segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bom dia OC!

Christoph Willibald Gluck, um dos mais importantes compositores do período clássico, nasceu em Erasbach, na Baviera, no dia 2 de Julho de 1714.
Aprendeu música quase às escondidas, pois o pai contrariou sempre essa vocação, tendo levado Gluck a sair de casa aos 22 anos para conseguir melhorar os seus conhecimentos musicais, primeiro em Viena e depois em Milão, onde teve como professor o compositor italiano Giovanni Battista Sammartini.
Embora influenciado pela música italiana, Gluck renovou a ópera, dando mais força às aberturas, ao drama e aos coros, eliminando ao mesmo tempo árias pomposas ou recitativos inúteis.
A mitologia grega foi um dos seus temas preferidos, inspirando-lhe seis das mais de cem óperas que compôs, sendo Orfeo ed Euridice a mais conhecida e, por sinal, a última.
Gluck viveu a última parte da vida em Viena, onde até foi professor de canto e de cravo de Maria Antonieta, futura rainha de França. Foi nesta cidade que Christoph Willibald Gluck morreu no dia 15 de Novembro de 1787.

ESTAMOS QUASE ........


Primeiro levaram os negros.
Mas não me importei com isso.
Eu não sou negro.


Em seguida levaram alguns operários.
Mas não me importei com isso.
Eu também não sou operário.


Depois prenderam os miseráveis.
Mas não me importei com isso,
porque eu não sou miserável.


Depois agarraram uns desempregados.
Mas, como tenho o meu emprego,
também não me importei.


Mas agora estão a levar-me.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
ninguém se vai importar comigo.



Bertold Brecht, ressuscitado

domingo, 1 de julho de 2007

Língua Portuguesa - Fresquinhas

Extractos do Guia Praias 2007, que acompanha a revista Visão de 28.6.07:

1 - Futebol de praia (Praia da Rocha) :
28 Julho: ALL STARS Game
18 e 22 Julho: Summer Storm (Mundialito de Futebol de Praia)

2 - Fotografia (Portimão) :
21 Julho a 12 Agosto: World Press Photo

3 - Náutica (Marina de Portimão)
19 a 25 Agosto: Breitling Med Cup (Troféu de Portugal TP/52)
28 e 30 Setembro: Powerboat P1 World Championship (Grande Prémio de Portugal)

ACORDOU

Depois de uma vida de hibernação , e silenciosamente atento a tudo que se passava , interveniente onde devia e apostador consciente e certeiro ;
Eis que Joe Berardo acorda e de pistola à cinta atira em todas as frentes , acertando em cheio nos , até aqui , intocáveis deste País.
Belmiro , na OPA da PT , Jardim Gonçalves , nos estatutos do BCP , Mega Ferreira , no Museu Berardo , Direção do Benfica , na elevação do preço das acções.
E aguardemos o que por aí virá . O seu lema é "Or my way or take the Highway.."

C.R. Boxer (4)

«Uma das diferenças marcantes entre o império oriental português e o império ocidental espanhol foi a de que o primeiro tinha um notório aparelho militar, enquanto o último, depois da conquista do México e do Peru, era essencialmente um império civil. (...) Praticamente todos os homens portugueses que partiram de Lisboa para Goa durante três séculos foram para o Oriente ao serviço da Coroa. (...) Os fidalgos e os soldados que casavam depois da sua chegada à Índia eram geralmente autorizados a deixar o serviço real, se o desejassem (...) os restantes eram chamados soldados e estavam sujeitos a prestar serviço militar até morrer, desertar, casar ou ficar incapacitados por feridas ou doenças. (...)
Muitos soldados experimentados, além do autor anónimo de um tratado quinhentista acerca do Primor e Honra da vida soldadesca no Estado da Índia, concordaram que todos os asiáticos eram aberta ou secretamente inimigos dos portugueses. "E isto não é de espantar porquanto somos os inimigos declarados de todos os descrentes por isso não é de surpreender que nos paguem na mesma moeda... Não podemos viver nesta região sem armas na mão, nem comerciar com os nativos senão da mesma maneira, estando sempre em guarda." Considerando a insistência com que tantas pessoas que estavam em posição de julgar afirmaram que a Ásia portuguesa era um empreendimento militar, é bastante curioso que a Coroa fosse tão lenta na organização de um sistema militar apropriado para a sua manutenção... Durante mais de 150 anos depois da conquista de Goa por Albuquerque, os os soldados portugueses no Oriente (e, no que diz respeito a este assunto, também em África) não estiveram organizados sob a forma de um exército regular, mas sim, em companhias e pequenas unidades que eram mobilizadas e desmobilizadas consoante a ocasião.»

Bom dia OC!

Hoje é o dia da Força Aérea, assinalando o 55º aniversário da sua criação no dia 1 de Julho de 1952. Aqui fica uma saudação para os camaradas desse jovem Ramo das nossas Forças Armadas.
Merece ser também assinalada a passagem do 140º aniversário da publicação da Lei de 1 de Julho de 1867 que aboliu a pena de morte para todos os crimes civis. A última execução de pena de morte por delitos civis tinha ocorrido em Lagos, em Abril de 1846.
Para crimes do foro militar, a pena de morte manteve-se até 16 de Março de 1911. Contudo, a participação de Portugal na I Guerra fez com que fosse restabelecida em 1916, em “caso de guerra com país estrangeiro, em tanto quanto a aplicação dessa pena seja indispensável, e apenas no teatro de guerra”.
Tenham um excelente Domingo!

sábado, 30 de junho de 2007

Língua portuguesa

Há já algum tempo que me venho insurgindo contra o uso e abuso de palavras e expressões estrangeiras, normalmente inglesas, no nosso quotidiano. Porém, este estado de espírito não se tem manifestado para o meu exterior, à excepção de um ou outro desabafo entre amigos.

É na TV, é na rádio, é nos jornais, é já nas conversas entre pessoas "cultas" que o fenómeno não pára de se manifestar. E em sectores diversos da sociedade: no desportivo ( talvez por pobreza de linguagem); no económico/financeiro/gestão (talvez por snobismo); no informático (certamente porque nos arrastamos num mundo que caminha anos luz à nossa frente e para o qual pouco ou nada contribuimos (passado) em matéria de investigação ou inovação); mesmo no da linguagem corrente (em que se vão notando algumas aquisições neste domínio). Até nós militares a isso não estamos imunes (lembram-se por exemplo de alguém que se tenha esforçado em arranjar um nome português para o uniforme vulgarmente referido com um sonante "half-blue"?).

Vem isto a propósito de mais uma destas pérolas que acabei de ouvir no noticiário da RTP1 das 20 00h de hoje: o programa VIP, que estão ensaiar no estabelecimento prisional de Braga. Sabem o que significa? Segundo o locutor, que fez o favor de descodificar a sigla, nada mais do que "visit in prison".

Estará esta tendência já relacionada com o facto de em exames recentes de português no nosso ensino secundário não ter sido relevante cometerem-se erros ortográficos?

Reparem no nome que algumas iluminárias estão a dar à próxima taça (em futebol), concorrente/complementar da actual taça de Portugal, a partir da próxima época (?) e a outras manifestações "colturais" ou desportivas em curso.

Desafio-vos a ir fazendo uma lista do que vão ouvindo por aí neste particular e disso dar conhecimento aqui no blog. Talvez alguém quisesse tomar a seu cargo um concurso entre os achados: semanal, mensal, conforme a frequência dos mesmos.

Será que isto é uma manifestação de senilidade da minha parte ou apenas de um dos ainda
defensores e já perigosamente saudosistas do nosso património linguistico? Quem me acompanha?

Cartões ADM - A saga continua...

Convido-vos a ler n'A Voz da Abita (na Reforma), pelo interesse que tem para todos nós, o que foi hoje publicado sob o título acima.

SÃO CARLOS

Não nos fica mal lembrar que o São Carlos faz hoje anos. Foi inaugurado em 1793. Lembro isto não para impressionar o nosso camarada que se queixa do "nível" mas para recordar o nosso "porras" grande melómano que tinha paciência para nos aturar e explicar a alquimia do que se passa naquele teatro. Refiro-me claro só à música.

Moura O'Neill



Outro dos totalistas em matéria de ausências, quer aos almoços quer no blogue.
Mas não é por isso que escapas à lembrança do curso, especialmente neste dia.
Por isso, aqui fica o meu abraço de parabéns com votos de muitos outros com saúde e sempre melhores.

Bom dia OC!

Na sequência da onda que o FdaPonte aqui publicou há quinze dias sobre o Almirante Marquês de Nisa, vem a propósito recordar hoje o seu falecimento no dia 30 de Junho de 1802.
Domingos Xavier de Lima nasceu em 30 de Dezembro de 1765, sendo filho de Thomaz Xavier de Lima Nogueira Telles da Silva, Visconde de Vila Nova da Cerveira e Marquês de Ponte de Lima, e de Eugénia Maria Josefa de Bragança, filha dos Marqueses de Alegrete.
Aos 15 anos abraçou a carreira naval e quando casou, em Novembro de 1790, já era Capitão-de-Fragata. Nesse casamento, para além da mulher (de quem era tio), ganhou também o título de Marquês de Nisa, que já pertencia à consorte, oferecido como presente de casamento pelo Príncipe D. João, futuro rei D. João VI.
A sua ascensão ao Almirantado foi meteórica e em 1795 já comandava uma Divisão, chegando a Chefe de Esquadra em 1797. A celebridade ganhou-a depois no comando da esquadra portuguesa que entre 1798 e 1800 cooperou no Mediterrâneo com Nelson. Este, embora lhe tenha escrito a dizer que … mui altamente aprovo a vossa meritória conduta no bloqueio da ilha de Malta e do envio e intimação para capitular ao exército francês …, não o devia ter em grande conta pois em carta que escreveu a Lord Spencer, Primeiro-Lorde do Almirantado inglês, dizia que … a esquadra portuguesa é de uma total inutilidade. O Marquês de Nisa tem, decerto, as melhores intenções, mas ignora totalmente os assuntos do Mar…
Enfim, vá-se lá saber…
Depois do seu regresso a Portugal em 1800, o Almirante Marquês de Nisa foi nomeado embaixador na corte do Czar Alexandre I da Rússia. Dois anos mais tarde, quando voltava para Portugal, foi surpreendido por um ataque de varíola em Königsberg, a actual Kaliningrado, onde faleceu, faz hoje 205 anos.
A Esquadra do Marquês de Nisa no bloqueio à Ilha de Malta, Alberto Cutileiro, Museu de Marinha

A PIDE ressuscita

Ao fim de 33 anos de “amplas liberdades”, um Governo PS está prestes a operar o milagre da ressuscitação da Polícia Política. Se calhar vai aproveitar a reestruturação das polícias e, à socapa, mete na Lei mais uns artigozitos secretos e ela ergue-se do pó dos tempos. Directores de Serviço já há, a primeira transita da direcção da DREN. Inspectores também, recrutados entre os “bufos” daquela Direcção Regional. Agora estão a preencher os restantes lugares e os primeiros inscritos vêm da Juventude Socialista de Vieira do Minho…
Dizem que, para dirigir esta polícia, sempre sob a tutela do Primeiro Ministro, há uma luta surda entre Correia de Campos e Maria de Lurdes Rodrigues. O primeiro, nos últimos dias, sobretudo desde a conferência de imprensa sobre a exoneração da Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, tem ganho uma forte vantagem. Mas nada está decidido.
Bom, o melhor é parar com a brincadeira, senão ainda vou dentro…

Falando a sério, entristeceu-me ver no noticiário das 21 h. da SIC notícias de ontem (29 de Junho), o Sr. da foto classificar estas “tropelias” ministeriais, apenas como episódios “desagradáveis” que o Governo devia ter evitado. Pelos vistos, a liberdade de opinião foi chão que deu uvas e o vocabulário do Sr. já nem sequer tem a palavra inadmissível. Enfim, mudaram-se os tempos…
Tal como há uns dias elogiei o filho pelo que ele disse sobre o Corpo de Fuzileiros, hoje lastimo a postura pouco edificante do pai relativamente a estes casos.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

C.R.Boxer (3)

«Viajantes estrangeiros comentavam muitas vezes que as tripulações dos navios de guerra portugueses, dos navios da carreira e dos navios do Brasil compreendiam uma variedade notavelmente grande de outras nações numa época em que a profissão de marinheiro era muito mais internacional do que agora. Em particular, os navios da carreira que faziam a viagem de regresso a Lisboa dependiam cada vez mais de escravos negros para completar as tripulações, como explicava o vice-rei da Índia em 1738:

"Todo o pessoal maritimo que se encontra agora em Goa, incluindo oficiais, marinheiros, artilheiros, pagens e grumetes, mal atinge (excluindo os doentes) os 120 homens, o que é exactamente o número necessário para tripular um único navio da carreira na viagem de regresso; especialmente nesta monção, quando não há cafres provenientes de Moçambique e existe uma escassz deles aqui em terra, de maneira que não poderão estar disponíveis para navegar como auxiliares no convés realizando o trabalho duro, como acontece geralmente".

O vice-rei não estava a exagerar. Poderia ter citado o precedente do navio Águia da carreira em 1559, que só se salvou de naufragar no Canal de Moçambique devido aos esforços feitos pelos negros que estavam a bordo, e os funcionários da Casa da Índia declararam enfaticamente em 1712 que muitos dos navios da carreira na viagem de regresso não teriam atingido Portugal "se não fosse o trabalho contínuo dos escravos negros que vão neles".»

Bastos Moreira


D. Pedro (o único): após o seguro sugerido pelo Jota, aqui fica com amizade um abraço de parabéns neste dia festivo para ti, e votos de que continues, contrariamente ao que sucedeu em 1964, a ganhar as tuas regatas pela vida fora e a preservar o extraordinário poder de encaixe com que vais aturando a malta.


P.S. Os monopólios já não são o que eram...

PARABENS D. PEDRO