Palmeira
É isto o que resta da velha "Palmeira" da parada das Instalações Centrais da Marinha.
Já vinha, ao que consta, do tempo do Arsenal de Marinha, ali instalado até ser criado o também defunto Arsenal do Alfeite, na década de trinta.
Consta também que resistiu a vários ataques ao longo do tempo, um dos quais, conta um camarada mais antigo, derrotado pela acção romântica e decidida de um velho funcionário das Construções Navais, de nome Matos, que se sentou na sua base declarando que só sairia dali se e quando lhe prometessem que ela seria poupada. Assim sucedeu.
Desta vez não resistiu nem houve ninguém que por ela chamasse às armas. Foi abatida ao efectivo, sem passar pela Reserva nem Reforma.
Não sei qual o artigo da Lei do Orçamento que determinou mais este êxito dos cortes.
No primeiro dia cortaram-lhe as folhas. Num segundo, metade do tronco. No último, deixaram-a neste estado.
Qual o seu "crime"? Certamente ter sido posta off-side pelas suas jovens congéneres ali geomètricamente plantadas aquando das obras do Metro.


1 comentário:
Quase de certeza que foi ORDEM do complexado ministro aguiar hifen branco.
Assim prepara-se para nomear um amigo como Presidente da Comissão para abate de palmeiras na Marinha.
Seguidamente despacha a criação da Comissão de abate de palmeiras nas FA, constituída por 7 civis amigos e membros do PSD, 1 familiar e um cabo de engenharia que foi jardineiro na Câmara de Esposende.
Ponham-se a pau
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