terça-feira, 4 de novembro de 2008

E a festa continua...

Também do Jornal de Negócios de hoje, da autoria do sr. Camilo Lourenço, aqui vai mais esta acha para o processo BPN:


Caro leitor, comecemos com um "quizz": quantas falências de bancos houve em Portugal? Duas? Três? E quais os nomes das instituições envolvidas? Se respondeu "não sei" ou "não tenho a certeza", não está sozinho: a maior parte dos portugueses também não sabe... ou não se lembra.
E os que se lembram estão no grupo dos que sofreram as consequências. Sobretudo no caso da Caixa Económica Faialense, onde houve gente que perdeu as poupanças de uma vida...!Agora o segundo "quizz": conhece algum responsável por instituições falidas, ou salvas por outros bancos (BIP, Caixa Económica Açoreana, Caixa Económica do Funchal, Banque Franco-Portugaise, onde o BNU tinha 33%...) que tenha passado pela prisão? Não? Eu também não. É normal que assim seja? NÃO.É importante reter este pormenor. Para garantir que as autoridades (Banco de Portugal, que além de ter ficado mal na fotografia, está a sacudir a água do capote, Ministério Público e tribunais) têm a coragem de levar este caso até ao fim. E sobretudo para garantir que, desta vez, a culpa não vai (mesmo) morrer solteira. O que se passou no BPN é tão grave que, se se fizer justiça, há gente bem colocada que passará a ver o sol aos quadradinhos. Por bons anos. Dadas as ligações (políticas e ouras) e o poder de algumas dessas figuras, os próximos tempos vão ser de intenso "lobbying"... para fugir às consequências. Convém estar atento!

Militares (continuação)

Este é uma espécie de Post scriptum ao anterior "post", porque veio à liça um dos simpáticos comentadores do costume. Vital Moreira, que não podia terminar o seu artigo de opinião sem o habitual ataque às F.A. através de afirmações que são verdadeiros dislates, reveladores de grande ignorância sobre este assunto de que tanto gosta. Segundo ele, os militares já são compensados na sua condição pelo suplemento de vencimento, priveligiados por terem um sub-sistema de saúde idêntico à ADSE, o que já é muito bom, porque acabou com o injustificável previlégio anterior em matéria de saúde e reforma; Portugal gasta demasiado com a Defesa comparado com outros países (deve ler a mesma cartilha do Júdice), tem quarteis a mais, instalações a mais, serviços a mais, hospitais a mais, escolas militares a mais, tropas a mais, generais a mais e, até, um exótico Colégio Militar! Finalmente, para complicar a sua equação, a culpa é dos submarinos...
Afinal quem é que está a mais? Ele ou o resto do País?

P.S. Os submarinos tornaram-se uma espécie de para-raios neste país. Para camuflar a rebaldaria em gastos inúteis por tudo quanto é sítio, desvia-se a atenção para uns submarinos que, em comparação, são peanuts.

A Salvação dos Canalhas

Não resisto a transcrever, com a devida vénia, o editorial de 3 de Novembro do Jornal de Negócios online, da autoria de Pedro Santos Guerreiro, com cujo teor me identifico, relativamente à nacionalização do BPN.

"A nacionalização do BPN e uma infâmia inevitável. Os infames são os gestores e accionistas que já lá não estão; os inevitáveis são os contribuintes. E num tenebroso limbo estão os reguladores e auditores, que protegeram uns e falharam aos outros. Se são inocentes, são impotentes - e então de que nos servem?

O Estado vai comprar o que vale pouco ou nada, levar um peso-morto que a Caixa Geral de Depositos dispensaria carregar e ligar à máquina um projecto que merecia eutanásia. Não é possível que o ministro das Finanças tenha anunciado esta nacionalização sem que bílis lhe ardesse por dentro. Se não lhe ardeu, ardeu aos contribuintes. 0 BPN devia morrer, os seus accionistas perder o dinheiro e os gestores chamados aos tribunais. Já agora: onde estão eles?
Miguel Cadilhe vai à frente desta barca mas não é ele quem entrará no inferno. O gestor filiou-se numa missão impossível, que quase conseguiu inverter não fosse a crise financeira internacional, que lhe tapou primeiro a liquidez para gerir e depois 0 capital para investir. E apesar das cautelas na gestão dos rumores, criou-se uma ansiedade nacional que levou de facto a uma corrida aos depositos do BPN. Foi uma corrida em marcha lenta, mas suficiente para esvaziar os cofres.
Este colapso tem um nome: Oliveira e Costa, 0 gestor que durou anos e que há semanas tratou de desligar o telemóvel. Foi ele quem geriu na maior das opacidades, numa época agora investigada pela Procuradoria (na Operação Furacão), pela CMVM e pelo Banco de Portugal; que foi prometendo dispersões em Bolsa para convencer uma turba de accionistas que o seu dinheiro valorizaria; que hostilizou a Deloitte, quando a auditora lhe fez reservas às contas; que contratou, para a substituir, a BDO Binder que, entretanto, caucinou sem pestanejo as contas anuais. Oliveira e Costa é, como todos, inocente. Mas a presunção da inocência dos suspeitos não pode representar a presunção da estupidez dos contribuintes. Até prova em contrário, são eles que estão a pagar o erro.
Restou a bomba atómica: a nacionalização. 0 impressionante é que não se sabe sequer o que se salvou. O que é 0 BPN hoje? O que é que lá está dentro? Que mais esquemas com "offshores" há? O que valem os activos? Quanto mais dinheiro será preciso?
O Banco de Portugal não pode dormir sem pesos na consciência, justificando-se com o mandato formal de que só controla contas. O sistema de supervisão falhou. Outra vez. E, outra vez, porque se porta como bom samaritano. Porque todo o seu sistema assenta no pressuposto de que não lhe mentem. De que nada está fora do balanço. Se toda esta crise não servir para rever a supervisão, então não serviu para nada.
O BPN foi salvo porque deixá-lo cair agora detonaria a credibilidade de todo 0 sistema financeiro. Era possível salvar os clientes do BPN sem comprar massa falida mas isso teria um custo, como aliás teve deixar cair o Lehman Brothers. Esta crise não tem nada a ver com a origem dos problemas do BPN mas foi o último prego no seu caixão. Foi por causa da crise que o Governo assumiu o compromisso de salvar os depósitos ameaçados. É por isso que a crise não matou o BPN, mas salvou o BPN. O velho BPN morreu; um novo BPN nasceu.
O slogan "valores que distinguem" não podia ter sido melhor escolhido para o BPN, que se distinguiu tanto que fica para a História. Mas não pode restar o vazio de responsabilidades. As últimas palavras desta triste história não podem ser as de Frei Luis de Sousa: Banqueiro, banqueiro, quem és tu? Ninguém ...

As Forças Armadas estão calmas

Ouvi hoje de manhã o Sr. Ministro da Defesa Nacional anunciar que é uma injustiça dizer-se que há agitação ou sequer mal estar nas Forças Armadas, de acordo com as informações dos legítimos representantes das Forças Armadas que são os respectivos Chefes de Estado-Maior.
Pronto, está resolvida a crise.
Muito agradecia que me informassem onde e quando se efectua a "brigada do reumático"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

E VIVA A DEMOCRACIA

Según varias transcripciones de conversaciones con diplomáticos y legisladores estadounidenses obtenidas por EL PAÍS, Arias "expresaba su profunda preocupación" por los acontecimientos de Portugal y deseaba que Washington le garantizase que apoyaría a Madrid si estallaba una guerra. Era un momento crucial en las relaciones entre los dos países, porque Estados Unidos deseaba renegociar el alquiler de las bases militares y Arias quería que Washington impulsara la entrada de España en la OTAN.
Sin embargo, durante esa misma época, los diplomáticos estadounidenses veían que Arias tenía una relación difícil con el dictador enfermo y otros ministros, sobre todo a propósito de las ejecuciones de miembros de ETA y del FRAP el 27 de septiembre de 1975, a las que se había opuesto. Además, Arias era partidario de ampliar el espectro político, aunque dejando fuera al Partido Comunista de España (PCE), pero, según observaba la embajada de Estados Unidos, la crisis portuguesa le había hecho dudar.
Estas revelaciones se incluyen en una serie de cablegramas diplomáticos entre funcionarios de la Embajada estadounidense en Madrid y el Departamento de Estado, que se han hecho públicos y que EL PAÍS ha obtenido a través de los Archivos Nacionales en Washington. Los documentos reproducen las observaciones de EE UU durante los últimos meses antes de la muerte de Franco.
Durante una reunión celebrada en Jerusalén en marzo de 1975, Arias expuso sus inquietudes al entonces vicesecretario de Estado, Robert Ingersoll, sobre la rápida evolución de los acontecimientos en el vecino Portugal, debido a lo que el presidente del Gobierno llamó "el último acto insensato de Spinola". "Portugal es una seria amenaza contra España, no sólo por el desarrollo que está teniendo la situación, sino por el apoyo exterior que podría obtener y que sería hostil a España", escribió Ingersoll en un cable del 18 de marzo al secretario de Estado, Henry Kissinger.
"España estaría dispuesta a librar el combate anticomunista a solas si es necesario. Es un país fuerte y próspero. No quiere pedir ayuda. Pero confía en que tendrá la cooperación y la comprensión de sus amigos, no sólo en interés de España sino en interés de todos los que piensan igual", informó Ingersoll, que resumió así lo que le había dicho Arias y dijo que le había visto "profundamente inquieto" por Portugal.
El 25 de abril de 1974, un grupo de oficiales portugueses de izquierdas dio un golpe de Estado para derrocar el Gobierno autoritario de Marcelo Caetano, sucesor del dictador António Oliveira Salazar. Los oficiales querían la democracia, y el respaldo popular a su causa fue extendiéndose en multitudinarias manifestaciones. Era lo que se llamó "la revolución de los claveles".
Con la intención de evitar un baño de sangre, Caetano cedió el poder al popular Spinola, que contaba con grandes apoyos entre las fuerzas armadas. The Financial Times lo contó así: Caetano, "sentado en el cuartel del Carmo, rodeado por las fuerzas rebeldes, rogó a Spinola que se hiciera cargo del país [porque era] el único hombre que podía salvarlo. El momento coincidió con la llegada al modesto apartamento de Spinola de unos emisarios del cuartel general de los rebeldes, que le pedían que ocupara la presidencia".
Siete meses después, Spinola renunció al poder, pero el 11 de marzo de 1975, mientras las fuerzas de izquierda ganaban terreno, trató de recuperarlo en un golpe fallido. Arias aseguró a Ingersoll que estaban tomándose las "precauciones apropiadas" para impedir que "los sucesos de Portugal se extiendan al otro lado de la frontera española". "Está convencido de que España debe democratizarse y abrir sus puertas a una mayor participación política popular", observó Ingersoll. "No obstante, la experiencia de Spinola le ha convencido de una cosa: 'no hay que subir ni bajar una colina demasiado deprisa". Y el diplomático añadía: "Parece evidente que los sucesos portugueses han tenido un fuerte efecto negativo en la idea de la liberalización".
El presidente del Gobierno español reiteró su preocupación un mes después, cuando se entrevistó con el senador estadounidense Hugh Scott (republicano de Pensilvania) y cinco colegas más en Madrid, el 7 de abril de 1975. Pero aseguró a los congresistas que en España no se iba a repetir lo sucedido en Portugal porque las circunstancias eran distintas. Entre ellas, decía, "más libertades" en España, más crecimiento económico y mayor distribución de la riqueza. Y las fuerzas armadas españolas no habían "sufrido la tensión de una guerra colonial".
"Arias dice que el Ejército español conoce los peligros del comunismo por la experiencia de la Guerra Civil y está totalmente unido", decía el embajador estadounidense, Wells Stabler, en un cable enviado el 9 de abril. El 28 de mayo, Stabler informaba: "Con su larga frontera con Portugal, a España le resultaría difícil protegerse de una acción subversiva portuguesa".
El 24 de julio, Stabler volvió a reunirse con Arias para hablar de posibles nuevos contratos para las bases estadounidenses en territorio español. Un acuerdo firmado en 1953 había establecido bases aéreas en Torrejón, Zaragoza y Morón de la Frontera y una base naval en Rota. La renovación de los contratos salió a colación durante los últimos meses de Franco. Arias dijo que a España le parecía "inaceptable" contribuir al sistema de defensa de la OTAN sin ser miembro, sobre todo cuando algunos países de la Organización "no sólo vilipendian a España sino que intervienen en sus asuntos internos".
"Arias parece deseoso de demostrar a ciertos países de la OTAN que la situación actual no puede continuar", escribió Stabler. "Pero no está muy seguro de cómo es posible eso sin poner gravemente en peligro la relación con Estados Unidos".
En otro encuentro con el embajador estadounidense, el 8 de octubre, Arias no tuvo reparos en criticar las opiniones europeas sobre España. "En particular mencionó la incongruencia de los países europeos con su actitud hacia la total anarquía que impera en Portugal, que sigue deslizándose hacia el dominio completo de los comunistas, y la que tienen hacia España, que ha sido siempre un bastión contra la expansión comunista".
Algunos países europeos pequeños no contribuían prácticamente en nada a la defensa de Occidente pero eran miembros de la OTAN, explicó Arias. "Mientras que la contribución de España tiene una importancia considerable y, sin embargo, los europeos continúan pensando, irracionalmente, que lo que más les conviene es aislar a España", dijo Arias. Stabler dijo a Arias que no compartía esa opinión y que reconocía su contribución. Pero Washington no quería comprometerse a presionar a sus aliados de la OTAN para que aceptaran a España mientras Franco siguiera con vida. España no entró hasta 1982.
En agosto, surgieron especulaciones de que Franco iba a obligar a dimitir a Arias porque éste seguía adelante con la liberalización política, y los franquistas más duros estaban en contra. La extrema derecha pensaba que Arias era desleal, dijo Stabler cuando Estados Unidos quiso saber qué había de cierto en los rumores.
"Hemos ido a ver a un amigo bien situado en el Gabinete de Arias y le hemos hecho la pregunta directamente", escribió Stabler el 20 de agosto. "Reconoció de inmediato que Arias está pasando apuros, pero dijo que va a permanecer en su puesto. Nos recordó que Arias y sus hombres habían llegado al Gobierno convencidos de que iban a dirigir la transición de Franco a Juan Carlos". El embajador añadía que no creía que Franco se deshiciera de Arias, porque tendría "efectos desestabilizadores a largo plazo".
El mes siguiente, España fue blanco de la indignación internacional cuando Franco ordenó
el 27 de septiembre la ejecución de tres miembros de ETA y dos del FRAP. El encargado de negocios de Estados Unidos, Samuel D. Eaton, escribió a sus superiores en Washington, dos días después de las ejecuciones, que había "insistentes rumores de que, en las deliberaciones preliminares del Gabinete, entre cuatro y ocho ministros de los más liberales se opusieron a las penas de muerte". Entre los mencionados estaban Arias, el ministro de Trabajo, Adolfo Suárez; el de Sindicatos, Alejandro Fernández Sordo; el de la Presidencia, Antonio Carro Martínez; el de Agricultura, Tomás Allende y García Báxter; el de Exteriores, Pedro Cortina, y el de Comercio, José Luis Cerón Ayuso.
"La unanimidad se logró a regañadientes, sólo con el fin de proteger la fachada de unidad del Gobierno en este momento crucial", escribió Eaton.
Por su parte, Francisco Fernández Ordóñez, futuro ministro de Exteriores, contó a los funcionarios de la Embajada estadounidense en noviembre, sólo unas semanas antes de que muriera Franco, que el rey Juan Carlos tenía que echar a Arias cuando asumiera el poder porque el presidente del Gobierno sería un obstáculo para la democracia. Fernández Ordóñez mencionaba, entre los posibles candidatos con "prestigio liberal" para el puesto, a Manuel Fraga y a José María de Areilza, que más tarde fue ministro de Exteriores.

Conferências na Fundação Calouste Gulbenkian

Como habitualmente, retransmito o anúncio de mais uma conferência. Tenham uma boa semana cultural!


O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45 A) a conferência – EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO: VARIAÇÕES A DOIS TEMPOS E MUITAS CORES – que terá lugar no dia 5 de Novembro, às 18h00, e será proferida pela Profª. PATRÍCIA BELDADE da Universidade de Leiden e do Instituto Gulbenkian de Ciência. Teria muito gosto em que estivesse presente nesta iniciativa.

Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/ e enviar as suas questões (darwin@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão.

Militares

A polémica que se gerou nos últimos dias por causa das manifestações de militares tem mostrado posições e atitudes do mais variado calíbre, que devem deixar o povo ignaro ainda mais baralhado. Tudo começa com umas declarações do Gen. Loureiro dos Santos que, pelo seu teor, foram no mínimo polémicas, abrindo caminho às mais variadas especulações. Segue-se Miguel Sousa Tavares que, ignorando o problema em causa, desvia o tiro e começa a especular com a percentagem do PIB gasta na Defesa (que confessou ignorar...) e ataca a compra dos submarinos. Vem a seguir Loureiro dos Santos dar uma longa entrevista em que tenta explicar as suas palavras e acalmar as hostes, dando até um quase voto de confiança ao Ministro para a resolução da crise. Avança a seguir o Ministro para a televisão para explicar o inexplicável, perdendo-se em declarações redondas e banalidades, enquanto José Rodrigues dos Santos o tentava forçar a dizer que os militares iriam ter um tratamento de favor em relação aos outros portugueses. Surge logo a seguir Marcelo Rebelo de Sousa a dizer que os militares têm razão e que o ministro não disse nada, que é um académico que precisaria de oito anos para produzir um estudo com uma solução, enquanto que o secretário de Estado é um diplomata e que, portanto, não conta! Finalmente, vem hoje, de novo, Loureiro dos Santos comentar o que disse o ministro ontem, dizendo que este perdeu uma oportunidade de se explicar. Ou seja, o crédito que lhe deu no sábado desapareceu na segunda-feira. Só falta mencionar um artigo do Alm. Reis Rodrigues no seu Jornal Defesa e Relações Internacionais que merece ser lido.
Mais palavras para quê?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CARTA AO MEU BANCO


Dear Sirs,


In view of current developments in the bankingmarket, if one of my checks is returned marked"insufficient funds", does that refer to me or to you?



Sincerely Yours,


Manel

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

CREIO SER ENGANO , Mas mesmo assim....

Base Naval do Alfeite pode passar para holding do Estado A possibilidade da passagem da Base Naval do Alfeite, da Marinha Portuguesa, para as mãos da Empordef, a empresa do Estado para o sector da Defesa, foi hoje discutida em Comissão Parlamentar, revelou à agência Lusa fonte da Comissão.
O presidente do Conselho da Administração da Empordef, engº Navarro Machado, foi hoje recebido pela Comissão Parlamentar de Defesa , numa sessão de apresentação aos deputados, que serviu também para discutir alguns assuntos no sector.
«Foi discutida uma possibilidade em que o Alfeite sai da Marinha e passa a estar na dependência da Empordef», afirmou a fonte contactada pela Lusa, que acrescentou que tal cenário «implicaria grandes mudanças», como por exemplo, «ao nível dos estatutos» da base naval, que passaria a ser gerida como uma empresa.
Esta hipótese de mudança de dependência para as mãos da Empordef é sugerida por um estudo encomendado pelo Governo para analisar o «estatuto híbrido» que têm actualmente os trabalhadores da Base do Alfeite, que nalguns pontos possuem o estatuto de funcionários públicos mas noutros não.

Nota do Manel: Penso estarem a referir-se ao AA. Mas como já acredito em tudo?

M.E.C.

A edição desta semana da revista Sábado é dedicada a Miguel Esteves Cardoso, dando-lhe honras de capa com a legenda " O álcool, a droga e a nova vida". Logo para abrir diz: "O meu pai era engenheiro construtor naval. (...) Foi Director-Geral das Pescas durante imenso tempo. Depois do 25 de Abril foi saneado da Marinha, voltaram a chamá-lo para director-geral das pescas e depois foi para o Canadá para ser secretário-geral das Pescas do Norte do Atlântico todo. Ele foi saneado porque os comunistas do Copcon e os jovens tenentes queriam passar à frente dele e serem promovidos, pelas razões mais torpes." Ora nem mais. Jovens tenentes engenheiros construtores navais, que deviam ser dois ou três, conluiados com comunistas de um Copcon que à data não existia, queriam ultrapassar um Capitão de Mar-e-Guerra!!! Lendo a entrevista percebe-se a razão de as suas recordações serem muito nebulosas.

Record


Na regata Volvo à volta do mundo bateu-se hoje um record da vela. O Ericsson 4 passou a barreira das 600 milhas em 24 horas numa corrida desenfreada para a Cidade do Cabo, ainda a 1200 milhas de distância.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Guadiana (14-16OUT08)

Aqui vão algumas fotografias do Algarve e Guadiana (fomos até Alcoutim). As imagens não são famosas, reconheço, mas o fotógrafo não dá para mais e o rio também não ajudou. O lado espanhol é quase um deserto. A nossa margem, com uma estrada que passa perto e é por vezes visível, apresenta melhor aspecto.

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Na baía de Cascais

Foi na semana passada que podiam ser vistos, ancorados na baía de Cascais, estes dois exemplares. Dois estilos ... duas formas de ver (e sentir) o mar!



O iate é o Seadream II (julgo eu) que pertence à frota do "Seadream Yatch Club" e cujo lema é “It’s yachting, not cruising”. Caso estejam interessados (apesar da crise) podem fazer uma visita virtual a bordo, indo aqui (atenção, podem ter que aguardar um pouco; a zona a visitar pode ser escolhida "clicando" sobre as fotos que aparecem à direita).
O outro navio, um veleiro mais pequeno do que a "Sagres", é desconhecido para mim ... alguém sabe alguma coisa sobre ele?

domingo, 26 de outubro de 2008

SHOWING the FLAG ... e bem

O Navio-Escola Sagres, da Armada Portuguesa, que está atracado no Porto de Salvador, estará aberto à visitação pública neste domingo (26), das 14 às 18 horas. O navio comandando pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Pedro Proença Mendes, saiu de Lisboa no dia 7 de junho em viagem de instrução para os cadetes da Escola Naval portuguesa.O Sagres é o principal navio-escola da Marinha Portuguesa, sendo seu o mais conhecido navio. Funciona como instrumento de treino e de contacto com a vida no mar dos alunos da Escola Naval, que serão os futuros oficiais da Marinha Portuguesa. Como missão complementar, o Sagres é usado na representação nacional e internacional da Marinha e de Portugal, sendo igualmente nesse contexto que terá lugar a sua presença no Brasil.O atual navio-escola Sagres é o terceiro navio com este nome a desempenhar funções de instrução náutica na Marinha Portuguesa. Foi construído nos estaleiros de Hamburgo em 1937, como navio-escola da Marinha Alemã, sendo chamado Albert Leo Schlageter.No final da 2ª Guerra Mundial, o navio foi capturado pelas forças dos Estados Unidos, sendo, em 1948, cedido à Marinha Brasileira. No Brasil foi baptizado de Guanabara, servindo como navio-escola até 1961, data em que foi adquirido por Portugal para ser usado em substituição do então N.R.P. Sagres 2 (ex-Rickmer Rickmers). O navio recebeu o mesmo nome do antecessor, entrando ao serviço da Marinha Portuguesa em 8 de Fevereiro de 1962. As informações são da Embaixada de Portugal no Brasil.
Minha nota: Em simultâneo foram construídos o Horst Vessel(hoje Eagle) , e o Gorch Foch(hoje Tovarich) e ainda o Mircea , por encomenda da Marinha Romena.
Qualquer dia , pois essas coisas estão na moda , os alemães exigem a devolução dos navios!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

MUDA A HORA



No dia 26 de Outubro, tem início o período de "Hora de Inverno". Assim, os relógios irão ser atrasados de 60 minutos às 2h00 da madrugada de Domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h00.
O pessoal do quarto da meia noite às quatro é que se lixa
PS: Como os Portugueses estão já tão atrasados ficam dispensados de cumprir o preceito