domingo, 7 de setembro de 2008

GOOD NEWS

A Marinha portuguesa vai fazer deslocar uma vez por ano a África um dos seus navios para realizar acções de formação e cooperação técnico-militar com as suas congéneres dos países africanos de língua portuguesa.
De acordo com Luís Proença Mendes, comandante do navio escola Sagres, a iniciativa deverá envolver todo o tipo de navios da Marinha portuguesa.
"A Marinha tem a intenção de mandar um navio todos os anos a África. Poderá não ser sempre a Sagres, que é necessária noutros pontos do mundo. A ideia é aproveitar, por exemplo, a passagem de fragatas para mostrar o resto das operações navais", disse à Agência Lusa o comandante da "Sagres", que fez a viagem inaugural desta iniciativa da Armada portuguesa.
Em Maputo, onde chegaram durante esta semana, o navio escola português recebeu hoje a bordo um grupo de cerca de 40 militares da Marinha moçambicana, na sua maioria fuzileiros, a quem ministrou formação em áreas como o combate a incêndios a bordo ou resposta a ameaças terroristas.
"Estamos a fazer uma actividade de apoio à formação técnico-militar que é um pouco nova para a Sagres, que normalmente faz instrução, visitas às comunidades portuguesas e apoio à política externa do país. Viemos destacar e apoiar os nossos camaradas que estão aqui em cooperação e assessoria técnica", acrescentou.
Na sua segunda viagem a Moçambique (esteve no país pela primeira vez em 1993), a "Sagres" efectuou paragens em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola, onde efectuou acções semelhantes.
"Não viemos dar cursos nem dar nada de muito complexo, viemos partilhar o nosso navio. Estas marinhas estão em fase de desenvolvimento, estão em fase de formação e não têm navios deste género. Aproveitamos o facto de termos aqui o navio e mostramos ao pessoal que já está formado como é que é a nossa organização", elucidou.
Rosário Gabriel Teixeira, oficial da Marinha moçambicana, saudou a iniciativa da congénere portuguesa, salientando que se trata de uma oportunidade para "recordar" e "pôr em prática" ensinamentos relacionados com a sua formação militar.
"Conseguimos tirar proveito e recordar aquilo que nós somos. Mais importante, pôr em prática e trocar impressões com os nossos colegas portugueses, que são os que nos dão maior apoio nesta área", disse.
Para o militar moçambicano, "era importante haver mais acções deste género".
"Os exercícios e a prática são importantes para não ficarmos esquecidos numa área que exige uma formação contínua", reforçou.
Na segunda-feira, a "Sagres" ruma à cidade da Beira, no centro de Moçambique, onde permanecerá até 17 de Setembro.
Depois regressará a Portugal dobrando o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.
A chegada a Lisboa está prevista para 29 de Novembro.
texto lusa

1 comentário:

O Orlando Temes de Oliveira disse...

Um perfeito exemplo em como a Marinha serve a diplomacia. 20 val!
E já agora será de realçar o relce que Marcelo Rebelo de Sousa deu ao fazer o seu programa de domingo , em solo Moçambicano mas ao lado da Sagres (frisando que era Portugal que ali estava (não esquecer ter tambem o ter mostrado os pasteis de nata..)
Afinala vida pode ser fácil..