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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Memórias da Reserva Naval no Comando das Lanchas de Fiscalização

O nosso camarada Orlando Temes de Oliveira, que coordena com dedicação e entusiasmo o Círculo do Mar da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), organizou ontem uma sessão evocativa para destacar o notável contributo que os oficiais da Reserva Naval deram à nossa Marinha entre 1958 e 1975, designadamente nas chamadas “guerras do fim do Império”. 
Sob o título “Memórias da Reserva Naval no Comando das Lanchas de Fiscalização”, falaram alguns dos antigos comandantes da Reserva Naval que descreveram os seus desempenhos operacionais, as suas emoções e as suas memórias, em locais tão distantes e exóticos como o rio Zaire, o Lago Niassa ou os rios da Guiné. Foi uma sessão muito concorrida, a que estiveram presentes não só muitos oficiais da Reserva Naval, como também muitos oficiais do Quadro Permanente, a demonstrar que se conserva bem viva a intensa camaradagem e o companheirismo daqueles tempos. 
Ali estiveram alguns dos protagonistas dos combates navais da Índia de 1961, das famosas operações logístico-navais do Lago Niassa, dos combates nos rios da Guiné e dos últimos dias da administração portuguesa de Timor de 1975. Com depoimentos e discursos na primeira pessoa, a sessão foi um verdadeiro encontro de História ao Vivo, porque poucas vezes se reúnem presencialmente tantos daqueles que escreveram uma das páginas mais importantes da nossa História recente. 
Parabéns ao nosso OCeano Temes de Oliveira por esta tão bem conseguida iniciativa!

sábado, 25 de abril de 2020

VIVA O 25 DE ABRIL


O 25 de Abril de 1974 aconteceu há 46 anos e foi o dia da restauração da liberdade. Os mais novos não sabem o que é viver sem liberdade e sem democracia, enquanto alguns dos mais velhos parece terem esquecido como era viver em ditadura. Aqui saúdo o 25 de Abril com o rosto do jornal República de 26 de Abril de 1974 e com um poema de Sophia de Mello Breyner.

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Viva o 25 de Abril!

domingo, 24 de setembro de 2017

Ainda o nosso jantar de há 52 anos


Aqui deixo o  meu contributo para a memória fotográfica que evoca o jantar que há 52 anos nos reuniu, onde se pode observar a boa disposição de todos e verificar que então se bebia bem, que se usava gravata e que ainda não havia carecas no Curso.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Um Natal na Guiné em 1971 (II)

Ainda no rio Cacheu que corria ao longo da fronteira entre a Guiné Portuguesa e a República do Senegal e com o objectivo de contrariar a logística de penetração do PAIGC no território guineense, havia em 1971 um dispositivo naval permanente, constituído por uma LFG e duas LDM, para além das regulares patrulhas dos botes dos Fuzileiros, estacionados em Ganturé.
No dia 20-12-1971, há exactamente 43 anos, a LFG Sagitário deixou uma mensagem natalícia na margem norte do rio e nas proximidades da clareira do Iador, dedicada a quem por ali passasse, que eu próprio fotografei a partir da ponte do navio.  Dedico essa fotografia aos leitores da Água Aberta e, muito em especial, aos que por lá passaram antes ou depois daquele dia.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um Natal na Guiné em 1971 (I)

Naquele tempo os nossos navios navegavam frequentemente ao longo das cerca de 150 milhas do curso navegável do rio Cacheu, na antiga Guiné Portuguesa. Num dia de Dezembro de 1971, a LFG Sagitário largou da estacada-cais de Ganturé e navegou para montante até Farim, passando por Binta. A guarnição do navio afixou uma mensagem de Boas Festas dedicada aos militares que nessas localidades/aquartelamentos “vinham ver a malta da Marinha”. Para a posteridade ficou a fotografia que aqui se divulga e que agora utilizo como cartão das Boas Festas que dirijo aos leitores do nosso blogue.