domingo, 16 de maio de 2010

Publicidade?

Visto, com surpresa, num cartaz publicitário. Brincando com a morte e com a dor. Despudor? Mau gosto? Já vale tudo?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

De veludo...

Mais uma vez o cargo de Director-Geral da Política de Defesa Nacional é preenchido por um dipomata, na senda de uma tendência que se afirmou nos últimos anos de colocar diplomatas fora do seu Ministério. Assim, temos visto estes senhores em lugares de Direcção- Geral e Sub-direcção- Geral, Secretaria de Estado e Chefes de Serviços de Informações, sempre com os brilhantes resultados que conhecemos. Desta vez o nomeado é Conselheiro de Embaixada, o que pode significar que a importância dada ao cargo é cada vez menor, ou, talvez, que arranjaram uma sinecura para um boy ir ganhar como director-geral. Não consta que algum diplomata tenha ocupado um lugar de indio no MDN, nem que um militar tenha sido director-geral no MNE. Ou será que Luís Amado, ex-MDN, encontrou aqui maneira de resolver os seus problemas de gestão de pessoal?

domingo, 9 de maio de 2010

Dia da Victória




Pela primeira vez tropas ocidentais desfilaram na Praça Vermelha no dia da celebração da Victória na Europa. Impensável há pouco tempo, ainda cria anticorpos em muitos saudosistas da União Soviética e veteranos da guerra.

Postal de Goa (XXV)

AS MANSÕES GOESAS


Um dos aspectos materiais mais eloquentes da influência cultural portuguesa em Goa são algumas centenas de mansões ou casas senhoriais ou palácios, muitas delas edificadas no século XIX ou mesmo desde há dois ou três séculos.
No século XVI o Estado da Índia não era um espaço geograficamente definido, mas um conjunto de territórios litorais dispersos, de fortalezas e feitorias, de pessoas e interesses, que se estendiam desde o cabo da Boa Esperança até ao Japão. Por vezes, diz-se que era uma entidade sem território e sem administração, que tinha por capital o convés de uma nau e que era dirigida por um Vice-Rei.
Um século depois da chegada dos portugueses à Índia a situação alterara-se. Goa era uma das maiores cidades da Ásia e nela convergia o importante comércio do Índico. Atraidos pela prosperidade que era proporcionada pelos altos cargos públicos e pela governança das dezenas de estabelecimentos localizados nas orlas marítimas, muitos fidalgos portugueses deixaram o Reino e partiram com destino à Goa Dourada. Levaram consigo novos modos de vida e novas necessidades. Estabeleceram-se e muitos não regressaram. As suas residências passaram a ser um símbolo de um estatuto social elevado e a constituir um sinal de prosperidade e de exibicionismo. Nasciam as grandes mansões goesas.
Depois das arquitecturas militar e religiosa, desenvolvia-se uma arquitectura civil para satisfazer a necessidade de afirmação dessa fidalguia, a qual foi transmitida às camadas superiores da sociedade local, sobretudo a partir de meados do século XVIII.
No século XIX, quando o Estado Português da Índia viveu períodos de grande dinamismo intelectual e de grande prosperidade económica, a sociedade goesa afirmou-se com grande vitalidade.
Diversificados factores explicam essa evolução, mas seguramente que as reformas pombalinas e o estabelecimento do regime liberal estão na primeira linha da mudança, para além de outros aspectos, como o comércio com Macau e com os outros teritórios ultramarinos, incluindo o Brasil.
As centenárias mansões já existentes ou então construídas reflectem essa prosperidade e constituem a chamada arquitectura indo-portuguesa, ainda hoje impressionando pela sua dignidade, luxo e elegância. Os especialistas designam-nas por Palácios de Goa (Helder Carita, Quetzal Editores, Lisboa, 1995) e por Houses of Goa (Gerard da Cunha, Architecture Autonomous, Goa, 1999).
De acordo com estes especialistas, essas casas agregam elementos funcionais e decorativos de origens diversas, sobretudo portugueses e indianos – os grandes salões, escadarias, balcões, varandas, portas, pilares, colunas, capitéis, entre outros elementos figurativos de diferentes influências.
No entanto, serão as varandas e as janelas os elementos que mais tipificam as mansões goesas, com a multiplicidade das suas formas e elementos decorativos.
Na realidade, as janelas são, porventura, o elemento que mais directamente estabelece uma relação de intimidade entre a casa e o seu ambiente exterior, assumindo formas muito diversas. Muito atraentes e muito coloridas, as janelas são armadas numa grelha de madeira preenchida por carepas (placas de ostra) que são colocadas em escama e que substituem o vidro que antigamente não existia. Esta solução permitia uma luminosidade suave no interior das casas e a circulação do ar, o que era muito importante num clima muito quente e muito húmido.
Actualmente, as mansões goesas são um símbolo identitário, mas também uma expressão da interpenetração cultural entre Portugal e Goa, pela via da arquitectura civil. Contudo, a sua manutenção é um encargo cada vez mais difícil de suportar para os seus proprietários, muitas vezes ausentes de Goa. Daí que, enquanto algumas casas resistem e continuam a estar nas mãos da mesma família desde há muitas gerações, outras estão a degradar-se e a caminhar para a ruina, devido ao abandono e à acção conjugada do calor, das chuvas e da invasão da floresta.
Uma terceira via está agora a consolidar-se em relação a este património, quer através de modalidades de turismo de habitação, quer através da venda de muitas destas “portuguese houses” aos milionários indianos que, cada vez mais, elegeram Goa como a sua Europa ou a sua Riviera Francesa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Directivas Ministeriais

Foram publicadas no D.R. 2ªsérie n.º86 de 4 de Maio duas directivas ministeriais que merecem ser lidas, apesar de muito extensas. Como sempre no nosso país, são um exercício académico em que o mundo é analisado e Portugal está no centro, diminuindo de ímpeto à medida que se aproximam as concretizações. A primeira, dita de Defesa 2010-2013, mais do que uma directiva é uma política de defesa. Relevo a intenção de fazer coincidir os ciclos de planeamento nacional com os da NATO e UE (onde é que já ouvi isto?), que agora são de quatro anos. Claro que acaba tudo na LPM, como de costume, e vai o planeamento todo para as urtigas.
A segunda directiva, chamada de Implementação da Reforma, manda pôr em execução várias coisas, na sequência da nova LOBOFA. Cito algumas:
A criação de uma Autoridade Aeronautica Nacional (bem falta faz).
A implementação do Hospital das FA.
A extinção da Manutenção Militar e das OGFE.
Juntar os comandos operacionais dos ramos em Monsanto (comandos de componente segundo a nova terminologia saloia).
Estudar a saida do Ministério daquele edifício (uma boa medida).
A partir de agora o MDN pode descansar; já produziu mais do que muitos ministros.

sábado, 1 de maio de 2010

"Tattoo" Internacional na Noruega

( Sound ON)

Click on link below.......

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BNL


Ontem fui ao Alfeite de visita à Base e Comando Naval. É impressionante como há tanto lugar e tão pouco navio!Até o Arsenal está às moscas.

Fica aqui uma imagem das duas classes de fragatas.

Postal de Goa (XXIV)

O PADRE JOSÉ VAZ, O APÓSTOLO DO SRI LANKA

A estátua do padre João Vaz em Sancoale
Embora o santo padroeiro de Goa seja S. Francisco Xavier, os católicos goeses também têm muita devoção pelo venerável Padre José Vaz (1751-1811), que em Janeiro de 1995 foi beatificado no Sri Lanka por João Paulo II, o que significa poder vir a ser canonizado em breve. O Padre José Vaz é conhecido como o Apóstolo do Sri Lanka e, se vier a ser canonizado, será o primeiro santo de origem goesa.
O primeiro contacto dos Portugueses com a ilha de Ceilão, antes chamada a ilha da Taprobana e actualmente Sri Lanka, aconteceu no dia 15 de Novembro de 1505, quando D. Lourenço de Almeida chegou à baía de Colombo e foi autorizado pelo rei de Kotta a instalar uma feitoria e a construir uma pequena capela. Depois, a relação comercial e religiosa reforçou-se e alargou-se pelo litoral da ilha até Negumbo, Mannar, Jaffna, Trincomalee, Batticaloa e Galle, onde foram estabelecidas feitorias e construídas pequenas fortalezas.

Carta da ilha de Ceilão publicada pelo cartógrafo flamengo Petrus Bertius em Amsterdam, c. 1600-1618

Depois de terem expulso os portugueses de Malaca, os holandeses afastaram-nos definitivamente da ilha de Ceilão em 1658. Os missionários católicos foram expulsos e os que lhes dessem abrigo foram ameaçados de morte. A população convertida foi obrigada a alterar as suas práticas religiosas e a sua sobrevivência estava ameaçada pelas perseguições calvinistas, o que levou o Padre José Vaz a ir de Goa para o Ceilão em seu socorro. O Padre José Vaz tinha sido ordenado em Goa em 1676 e em 1681 foi missionar para os territórios do Canará, situados a sul de Goa. Regressado a Goa ingressou na Congregação do Oratório, fundada em Roma por São Felipe Néri. O Oratório de Goa foi a primeira congregação religiosa totalmente asiática e veio a ter um decisivo papel na cristianização do Ceilão, pois foram os seus membros que durante cerca de cem anos missionaram naquela ilha, num período em que os europeus estavam impossibilitados de fazê-lo. Disfarçado de mendigo, o Padre José Vaz conseguiu penetrar no Ceilão e instalar-se na região de Jaffna em 1687. Tinha então 12 anos de experiência missionária e conhecia as línguas locais, nomeadamente o tamil. Com a sua coragem, a sua exemplar acção e o seu exemplo recuperou o sentimento católico que se estava a perder e promoveu muitas conversões. As perseguições aos católicos continuavam e o Padre José Vaz entendeu que a sua presença era um risco de vida permanente para si, para a sua causa e para a sua comunidade católica, pelo que decidiu afastar-se das “terras dos holandeses” e dirigir-se para o reino de Kandy, no interior da ilha, para continuar a sua missão. Porém, foi acusado de ser um espião português e foi preso. Só ao fim de 2 anos o rei de Kandy se convenceu da inocência do missionário e o libertou, autorizando-o além disso a construir uma igreja na capital.
O Padre José Vaz morreu no dia 16 de Janeiro de 1711, estimando-se que então houvesse 55 mil católicos no Ceilão. Sancoale, a sua terra natal, tal como a generalidade da comunidade católica goesa, venera-o e recorda-o nesse dia 16 de Janeiro nas generalidade das paróquias de Goa mas, sobretudo, no Santuário de Sancoale.

A casa onde nasceu o Padre José Vaz e o Santuário em que é venerado em Sancoale

Actualmente o Sri Lanka tem cerca de um milhão e meio de católicos, correspondentes a cerca de 6.75% da população do país e tem 11 dioceses, havendo diversas comunidades burghers (descendentes de europeus), cujas práticas culturais e cujo dialecto crioulo têm fortes traços portugueses e goeses, como se observa, por exemplo, na comunidade burgher de Batticaloa, com a qual eu próprio tive oportunidade de conviver em 1999.

Estórias da nossa vida

Apesar da CRISE, aí estão os lucros dos 5 maiores bancos em 2008 e 2009. Ainda, não se sabem os lucros de 2009 do "Santander Totta", mas certamente não haverá grandes alterações!... É obra de uma prodigiosa e, ou, imaginativa gestão?...


Só a nossa "querida" Caixa Geral de Depósitos é que teve um bom "rombo". Porque terá sido?... Terá sido por causa do mercado?...Ou porque andou a "tapar os buracos" de outros bancos e a financiar negócios particulares verdadeiramente leoninos?... Lembram-se do negócio da compra das acções da "CIMPOR" ao Manuel Fino?... E, da recente tentativa de OPA, abortada, àquela cimenteira por um grupo brasileiro?... É, bom não esquecer para percebermos que tipo de "governança" temos neste País. Será que os termos em que foi firmado aquele acordo leonino, já estavam desenhados à medida, para a eventualidade do aparecimento de uma OPA que propiciaria ao Manuel Fino um "negócio das arábias"?...

Resultados em milhões de euros

Bancos

Em 2009

Em 2008

1

Bcp millenniumm

249

258

2

Caixa Geral Depósitos

304

505

3

Bancos Espírito Santo

575

402

4

BPI

175

150

5

Totta

438

totais

1.304

1.754

Fonte: CMVM - Contas entidades cotadas

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Estórias da nossa vida

E se isto fosse "à séria" e de verdade!...

" Portugal será tão mais forte, justo e competitivo quanto melhor conseguir conjugar o apoio ao desenvolvimento económico com a defesa do progresso social.

É esta a lição que sempre resultou dos melhores exemplos do modelo social europeu.

E é nesse quadro que temos que começar hoje a preparar ao desafio maior do amanhã, as alterações demográficas, o envelhecimento da população.

Queremos em Portugal um Estado que saiba apoiar os cidadãos de todas as idades e, em particular, os seus idosos e das suas crianças.

Um Estado atento aos problemas dos cidadãos e das famílias, um Estado capaz de influenciar os instrumentos de desenvolvimento e de confiança económica, propiciadores de um ambiente favorável ao crescimento e à coesão social.

Um Estado que não desista de ninguém, desde os mais excluídos aos mais idosos.

Em suma, queremos honrar e desenvolver as políticas sociais de terceira geração realizadas pelo XVII Governo Constitucional, promovendo mais e melhor emprego, adequando as instituições de regulação do mercado de trabalho aos desafios dos nossos dias, aprofundando o combate à pobreza e às desigualdades.

Queremos preparar o futuro, enfrentando os desafios do presente."

Quem terá produzido e proferido esta bela peça de retórica para "inglês ouvir"?... E, onde?...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Praia e lixo

Fiz hoje a inauguração da temporada de praia com um grande banho, livre de banheiros, bandeiras, polícia marítima, etc. Uma felicidade que se tem que aproveitar antes que eles cheguem. No meio da crise e da greve poderia ter má consciência por não estar a contribuir para a recuperação do país, mas ao ler as notícias de hoje vi que a agência de notação Standard and Poor tinha baixado as notas da Grécia e Portugal ainda mais; contudo a Grécia saiu fora da escala e atingiu o "junk status", enquanto que Portugal fica acima do "junk". Fiquei mais tranquilo.

A Península Ibérica em Números - 2009

“La Península Ibérica en Cifras / A Península Ibérica em Números – 2009” é um produto da boa cooperação institucional iniciada, há vários anos, entre os Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, no quadro do Sistema Estatístico Europeu.

Ano de Edição: 2010

http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=86614754&PUBLICACOESmodo=2&xlang=pt

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estórias da nossa vida

Teimosia do PIB?...

Taxa de crescimento anual do PIB a preços constantes (%)

Países

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

UE 27

3,9

2,0

1,2

1,3

2,5

2,0

3,2

2,9

0,8

España

5,0

3,6

2,7

3,1

3,3

3,6

4,0

3,6

0,9

Portugal

3,9

2,0

0,8

-0,8

1,5

0,9

1,4

1,9

0,0

Políticas económicas inadequadas?... E, desregulação e falta de supervisão dos mercados?...,ou

Modelo económico esgotado?...

sábado, 24 de abril de 2010

MEMÓRIAS DE UM "PORTUGAL" QUE ERA RESPEITADO

Um amigo enviou-me este texto. Não conheço o Sr. Luís Soares de Oliveira, nem sei se e onde terá sido publicado. Não resisti a, com a devida vénia, o transcrever, sem comentários.
.
"Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
MEMÓRIAS DE UM "PORTUGAL" QUE ERA RESPEITADO
Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo numa altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir, a esta distância, a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - Não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral "perpétuo" da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas, ao tempo, por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando, há dias, vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado, pública e grosseiramente, pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses, de hoje, nem esse consolo tem.
Estoril, 18 de Abril de 2010
.
Luís Soares de Oliveira"
.
Tenham uma boa semana de trabalho (ou de descanso).
Um abraço,

Meio navio


Meio navio é isto que a fotografia mostra e não aquele lugar que muita gente confunde com meia nau. Neste caso o meio navio é coreano do Sul e foi içado para provar que se afundou com um torpedo dos irmãos do Norte. O próximo capítulo vai ser interessante de seguir.