é oficial da Armada? Será que naquela embaixada não existe ao menos uma relação de consules honorários e suas profissões?
Será que o EMA saberá onde estão oficiais da Armada a exercer funcões de influência local, tais como o nosso Bastos Jorge, ou o Carneiro Vieira, por exemplo?

sábado, 13 de outubro de 2007

Notícias de Lagutrop (o país do outro lado do espelho)


Uma charada para o senhor de Santos:

Com sul
Sem norte

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

COLOMBO


Dizem que foi neste dia, em 1492, que ele avistou a primeira terra do novo mundo. Sem ele não teriamos o consul de Santos nem o Bush dos States.

OFENSA

(As Necessidades)

Recebi hoje o documento que se segue, vindo do Jorge Beirão Reis e João Bandeira Ennes. É-me difícil classificar o acontecimento relatado, o qual envolve o nosso OCeano Leopoldo Bastos Jorge. O JBR diz que é inacreditável, o JBE chama-lhe insólito ... eu diria que é uma vergonha de todo o tamanho. Custa-me acreditar que o nosso país seja representado no Brasil (cônsul em Santos) por uma criatura deste quilate e espero que seja dado o máximo de publicidade ao acontecido, na esperança de que chegue aos ouvidos de quem possa tomar as medidas adequadas. Um grande abraço de solidariedade para o OCeano ofendido.


1ª MENSAGEM – O PEDIDO


Exmo. Sr. Dr. Fernando Manuel de Gouveia Araújo

DD. Cônsul de Portugal em Santos

Apresento a V.Exa. os meus melhores cumprimentos e tomo a liberdade de formular a presente mensagem para solicitar a inclusão do meu nome, e o de minha mulher, na lista de convidados para a recepção a realizar-se na noite de amanhã, 09AGO07, a bordo do N.E. "Sagres", comandado pelo CMG José Luís do Vale Matos e, presentemente, atracado ao cais do porto de Santos. Tal solicitação, aparentemente inusitada, prende-se ao facto de que eu e minha mulher nos conhecemos a bordo daquele navio há 38 anos atrás, por ocasião de uma recepção oferecida pelo comando do navio no dia 17 de Julho de 1969. Àquela época, eu integrava a guarnição de oficiais, no desempenho das funções de chefe do serviço de electrotecnia e de instrutor de arte naval moderna, tendo permanecido embarcado no citado navio até meados de 1971. Entretanto, por haver contraído matrimónio com a jovem que havia conhecido naquela ocasião, pedi a passagem à reserva da Armada e fixei residência no Brasil em 1975. Em reconhecimento da minha conduta, o Governo Português nomeou-me Cônsul Honorário em Paranaguá, cargo que exerço desde Junho de 1992 até a presente data. Em 1986, eu e minha mulher retornámos ao N.E. "Sagres", desta feita sob o comando do Capitão-de-fragata Castanho Paes, do qual fui contemporâneo na Escola Naval, para rememorarmos o início de nossa união. Passaram-se 21 anos e, pelo retrospecto apresentado, é indisfarçável a vontade de revermos o navio em circunstâncias muito semelhantes às de 38 anos atrás. Os motivos invocados serão certamente suficientes para sensibilizar V.Exa. a atender o meu pedido. Afinal, sou Oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, fui Oficial do N.E. "Sagres" e sou Cônsul Honorário de Portugal.
Por fim, mas não menos importante, gostaria de enfatizar a V.Exa. que o pedido que aqui formulo não tem nenhuma outra motivação que não seja a de continuar a cultuar o que, por razões que se sobrepõem à fortuitidade, se constituiu no ícone de nossa Família.
Por razões de horário, não será provável que tome conhecimento da decisão de V.Exa., já que tenciono sair de Paranaguá para Santos cerca das 09 horas. Por, esse motivo, solicito respeitosamente que a resposta seja passada a meu filho; Dr. Gustavo Aulicino Bastos Jorge, residente em Santos, que atenderá pelo telefone móvel 8133-8914, e nos informará a tempo de nos prepararmos para o evento.
Por razões de hierarquia, estou dando conhecimento desta mensagem à Exma. Sra. Cônsul de Portugal em Curitiba, Dra. Patrícia Gaspar, que nos lê em cópia.
Limitado ao exposto e antecipadamente grato pela atenção dispensada ao conteúdo da presente, valho-me da oportunidade para reiterar os meus respeitosos e cordiais cumprimentos.

Atenciosamente

Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge

Cônsul Honorário de Portugal em Paranaguá



Dados de identificação
Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge RN E W159849-7
Maria Cecília Aulicino Bastos Jorge RG 3.034.980-6




2ª MENSAGEM - A RESPOSTA


Exmo Senhor Leopoldo Bastos Jorge,


Acuso a recepção do seu e-mail de ontem, dia 09.08.2007, que li atónito e com o respeito que me merecem todas aquelas pessoas que, em alguns países mais que outros, pretendem ser incluídas em listas de eventos com os quais nada têm a ver invocando argumentos muitas vezes inconsistentes e que, sem querer, prejudicam o trabalho de que está a trabalhar, com uma obsessão "convidativa" muitas vezes pouco saudável.
Minha colega Dra. Carla Grijó, Cônsul em Curitiba, com um excelente profissionalismo mas ignorando estar eu em reunião com o Perfeito de Santos, seguidamente com o Presidente da Câmara Municipal da Cidade, seguida de cerimónias militares presididas pelo Comandante da Polícia Militar de Santos, etc, telefonava-me insistentemente referindo um assunto de Vexa, que, a princípio, pensei ser algo grave.
Felizmente não era. No fundo, não era nada. .
Senhor Leopoldo Bastos Jorge,
Talvez por nunca me ter passado pela cabeça pedir a minha inclusão num evento social a que sou alheio e para o qual não fui convidado, sempre me impressionaram comportamentos desse tipo.
Conheci minha mulher em Londres quando, por coincidência, éramos dois turistas visitando o Palácio de Buckingham. Por motivos profissionais, tive ocasião de cumprimentar e de estar com membros da Família Real Inglesa. Pergunto a Vexa: Acha que isso me dá o direito de enviar e-mails ao Embaixador da Grã-bretanha em Brasília ou ao Cônsul -Geral em São Paulo para solicitar a minha inclusão em listas de convidados para casamentos da Casa Real Inglesa, banquetes nos Palácios Reais, ou visitas ao Brasil da Rainha de Inglaterra? E que dizer dos cinco últimos Presidentes da República Federativa do Brasil que tive a honra de conhecer e em cujo país sou Cônsul de Carreira ? Porque não estou incluído nas listas de convidados do Palácio da Alvorada uma vez que ali tive o prazer de jantar duas vezes?
Espero sinceramente que tenha conseguido entrar na recepção ontem oferecida a bordo da Sagres.

Com os melhores cumprimentos,


Fernando Araújo, Cônsul em Santos



3ª MENSAGEM – A RÉPLICA


Excelentíssimo Senhor Fernando Araújo
Cônsul em Santos



Acuso o recebimento da sua mensagem de 10 de Agosto, que só pude ler ao final do dia 14 por ter ficado ausente de minha residência desde o dia 09, pelo motivo maior que já é do conhecimento do Senhor Cônsul. Escusado será dizer, mas digo-o para que não paire nenhuma interpretação dúbia com relação ao que aqui, a seguir, vou dizer, que, vindo de pessoa tão ilustre e merecedora de todo o meu respeito, o conteúdo de sua mensagem mereceu a minha mais atenta leitura e reflexão que, no entanto, não levaram mais do que algumas horas de insónia para coordenar o pensamento sobre os reais motivos de uma resposta tão eivada de melindres a um pedido obsequioso – leia-se solicitação – de inclusão de um casal em uma lista de convidados que, mais tarde, vim a saber conter cerca de 120 pessoas. Não obstante haver, de forma explícita, assegurado ao Senhor Cônsul que nenhum outro propósito me guindava no pedido inusitado – até eu achei que era – que não fosse o de reviver momento tão importante de minha vida, incontestável divisor de águas, fui, injustamente, qualificado de insano e irresponsável convidado obsessivo, cujo doseamento das ditas "invirtudes" se agravou por residir num país aonde tal prática é comum, mas em cujo território V.Exa. garante o seu sustento e é, pelo seu listar de reuniões, homenageado e considerado ao extremo.
O conteúdo da mensagem de V.Exa. – e não "Vexa", usado á guisa de tratamento depreciativo – não me deixa alternativa senão rebate-lo, ponto a ponto. Diz o Senhor Cônsul que conheceu sua mulher numa visita ao Palácio de Buckingham, como turista. Há-de V.Exa. convir que qualquer pessoa, com um punhado de libras na mão, poderia estar nas mesmas circunstâncias e que o Senhor poderá reviver esse momento em qualquer outra oportunidade, bastando-lhe, para tal, estar em Londres e ter esse punhado de libras na mão. Pretende V.Exa. querer comparar situações tão díspares que o resultado, por haver partido de premissas erradas, não podia deixar de ser preconceituoso, inconsistente e impróprio. V.Exa. não é cidadão inglês, nunca terá servido no Palácio de Buckingham e tão-pouco foi membro da Família Real Inglesa. Eu sou cidadão português, o Navio Escola "Sagres" é território português – como ensina o jurista Eduardo Henrique Serra Brandão no seu tratado de Direito Internacional Marítimo – servi por dois anos a bordo do citado navio como Oficial da classe de Marinha, Chefe do Serviço de Electrotecnia e Instrutor de Arte Naval Moderna,
continuo a ser Oficial da Armada e sou Representante do Governo Português desde Junho de 1992, conforme Diploma assinado por S.Exa. o ex-Presidente da República, Dr. Mário Soares. Diz V.Exa. que teve "ocasião de cumprimentar e estar com membros da Família Real Inglesa" enquanto eu posso dizer-lhe que o bordo da "Sagres» – que V.Exa. compara ao Buckingham Palace – já fui recebido, e continuá-lo-ei a ser, com honras militares prestadas por Homens de elevada projecção nacional, de notável saber profissional, ilibada conduta militar e cívica, generosos e simples ao extremo e que, por todas as virtudes e qualidades enunciadas foram guindados ao comando do navio que é o embaixador das tradições marítimas de Portugal. Diz V.Exa. que " . . . no fundo, não era nada." Quem é o Senhor para fazer afirmativas que não lhe competem? Se a frase desdenhosa tivesse – mas não teria sido, com certeza – dita pelo Capitão-de-mar-e-guerra José Luís do Vale Matos, Comandante da Sagres, eu teria, como oficial subordinado, que acatar a sua decisão e se achasse que a conduta do meu superior tinha sido ofensiva apresentaria a competente representação aos seus superiores hierárquicos. É assim que se age, sejam quais forem as circunstâncias, as pessoas, os lugares e os motivos.
Diz V.Exa. que nunca lhe passou pela cabeça pedir a sua inclusão num evento social a que é alheio. Lembre-se V. Exa. que, por circunstâncias geográficas, se a "Sagres" tivesse aportado a Paranaguá eu não teria precisão de pedir a minha inclusão na lista de convidados.
Impressionam-no, negativamente, pedidos como o que respeitosamente lhe dirigi; em contrapartida, orgulho-me de sentar junto à tela de um computador com gente humilde que procura o meu apoio para conseguir descobrir as origens dos seus antepassados e conseguirem, através de pedido de nacionalidade, ser acolhidos à sombra da bandeira das 7 quinas. Orgulho-me de ser considerado um bom anfitrião, bem à moda portuguesa, recebendo irmão de governador com a mesma cordialidade com que recebo a mais humilde das secretárias; orgulho-me, e muito, da mulher que tenho, uma brasileira de imenso coração português que nas comemorações do último 10 de Junho realizou um concerto de piano, executando peças do grande compositor português Vianna da Motta, sem que para isso tivesse, sequer, cogitado receber qualquer cachê. Orgulho-me, sim, Senhor Cônsul, de prestar serviços ao meu País sem que para tal seja sequer reembolsado das mais elementares despesas.
Poderia prosseguir num, quiçá infindável, arrazoado de motivos pelos quais me orgulho de ser, talvez, a pessoa que, entre os 122 convidados, mais motivos reuniria para estar presente na recepção a bordo da "Sagres". Ao invés, prefiro resumi-los dizendo-lhe que enquanto V.Exa. vive de ser Cônsul eu vivo para ser Cônsul.
Por fim, e ainda merecendo todo o respeito que devoto a todas as pessoas, quero agradecer a V.Exa. os votos formulados para que tivesse "conseguido entrar na recepção". Não, Senhor Cônsul. Não é prática minha ir aonde não sou convidado e desejado. Tenho a certeza de que, por motivos de foro íntimo, não conseguiria suportar ver barrada a minha entrada, e muito menos a da minha mulher, na casa aonde vivi por dois anos e cujo piso é o chão do País que tanto amo e respeito, a ponto de representá-lo honorariamente.

Respeitosamente

Leopoldo Câmara de Oliveira Bastos Jorge
Cidadão Português



P.S. Em Agosto de 1998 visitava pela "enésima" vez o Mosteiro dos Jerónimos. Ao consultar o livro de comentários deparei-me com um, escrito em inglês, cuja autoria não me recordo mais e que, traduzido livremente, dizia o seguinte: "Quem cuida assim dos seus monumentos não é merecedor da sua história".

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MEU CARO NUNES


CONTINUO OU DESISTO?
Diz Chaplin ao ler o nosso blog