Texto do Almirante Moura da Fonseca
Aqui segue cópia do texto do Almirante Moura da Fonseca a que se refere o artigo sobre o DFE 12.
Contrariamente ao que é dito no artigo, o Almirante Moura da Fonseca não me ofereceu qualquer espécie de solidariedade na altura em que o general Spínola ordenou a operação, apesar de eu lhe ter chamado a atenção para a necessidade de analisar os acontecimentos que estavam na origem dessa decisão através de um ponto de vista diferente do que estava a ser seguido.
Depois do discurso do general ao destacamento em formatura deve ter tomado consciência do que se estava a passar e na operação acompanhou numa lancha rápida os botes em que o seguia o destacamento, a subida do rio Curubal até ao ponto de desembarque. Na altura considerei esta atitude quixotesca, perigosa e mais uma preocupação com que tive de lidar. É verdade também que isso ajudou a elevar a moral do pessoal do destacamento e, porque não aconteceu nenhum azar, teve efeitos positivos.
O Almirante Moura da Fonseca estava ainda há pouco tempo na Guiné e nessa altura as suas relações com o general Spínola pareciam muito boas. Só mais tarde e por razões que desconheço se deterioraram.
O texto anexo foi escrito num livro de memórias que me ofereceu é mais tarde entregue (julgo que com algumas pequenas alterações pois não consegui encontrá-lo) a todos os elementos do destacamento durante um dos almoços anuais que o pessoal realiza. Ao saber que íamos realizar esse almoço e porque se comemoravam na altura, creio que os 20 anos da operação, manifestou a sua vontade de estar presente e falar a todo o pessoal. Tive muito gosto em convidá-lo e julgo que o ter estado presente e ter falado lhe proporcionou um momento de prazer.



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