terça-feira, 16 de setembro de 2008

Militares na rua em Encontro Nacional

Li, arrepiado, no semanário Expresso, de 13 de Setembro, na página 11, a seguinte notícia, subordinada ao título em epígrafe:
"PROVOCAÇÃO. É assim que as associações militares qualificam a atitude do Governo, que no seu entender nada faz para travar a degradação da sua condição. Esperam dezenas de milhares de militares e suas famílias para um Encontro Nacional no Rossio, a 18 de Outubro, seguido de desfile até à Praça do Comércio. A assistência na doença (ou a falta dela) e a ausência de definição das carreiras são os pontos principais da polémica que opõe o Governo às associações."
Por favor, digam-me que esta notícia não é verdadeira! Lá temos a repetição de militares escondidos atrás das saias das mulheres (e das calças dos reformados)?
É por estas (e por outras) que eu não quero ser sindicalizado! E, assim, espero nunca vir a ser membro de tais associações! Nem que seja obrigado!
Tenham uma boa semana (de trabalho ou de lazer)!

7 comentários:

O Fernão disse...

A ASMIR não entra nestas bagunças, pelo que, apesar de ser a maior associação de militares não merece a atenção dos "media". Será por acaso ou está tudo ligado?

O Manel disse...

A minha Associação , já o disse , é a Marinha e o Secretário geral o CEMA.

Se ela não funciona a culpa não será minha.

O Orlando Temes de Oliveira disse...

Realmente manifestações de rua de militares não é lá muito adequado.
Mas já agora pergunto:
1- Será que os problemas resultantes do assalto à instituição militar estão sanados?
2- Estão esgotadas as outras formas de fazer valer os direitos dos militares?
3- Será que os oficiais da Armada do activo já se fardaram, pegaram na espada e foram falar com Superintendente do Pessoal, como um grupo fez há uns anos atrás (e, que eu saiba, até resolveram o seu problema.

Se não há respostas para isto, expliquem-me como se vai resolver...

O Selva disse...

Pois ... pois ... É suposto que a Marinha, o Exército e os seus chefes resolvam (ou lutem por resolver) os problemas dos militares!
Não concordo com manifestações de militares na rua e muito menos meter na "bulha" as famílias, mas isto só acontece porque os problemas se arratam sem soluções à vista (entretanto outras instituições vão resolvendo a contento os problemas dos seus profissionais.
As perguntas do Temes são na verdade muito pertinentes.

O Nunes da Cruz disse...

O que a mim me arrepia é que se tenha de chegar a este ponto para chamar a atenção de alguns problemas dos militares que não têm congregado as vontades necessárias para serem resolvidos.
Nem têm sido conhecidas quaisquer tentativas para tal, por parte de quem de direito.
É um facto, infelizmente, de que nos últimos anos os grandes problemas de algumas instituições ou grupos sociais (só) tem sido resolvidos através da agitação da opinião pública.
É uma prática que tem sido aceite pelo poder político e a que os militares não são imunes. Julgo que todos sabemos porquê.

O LSN disse...

A notícia em que o JBR não quer acreditar tem uma grande verdade: este governo nada faz para travar (antes acelera) a degradação das condições de vida dos militares, nomeadamente no que diz respeito à assistência na doença, o que tem sido bem sentido pelos reservistas e reformados. Qual a alternativa que estes têm para fazer ouvir a sua voz? É comer e calar?

O J Lourenço Gonçalves disse...

Sim,como diz o Silva nunes qual a alternativa? Quem fala pelos reservistas e os reformados? Certamente que não os chefes mlitares pois esses só se interessam (quando se interessam) pelos problemas dos militares no activo.
E, por outro lado, quem trava a degradação dos vencimentos dos militares? Lembro-me que aqui há uns anos o vencimento dum juiz de círculo (com 10 anos de carreira) estava equiparado ao vencimento dum c.m.g. Agora já ultrapassaram em muito esta equiparação e, daqui, a pouco, um juiz no início de carreira ganhará tanto como um c.m.g. É que os juízes já estão a fazer novamente reivindicações salariais e já dizem que não são aumentados há 16 anos!