segunda-feira, 31 de maio de 2010

ORIGINALIDADES

Gosto muito de ler os autores que traduzem brilhantemente o que me vai na alma e sou incapaz se o exprimir de forma conveniente.
Assim, com a devida vénia, transcrevo o último parágrafo do artigo de José Carlos de Vasconcelos, publicado na revista Visão, de 27 de Maio (lamento o atraso, mas só dedico às leituras os fins de semana):
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PORTUGAL TEM VÁRIAS originalidades, a mais recente das quais será ter passado a haver, de par com outras “instituições inorgânicas”, chamemos-lhe assim, a dos Antigos Ministros das Finanças. Trata-se de um grupo para discorrer sobre as teorias de Keynes, Friedman ou Krugman, para recordar os tempos de passagem pelo Governo ou para fazer umas grandes almoçaradas? Nada disso. Os Antigos Ministros das Finanças aparecem em tudo o que é sítio, desde os múltiplos média, com destaque para as televisões, às antecâmaras de diversos poderes e ao Palácio de Belém, a ensinarem ao País como se deve salvar o País. O País que este péssimo de Finanças, como se sabe, não apenas pelo que se passa agora, antes também porque, ao longo de décadas, eles, ou quase todos eles, o ajudaram a afundar quando foram ministros das Finaças. Com o devido respeito por alguns, que aprecio, isto é, pelo menos, surrealista!”.
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Eu acrescentaria apenas, como dizia um nosso camarada mais antigo: “seria ridículo, se não fosse trágico!”.
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Tenham uma boa semana de trabalho, ou de merecido descanso!

7 comentários:

O Jorge Gonçalves disse...

Já por várias vezes tinha expressado este pensamento. Em vez de mandar bocas fora do "ring" o que eu gostaria é de vê-los a executarem os remédios milagrosas que propõem. Sobretudo, o "execrável" Medina Carreira que, se a memória não me atraiçoa, foi dos piores Ministros das Finanças do pós 25 de Abril!

O Jorge Beirão Reis disse...

Concordo contigo.
Sempre que ele aparece na televisão, mudo logo de canal. Nem ouço o que ele pretenderá dizer

O Ferreira da Silva disse...

Embora concorde com a generalidade, não o faço para a especialidade, em especial no que concerne ao Medina Carreira. Há anos, bastantes anos, que o vejo e ouço a clamar que o rei vai nu.
Os economistas bem pensantes e politicamente correctos foram sempre desvalorizando o que ele foi dizendo. Mas parece-me que afinal foi o único que se aproximou da terminação que nos saiu.

Resumindo ... É um personagem que possivelmente exagera para que alguma coisa da verdade vá ficando.

O Jorge Gonçalves disse...

Pois. O que eu gostava é que ele tivesse vestido o Rei quando teve oportunidade de o fazer. Agora, perdeu a oportunidade e, pelo menos por pudor, deveria estar calado!

O Nunes da Cruz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Nunes da Cruz disse...

Como sou de poucas palavras, aproveito o que os "bloguistas" anteriores escreveram para registar a minha concordância com o escrito do JBR e com o comentário do Selva.
Apenas acrescento quanto a este último que o Medina Carreira, embora com um estilo agressivo, desassombrado e concedo que exagerado, sustenta tudo o que diz com estatísticas oficiais, nomeadamente do INE e do BP. Infelizmente parece que tem tido razão antes de tempo, o que tem levado a não ser tomado em devida conta.

O Jorge Gonçalves disse...

Pois...que chatice só não tido razão quando foi Ministro das Finanças! Será que não via os dados estatísticos?