sábado, 26 de março de 2011

O Big Brother

Isto de trazer um telemóvel no bolso é mais complicado do que julgamos. É como trazer um lembrete que diz sempre onde nós estamos. As operadoras de comunicações móveis obtém e guardam inúmera informação dos clientes, da qual a localização é só uma parte. De sete em sete segundos a companhia determina qual a torre mais próxima do telefone, para fazer o roteamento mais eficaz das chamadas. Assim, em qualquer instante, a operadora sabe onde estamos, regista e guarda essa informação, mas as operadoras não gostam de dizer que dados é que guardam. Um político alemão foi a tribunal para obrigar a divulgação dos seus dados pessoais e descobriu que, nos últimos seis mêses, a sua operadora tinha registado as suas coordenadas 35.000 vezes. Todos os seus percursos estavam registados.
De facto estamos lixados, só falta dormirem na cama connosco.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Portugal e o síndrome de Pinóquio

Por mais PECS aprovados ou não, por mais declarações do Primeiro ministro e dos seus boys (ministros ou caceteiros de serviço) façam, os mercados continuam sem lhes dar ouvidos, não acreditam e vão subindo os juros da dívida portuguesa. Pelo contrário, parece que quanto mais o primeiro ministro clama, mais os juros sobem, o que quer dizer que os mercados reagem proporcionalmente em sentido contrário ao seu clamor.

Entretanto os especialistas vão debatendo o problema e nós vamos ouvido, lendo e tentando perceber. A única conclusão a que um leigo como eu pode chegar, é que o recurso a ajuda externa, para além de ser imprescindível, passará sempre por uma intervenção mais ou menos profunda do FMI.

Hoje de manhã lembrei-me do Pinóquio. A partir de uma determinada altura, que não consigo precisar, mas já lá vão uns anos, quer o engenheiro Sócrates fale verdade ou mentira o nariz, aparentemente, passou a crescer sempre. Hoje, sempre que ele aparece em qualquer lado os mercados vêem sobreposta a imagem de um apêndice nasal desmesurado. . O pior é que a doença contaminou todo o Governo e mesmo algumas figuras do partido se não se põem a pau e não se calam muito depressa passam a sofrer do mesmo síndrome. E o próprio pais, apesar da imagem geográfica que nós temos dele o não o favorecer, ainda acaba por ver crescer o Cabo da Roca.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Elizabeth Taylor

Outra estrela que iluminou a nossa juventude ... partiu ontem, aos 79 anos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Porque No Te Callas!

Com a devida vénia reproduzo uma imagem , intitulada "Um monstro com tendência para engordar" integrada num artigo de João Silvestre, publicado no caderno Economia do semanário Expresso, de 19 do corrente.
Como se pode verificar, todos os partidos do "arco da governação" (como eles gostam de se intitular) são cúmplices no regabofe de gastar o que não temos e, depois, queixam-se dos "mercados", da chanceler da Alemanha e de outros terceiros
Porque é que os partidos, em vez de se queixarem dos outros, não metem a mão na consciência (se é que a têm!) e arrepiam caminho? E porque é que não aceitam o conselho do rei de Espanha e não se calam? Tenho sempre o maior prazer em, quando aparece um dos palradores desses partidos, cortar-lhes o pio, seja na rádio, seja na televisão. E também não leio o que eles escrevem ou, mais frequentemente, o que deles escrevem.
Nota: admito que o meu conhecimento de castelhano seja tão limitado que o título tenha erros. Mas era tão bom que nunca mais os ouvíssemos ou ouvíssemos falar deles!
"Desculpem lá qualquer coisinha!"

O abismo

Trazidos, calmamente, até à beira do abismo ... será hoje o dia do "passo em frente"?????

sábado, 19 de março de 2011

Isto É Que Vai Uma Crise!

Recomendo vivamente a leitura do artigo de opinião de Miguel de Sousa Tavares, no Expresso de hoje, intitulado"Deolinda Est Cartago".

E, a despropósito, lembrei-me de um programa radiofónico da nossa infância/juventude (?) denominado "Os Três da Vida Airada" - O Cócó, o Ranheta e o Facada. Só não sei qual será cada um deles, na actualidade, os três comediantes desta peça de teatro, qual "Guerras do Alecrim e Manjerona", denominada Crise Política Portuguesa.

Tenham um Bom Dia do Pai e bom fim de semana.

quinta-feira, 17 de março de 2011

REFORMADOS




Para os que ainda não se aperceberam do que lhes vai acontecer, junto duas imagens optimistas. A primeira no sul da Europa e a segunda no país modelo do sistema que vai ser implementado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O país sou eu!

O PM disse, na entrevista de ontem ,que tinha sido leal ao país. Mas o país, numa democracia, é constituído pelo "povo" e os seus representantes, entre outros, o Presidente da Republica, a Assembleia da República e os partidos, pelo menos.

Como é possível ser leal ao país sem o ser em relação às pessoas e instituições que constituem o país?

O "REI SOL" dizia "L'état c'est moi" . O PM não diz tão completamente, mas está convencido disso!

domingo, 13 de março de 2011

Demagogia


Esta figura do PS e do governo, que se torna cada vez mais caricatural para não dizer outra coisa, afirmou que não é com demagogia que se vai resolver o problema dos jovens. Eu acrescento, dos menos e dos mais jovens já que os mortos os têm todos resolvidos de vez, porque mesmo que inventem para eles impostos e taxas serão os seus herdeiros a arcar com as responsabilidades.

Claro que a demagogia não resolve os problemas, mas o que é que os partidos e os políticos nos deram até agora e nos podem oferecer no futuro senão demagogia e mentira?

Estive ontem na manifestação do "país à rasca"  em Lisboa. Não gosto muito de participar em manifestações e por isso só participei em algumas antes do 25 de Abril por dever cívico. Depois, participei em algumas datas comemorativas. Por isso, durante o desfile não me entusiasmei com o ambiente e fui tentando observar o que via e interpretar o que estava em causa.

A primeira constatação foi a de que as pessoas gostam da política, querem ter opiniões políticas e sobre as políticas, querem ouvir e ser ouvidas, querem participar.

A segunda constatação foi a de que o asco pelos partidos e pelos políticos era um sentimento transversal em todas as pessoas, em todos os cartazes, palavras ordem ou conversas entre as pessoas.

È claro que, se quisermos ser racionais, não somos capazes actualmente de perspectivar alternativas para a democracia sem partidos, no sentido de organizações capazes de exprimir as opiniões, sentimentos e necessidades das pessoas relativamente à forma como a polis deve ser dirigida. Mas temos de admitir que é possível encontrar outras formas de atingir os mesmos objectivos, quer mudando as características que, no presente, definem a estrutura, organização e modos de actuar dos partidos, quer encontrando outras formas de organização das vontades e aspirações dos povos.

Já no que se refere aos políticos, o sentimento geral  é de nojo, raiva, desprezo  e complementado pela ideia de que podemos bem prescindir deles enquanto profissão e corporação.

Fala-se muito nos funcionários públicos, nos professores, nos militares como corporações só interessadas no seu umbigo e vivendo às custas do orçamento, quando a corporação que mais suga nas veias do país é precisamente as dos políticos profissionais organizados em partidos.

Para fazer política não são precisos políticos, mas cidadãos que se disponibilizem a trabalhar para a polis, sem se tornarem políticos profissionais. Para isso o trabalho político terá de ser remunerado, mas sempre temporário, por períodos limitados e do qual, embora resultam satisfação e benefícios pessoais estes  não ultrapassem os limites determinados pela lei e pela ética.

À margem. Encontrei alguns camaradas o que me confortou e me confirmou que os valores que nos levaram, em 1974, a romper com o regime político então vigente, não adormeceram à sombra das carreiras e vidas instaladas.

Crise nuclear no Japão

Como se não bastasse a tragédia provocada pelo tremor de terra e "tsunami" eis que os japoneses, e não só, se vêem a braços com uma tremenda crise nuclear de que ainda não se conhecem todas as dramáticas consequências. Independentemente do que acontecer localmente, parece-me que este episódio vai ter directa influência no futuro desta perigosa forma de energia. Em Portugal o "lobby" pró-nuclear deve estar ferido de morte!

sábado, 12 de março de 2011

Coitadinhos dos Professores

Vi, agora, na televisão que esta sub-divisão dos coitadinhos portugueses se tinham concentrado no Campo Pequeno.

Eles que se cuidem!
Lembro-me que, há cerca de 36 anos, houve quem quizesse concentrar os Reaccionários no Campo Pequeno. Com consequências trágicas (para os reaccionários, evicentemente).

Será que os coitadinhos dos professores são reaccionários? Não me parece, pois vi na televisão um dirigente da CGTP, suponho.

Esperemos que deixem sair os coitadinhos dos professores, após a manifestação!

Tenham um bom fim de semana, coitadinhos dos militares!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Geração à rasca - todos à rasca!


Com ar sério e compenetrado aquele que dizem ser o pior ministro das finanças da Europa anuncia que nos vai mais uma vez aos bolsos, mas continua a não se ouvir nada que se refira aos partidos e aos seus boys e girls.

O PR disse no seu discurso de tomada de posse que há um limite para o esforço que nos está a ser pedido.

Acho que esse limite já foi ultrapassado. Estarei amanhã com os meus filhos na Avenida da Liberdade e no Rossio.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Obras no paredão

( Para ampliar, "clicar" nas imagens)

Parece que, finalmente, as obras no paredão de Cascais (junto ao palacete Palmela) se aproximam do fim e dentro de pouco tempo se poderá voltar a passear sem dificuldades de maior. O mesmo não se pode dizer do outro extremo pois entre a praia da Poça e a da Azarujinha foi colocada a grade que a seguir se mostra.

Não se vê qualquer informação/justificação para o obstáculo e não se vislumbra qualquer trabalhador em actividade nas proximidades. Será que o espaço passou à esfera privada? Ou será que as autoridades (?) competentes para colocar o gradeamento não julgam necessário informar das razões de tal procedimento? Os utentes não mereceriam, pelo menos, um simples "Pedimos desculpa pelo incómodo - Seremos breves".

terça-feira, 1 de março de 2011

Duas Baixas




Jane Russel e Annie Girardot partiram ao mesmo tempo. Apesar de serem de épocas diferentes, fazem parte do nosso passado cinéfilo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Kadafi cantor