segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

1º Ministro autoriza docagens

Não é anedota, pode ler-se no Diário da República um despacho do primeiro- ministro a autorizar uma despesa de 6 M€ para docagem da João Roby. O palavreado e a justificação da docagem é deliciosa e deve ter dado imenso trabalho aos rapazes do gabinete a perceber o que é uma docagem. Ou está tudo etilizado ou o primeiro -ministro não tem mais nada que fazer...

Fio de Prumo

Embora um pouco atrasado não resisto a referenciar aqui um muito interessante escrito do Coronel Luís Alves de Fraga,   publicado no seu blogue "Fio de Prumo" em 17 de fevereiro p.p.
O assunto é a atual situação das FA ... realço a seguinte parte:
"Mário Crespo tinha obrigação de saber que é crime, pelo menos moral, descartar obrigações relativamente a seres humanos que serviram denodadamente a Pátria quando eles já não são prestáveis! E é exactamente isso que os Governos, de há cerca de vinte anos a esta parte, vêm fazendo com as Forças Armadas e com os veteranos de guerra." 
E um pouco mais à frente:
"Se Portugal não quer ter Forças Armadas tem de assumir, uma vez por todas, essa responsabilidade histórica. A responsabilidade histórica de abdicar de possuir e manter o aparelho militar dissuasor mínimo que garanta a manutenção mínima da soberania nacional. Se Portugal quer passar a apostar exclusivamente na manutenção das forças de segurança interna tem de o afirmar publicamente. Se Portugal quer desarmar toda e qualquer capacidade de retaliação militar perante uma ameaça externa tem de ser capaz de o dizer nacional e internacionalmente. Mas tem de ser o Governo a fazê-lo e a arcar com o peso dessa responsabilidade." 

Quem estiver interessado em ler a totalidade do escrito pode seguir esta ligação. 


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Viva a Vida!


                                                                                                                                                                                 
Não é difícil morrer nesta vida.
Viver é muito mais difícil.
Vladimir MaiaKóvski
(poeta russo)


Lembrei-me recentemente, vá-se lá saber porquê, do grito macabro e "necrófilo" dos falangistas durante a guerra civil espanhola: "Viva la muerte". Foi na Universidade de Salamanca, em outubro de 1936, durante a celebração do "Dia da Raça", que teve lugar o célebre episódio que opôs o escritor e filósofo Miguel de Unamuno, que considerou como repelente o grito falangista, e o general franquista Millán Astray que retorquiu com um "Muera la inteligencia! Viva la Muerte!". 
Não banalizemos a morte. Acho que a Pátria Portuguesa pode também ser bem defendida sem a necessidade extrema de matar e morrer, pode ser defendida defendendo a sua cultura e instituições e ajudando o seu Povo, não o humilhando ou ofendendo, reconhecendo a sua identidade. Pode ser defendida lutando contra a corrupção instalada, contra a incompetência e mentira que nos assolam e trouxeram à atual situação. Pode ser defendida lutando por uma Justiça melhor, para todos igual, que julgue e puna os responsáveis que nos conduziram à perda da independência. E isto faz-se vivendo!
É melhor viver do que morrer ... morra a morte! Viva a vida!!!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Somos ou Não Somos Diferentes? - Parte 2

Numa interpretação muito pessoal do meu contrato de trabalho com a Pátria, considero que:

1. A minhe obrigação é matar e morrer, em defesa da Pátria, onde e quando a Pátria assim o determinar.

2. Neste contexto, não é previsível que seja admitido que eu só possa mater e morrer, em defesa da Pátria, das 09:00 às 17:00 horas, dos dias de semana, com excepção do intervalo, para almoço, das 12:00 às 13:00 horas, nem que eu não pudesse matar e morrer, em defesa da Pátria, aos Sábados e Domingos, nem durante os 22 dias de férias a que tivesse direito.

3. É igualmente improvável que eu tivesse direito a receber horas extraordinárias se, por acaso, eu tivesse de matar e morrer, em defesa da Pátria, fora do horário normal de trabalho.


Uma vez mais, desafio, quem quer seja, a apresentar-me um contrato de trabalho equivalente.


Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PESCO and British-French military co-operation | European Geostrategy

PESCO and British-French military co-operation European Geostrategy
O artigo acima mostra como não vai ocorrer a cooperação militar europeia prevista no tratado de Lisboa. A força expedicionária franco britânica já é quase uma realidade, que já deu provas na Líbia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O almoço de hoje visto pelo JTA

Primeiro, a sempre muito apreciada tendência retratista do mestre fotógrafo.


Depois, a fase generalista :


Como sempre, um primor!!! Já sabem que para ampliar, basta "clicar" nas imagens.

Almoço OC (14Fev2012)

Foi servida uma sofisticada especialidade, rara e sempre muito apreciada: bife com ovo a cavalo, batatas fritas e um pouco de salada de alface. Toda a gente gostou muito.



(Para ampliar, "clicar" sobre as imagens)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sagres




Quarenta e oito anos depois voltei a entrar na "Sagres", só que desta vez ia acompanhado dos netos. Notável a arrumação, o arranjo, a limpeza e a simpatia com que todos os elementos da guarnição recebiam os visitantes. Assinalável a longa bicha no cais (mais de 300m) dos que pretendiam entrar, para além do navio a permanentemente a abarrotar . Fez-me meditar que, afinal, as pessoas continuam a gostar e a interessar-se pela Marinha, talvez mais do que algumas personalidades deste País querem fazer passar.

Sacadura Cabral

Para divulgação, especialmente dirigida aos OCeanos que prestaram serviço no N.R.P. "Cte Sacadura Cabral, aqui vai um texto retirado de "A Voz da Abita (na Reforma)":


SACADURA CABRAL – o Homem, o Navio
Um grupo de oficiais que prestaram serviço no N.R.P. “Cte. Sacadura Cabral”, dando corpo a uma iniciativa sugerida pelo então oficial Imediato da primeira guarnição, vai levar a cabo a organização de um encontro, aberto a todos os oficiais que, ao longo de cerca de 40 anos, prestaram serviço naquele navio da nossa Marinha.
Este evento, que decorrerá, em 12 de Maio p.f., na vila de Celorico da Beira, pretende, por um lado, constituir-se como uma muito singela e informal homenagem, de Camaradas para Camarada, ao Comandante Artur de Sacadura Freire Cabral, que, com o Almirante Gago Coutinho, assinou uma das mais prestigiantes páginas da História de Portugal e da Marinha ao concretizar, há 90 anos, a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul (entre 30 de Março e 17 de Junho de 1922); igualmente, procura contribuir para perpetuar a imagem e a “vida” do Navio que orgulhosamente ostentou o nome daquele Herói nacional, proporcionando ao mesmo tempo o reviver de muitas histórias, vividas e protagonizadas por todos aqueles que se puderem disponibilizar e associar à iniciativa.
Em termos gerais, do encontro constará a realização de uma breve cerimónia, junto ao busto de Sacadura Cabral, existente na praça com o seu nome, a que se seguirá um almoço, a decorrer numa unidade hoteleira local.
Estão criadas condições especiais para o transporte dos participantes que o desejem, sendo muito bem vinda a presença de familiares, apenas, para estes, com eventual problema de disponibilidade no transporte citado.
Finalmente, solicita-se a todos os interessados que contactem: cmg Vaz Ferreira (            936065318      , RTM 324684); cmg Borges Gaspar (            213217605      , RTM 329602); cmg Rocha de Freitas (            912185047      ,             210977327      , RTM 305227) ou através do mailrevista.armada@marinha.pt  e que, igualmente, ajudem a divulgar esta iniciativa; posteriores elementos de pormenor, relativos ao programa, serão oportunamente indicados pela via no momento mais adequada.  

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Vai acabar!




Passei aqui os últimos de 15 anos da minha vida na Marinha! 

SOMOS OU NÃO SOMOS DIFERENTES?

No dia 9 de Novembro de 1965, celebrei o meu contrato de trabalho com a Pátria, publicamente e em voz alta para toda a gente testemunhasse, nos termos seguintes:

"JURO DEFENDER A PÁTRIA E AS SUAS INSTITUIÇÕES, NO RESPEITO DA HIERARQUIA E OBEDIÊNCIA AOS CHEFES, MESMO COM SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA."

Desafio, todo e qualquer funcionário, desde o mais modesto servente de latrinas até ao supremo magistrado da Nação, que me apresente um contrato de trabalho equivalente!

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

NRP CACINE: A LER

NRP CACINE: A LER

Roubei ao Manel porque me parece interessante,

SAGRES - 50 anos

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A carta

Saiu a carta aberta do presidente da AOFA em resposta às declarações do Ministro da Defesa que tanto brado deram. As reacções não se fizeram esperar. Uma carta enorme que disparava em todas as direcções dava pano para mangas aos opositores. Foi o que aconteceu. O ministro na televisão deu show sem esforço e sem responder a nada em concreto, bastando-lhe criticar a carta na forma e em alguns pormenores do seu variado conteúdo. Quanto aos orgãos de comunicação social, andaram à procura de uma frase ou palavra que fosse polémica e, em não sei quantas páginas, só encontraram a palavra submissos. Nem um só se incomodou em comentar ou publicitar o conteúdo. Conclusão: É preciso ser objectivo e conciso na comunicação, não banalizar a lamúria e não estar constantemente a invocar os valores imateriais que reinvidicamos para os militares. Se a ética, a honra e o patriotismo são nossas características, deixemos que sejam os outros a reconhecê-lo. Como um conhecido general dizia, são os outros, e não nós, quem deve dizer que somos o espelho da nação.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ciclo de Conferências da Fundação Calouste Gulbenkian

Retransmito a mensagem recebida do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian sobre a realização, de Fevereiro a Outubro deste ano, de um ciclo de conferências:

"Temos o gosto de informar V. Exa. que o Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza de Fevereiro a Outubro de 2012 um ciclo de conferências subordinado ao tema MATEMÁTICA: A CIÊNCIA DA NATUREZA, no qual participarão reconhecidos cientistas portugueses. A primeira conferência – Trazer o céu para a terra – terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 15 de Fevereiro p.f., às 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor Henrique Leitão, da Universidade de Lisboa.
Poderá também assistir em directo, através do site: www.livestream.com.fcg/live.
Aproveitamos a oportunidade para apresentar os melhores cumprimentos.
Rita Rebelo de Andrade, Serviço de Ciência, Fundação Calouste Gulbenkian."

Um abraço.

Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia.