Em 1961, durante o processo que levou à queda da Índia Portuguesa, o então 2º Ten Oliveira e Carmo bateu-se heroicamente, sacrificando a própria vida na defesa de Portugal. Em sua homenagem, a Armada decidiu que o curso a entrar na Escola Naval em 1962 o teria como patrono. Foi o “OC”. Este curso, que desde sempre fomentou e cimentou fortes laços de camaradagem e amizade, vem criar este espaço de contacto, cuidando assim de aproximar o que a lei da vida vai afastando.
Apesar da CRISE, aí estão os lucros dos 5 maiores bancos em 2008 e 2009. Ainda, não se sabem os lucros de 2009 do "Santander Totta", mas certamente não haverá grandes alterações!... É obra de uma prodigiosa e, ou, imaginativa gestão?...
Só a nossa "querida" Caixa Geral de Depósitos é que teve um bom "rombo". Porque terá sido?... Terá sido por causa do mercado?...Ou porque andou a "tapar os buracos" de outros bancos e a financiar negócios particulares verdadeiramente leoninos?... Lembram-se do negócio da compra das acções da "CIMPOR" ao Manuel Fino?... E, da recente tentativa de OPA, abortada, àquela cimenteira por um grupo brasileiro?... É, bom não esquecer para percebermos que tipo de "governança" temos neste País. Será que os termos em que foi firmado aquele acordo leonino, já estavam desenhados à medida, para a eventualidade do aparecimento de uma OPA que propiciaria ao Manuel Fino um "negócio das arábias"?...
" Portugal será tão mais forte, justo e competitivo quanto melhor conseguir conjugar o apoio ao desenvolvimento económico com a defesa do progresso social.
É esta a lição que sempre resultou dos melhores exemplos do modelo social europeu.
E é nesse quadro que temos que começar hoje a preparar ao desafio maior do amanhã, as alterações demográficas, o envelhecimento da população.
Queremos em Portugal um Estado que saiba apoiar os cidadãos de todas as idades e, em particular, os seus idosos e das suas crianças.
Um Estado atento aos problemas dos cidadãos e das famílias, um Estado capaz de influenciar os instrumentos de desenvolvimento e de confiança económica, propiciadores de um ambiente favorável ao crescimento e à coesão social.
Um Estado que não desista de ninguém, desde os mais excluídos aos mais idosos.
Em suma, queremos honrar e desenvolver as políticas sociais de terceira geração realizadas pelo XVII Governo Constitucional, promovendo mais e melhor emprego, adequando as instituições de regulação do mercado de trabalho aos desafios dos nossos dias, aprofundando o combate à pobreza e às desigualdades.
Queremos preparar o futuro, enfrentando os desafios do presente."
Quem terá produzido e proferido esta bela peça de retórica para "inglês ouvir"?... E, onde?...
Fiz hoje a inauguração da temporada de praia com um grande banho, livre de banheiros, bandeiras, polícia marítima, etc. Uma felicidade que se tem que aproveitar antes que eles cheguem. No meio da crise e da greve poderia ter má consciência por não estar a contribuir para a recuperação do país, mas ao ler as notícias de hoje vi que a agência de notação Standard and Poor tinha baixado as notas da Grécia e Portugal ainda mais; contudo a Grécia saiu fora da escala e atingiu o "junk status", enquanto que Portugal fica acima do "junk". Fiquei mais tranquilo.
“La Península Ibérica en Cifras / A Península Ibérica em Números – 2009” é um produto da boa cooperação institucional iniciada, há vários anos, entre os Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, no quadro do Sistema Estatístico Europeu.
Um amigo enviou-me este texto. Não conheço o Sr. Luís Soares de Oliveira, nem sei se e onde terá sido publicado. Não resisti a, com a devida vénia, o transcrever, sem comentários. . "Quinta-feira, 22 de Abril de 2010 MEMÓRIAS DE UM "PORTUGAL" QUE ERA RESPEITADO Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall. O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão. Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA. Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo numa altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir, a esta distância, a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa. Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - Não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável. Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos. Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral "perpétuo" da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas, ao tempo, por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja". Lembrei-me desta gente e destas máximas quando, há dias, vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado, pública e grosseiramente, pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas. Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses, de hoje, nem esse consolo tem. Estoril, 18 de Abril de 2010 . Luís Soares de Oliveira"
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Tenham uma boa semana de trabalho (ou de descanso).
Meio navio é isto que a fotografia mostra e não aquele lugar que muita gente confunde com meia nau. Neste caso o meio navio é coreano do Sul e foi içado para provar que se afundou com um torpedo dos irmãos do Norte. O próximo capítulo vai ser interessante de seguir.
No 3º quartel do século XVIII e depois da perda das terras da Província do Norte (Baçaim e Chaúl), o Estado da Índia adoptou uma política expansionista que, em larga medida, se inspirou no pensamento e nas directivas do Marquês de Pombal. Sucessivamente, por conquista ou por negociação, o território de Goa juntou às Velhas Conquistas (Tissuadi, Bardez, Salcete e Mormugão), alguns territórios que ainda hoje são conhecidos por Novas Conquistas. Um desses territórios foi Quepém, incorporado em Goa em 1782, em simultâneo com Pondá, Canacona e Cabo de Rama, entre outros, através de um acordo assinado entre o Vice-rei D. Frederico de Sousa Holstein e o Rei de Sunda. Três anos antes, no dia 3 de Outubro de 1779, chegara a Goa o jovem José Paulo da Costa Pereira de Almeida, nascido em Braga em 1760 e que então tinha 19 anos de idade. Foi ordenado padre em 1784 e fez parte do círculo mais próximo do Arcebispo Dom Frei Manuel de Santa Catarina, tornando-se mais tarde o Deão do Cabido da Sé. Porém, ou porque se desentendeu com o Arcebispo ou porque se interessou pelo desenvolvimento económico das Novas Conquistas ou, ainda, porque quis levar a sua fé católica às regiões recentemente incorporadas em Goa, o Cónego José Paulo transferiu em 1787 a sua residência de Velha Goa para Quepém e fundou uma pequena aldeia.
A estátua do Deão (à entrada do palácio) e o seu retrato (no interior)
A região era então coberta por floresta e ele teve a iniciativa de dominar grandes manchas florestais, fazer arrozais e plantar coqueiros e outras árvores de fruto. Atraiu novos residentes. Fundou a igreja de Santa Cruz. Depois criou um mercado, um pequeno hospital e outras facilidades para benefício dos novos habitantes. Assim nasceu Quepém, que hoje é a sede administrativa do distrito de Quepém, situado no sul de Goa e que é um dos 11 distritos do Estado de Goa. Para sua residência ocasional o Deão construíu uma espaçosa casa que o tempo consagrou como o Palácio do Deão. O Deão veio a falecer no dia 10 de Janeiro de 1835 na sua residência “oficial” da Capela do Monte em Velha Goa, depois de ter passado 55 anos da sua vida em Goa, dos quais cerca de 45 anos em ligação com Quepém. O Palácio do Deão é propriedade da Igreja de Goa, serviu de residência de recreio dos Vice-Reis e depois esteve semi-abandonado durante muitos anos, até que recentemente foi cedido por aluguer a Rúben Vasco da Gama, um cidadão goês que o restaurou e nele passou a residir com a sua família, para além de o ter adaptado para fins turísticos.
Uma visita ao Palácio do Deão é sempre uma agradável peregrinação pela história indo-portuguesa de Goa explicada em português, que é evidenciada no mobiliário, na decoração e nas diversas colecções expostas em diferentes salas.
Aconselho os OCeanos e leitores OCeanicos a lerem no Bogue NRP Cacine do nosso amigo Manel a explêndida carta do nosso camarada do NT António Salvador Neves de Carvalho.
Solicito ao Manel que a passe para este espaço a citada carta, se tal lhe aprouver e achar conviniente.
O que resta da fachada da Igreja dos Agostinhos (2010)
Na parte ocidental de Velha Goa destacam-se, no alto do Monte Santo, as ruínas da Igreja e do Convento de Nossa Senhora da Graça, que pertenceu à Ordem dos Agostinhos. É um local nobre e muito conspícuo, sobranceiro à velha cidade e perto da igreja de Nossa Senhora do Rosário, que foi o local escolhido por Afonso de Albuquerque para colocar a sua artilharia aquando da tomada de Goa em 1510. Os Agostinhos foram a última ordem religiosa que se estabeleceu em Goa, depois dos Franciscanos, dos Dominicanos e dos Jesuítas. Em 1572 partiu de Lisboa um grupo de 12 frades, dos quais 2 ficaram em Ormuz e 10 seguiram para Goa, onde se fixaram. D. Frei Aleixo de Menezes, um dos frades agostinhos, tornou-se Arcebispo de Goa em 1595 e, naturalmente, decidiu apoiar a sua ordem. Assim, em 9 de Setembro de 1597, o Arcebispo e o vice-rei D. Estêvão da Gama, assistiram à colocação da primeira pedra da nova igreja e convento dos Agostinhos, que foram sagrados a Nossa Senhora da Graça. A obra foi concluída em 1605 e a monumental fachada da igreja com 46 metros de altura dominava o centro da cidade. Cerca de dois séculos depois, com a decadência e o abandono de Velha Goa que foi trocada por Pangim (ou Nova Goa) e com o triunfo do Liberalismo em Portugal, foram extintas as ordens religiosas masculinas e nacionalizados os seus bens e, em 1835, o convento e a igreja de Nossa Senhora da Graça foram abandonados. O convento passou para a posse da Misericórdia, mas por falta de capacidade financeira foi abandonado em 1841. Depois passou para a tutela do Arsenal da Marinha, que também não teve fundos para o manter. Em 8 de Setembro de 1842 a abóbada da igreja desabou. O Governo do Estado da Índia tomou conta das ruínas e vendeu os destroços como materiais de construção, numa época em que se erguia a cidade de Pangim como a nova capital.
Reconstituição conjectural da fachada e antes da derrocada (c. 1900)
A imponente fachada resistiu mais umas dezenas de anos, mas em 8 de Agosto de 1931 ruiu, ficando apenas de pé um fragmento da torre norte que, na actualidade, continua a impressionar o visitante e a desafiar as leis da Estática. A generalidade da informação turística referente a Velha Goa, cujas igrejas e conventos foram declarados pela UNESCO como Património da Humanidade em 1986, destaca aquela majestosa torre que quase é tida como um ex-libris daquela riquíssima área arqueológica. Desde 1998 que o Archaeological Survey of India vem conduzindo um processo de intervenção e uma criteriosa pesquisa arqueológica que, lentamente, tem permitido o reconhecimento dos espaços da igreja e do convento, a sustentação do que ainda resta da torre norte, a identificação de capelas laterais e das muitas lápides tumulares existentes, o que vem revelando a história daquele monumento. As ruínas dos Agostinhos, para além de serem uma relíquia arquitectónica e um ponto de visita obrigatório no contexto do turismo cultural goês, têm sido também um objecto de estudo para vários arquitectos, arqueólogos e historiadores portugueses.
Em consequência de um hábito adquirido e de acordo com o pedido dos organizadores, ajudo na divulgação de iniciativas do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian.
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Aposto que estas conferências vão encantar os que se dignarem assistir.
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Tenham um bom fim de semana!
"Tenho o gosto de informar V. Exa. que o Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza de Abril a Junho de 2010 um ciclo de conferências subordinado ao tema A MATEMÁTICA E OS SEUS ENCANTOS, no qual participarão reconhecidos cientistas portugueses. . A primeira conferência – A Beleza Matemática das Conchas Marítimas - terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian no próximo dia 21 de Abril, pelas 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor Jorge Picado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra."