domingo, 30 de maio de 2010

"Estórias da nossa vida"

A Crise. Persiste!...

Em Setembro de 2007, teremos tido os primeiros sinais indicadores de pré crise, após a “descoberta” das “subprime”(hipotecas de altíssimo risco). A partir desta data, começou a percepção de que algo não estaria bem, como os políticos e demais comunicadores do “interesse público” vinham dizendo. E, se bem que lentamente, começou a diminuir a “confiança”, “ingrediente” fundamental à manutenção da ligação e interacção de todos os elementos constitutivos do sistema. Diminuição e quebra que se acentua, em particular, desde o Estio de 2008, quando tiveram início as grandes injecções de capital, directas e indirectas, em variadas instituições financeiras públicas e privadas, nos “USA” e na “UE”. ”Reengenharia Financeira” realizada pelos governos directamente e, ou, por instituições privadas com o aval do Estado. Estas intervenções, só por si, indiciam a tendência para uma concentração, se bem que de forma suave e lenta, nos mercados financeiros. Estas intervenções, tão contrárias aos princípios do não intervencionismo estatal, tão do agrado dos poderes instituídos, e que impuseram a adopção de políticas e medidas como moeda de troca das ajudas públicas, são divulgadas e justificadas como um “mal menor".

Começamos a ver, com alguma frequência, tentativas para convencer a opinião pública de que o pior já terá passado. Isto, para induzir no imaginário do cidadão de que já se descolou da estagnação e se começou a entrar na “antecâmara” do crescimento. Mas, será mesmo assim?

Com o súper endividamento e a falta de liquidez, o desemprego crescente, a rondar os 11%, a diminuição do poder de compra da população, ainda existirão meios para acorrer às situações de necessidade e, ou, tábuas de salvação? Ou assistiremos neste ano de 2010, infelizmente para desgraça nossa, a um contínuo definhar da actividade económica que se acentuará, “sem apelo nem agravo”, no último trimestre do ano? Será que então chegou a “CRISE”, uma queda profunda e inexorável, com deflação e depressão, em nada semelhante ou comparável com as crises a que assistimos, desde o choque petrolífero de 1973/1979? Semelhante nos efeitos à dos anos trinta do século passado? O “Grande “Crash de 1929”.

Oxalá as minhas dúvidas e interrogações não passem disso mesmo.

Passem uma boa semana. Até sempre. E, um Abraço.

2 comentários:

O Jorge Beirão Reis disse...

Disse um Presidente da República, há já alguns anos nas celebrações do 25 de Abril, que "há vida para além do défice".

É esta a nossa vida para além do défice!

Continuemos a endividarmo-nos alegremente (estamos a endividarmo-nos para pagar dividas anteriores). Como já acima citado "seria ridículo, se não fosse trágico!"

O José Cruz disse...

Não só as dívidas como os juros das mesmas, o que é muito mais grave!