sábado, 1 de maio de 2010

"Tattoo" Internacional na Noruega

( Sound ON)

Click on link below.......

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BNL


Ontem fui ao Alfeite de visita à Base e Comando Naval. É impressionante como há tanto lugar e tão pouco navio!Até o Arsenal está às moscas.

Fica aqui uma imagem das duas classes de fragatas.

Postal de Goa (XXIV)

O PADRE JOSÉ VAZ, O APÓSTOLO DO SRI LANKA

A estátua do padre João Vaz em Sancoale
Embora o santo padroeiro de Goa seja S. Francisco Xavier, os católicos goeses também têm muita devoção pelo venerável Padre José Vaz (1751-1811), que em Janeiro de 1995 foi beatificado no Sri Lanka por João Paulo II, o que significa poder vir a ser canonizado em breve. O Padre José Vaz é conhecido como o Apóstolo do Sri Lanka e, se vier a ser canonizado, será o primeiro santo de origem goesa.
O primeiro contacto dos Portugueses com a ilha de Ceilão, antes chamada a ilha da Taprobana e actualmente Sri Lanka, aconteceu no dia 15 de Novembro de 1505, quando D. Lourenço de Almeida chegou à baía de Colombo e foi autorizado pelo rei de Kotta a instalar uma feitoria e a construir uma pequena capela. Depois, a relação comercial e religiosa reforçou-se e alargou-se pelo litoral da ilha até Negumbo, Mannar, Jaffna, Trincomalee, Batticaloa e Galle, onde foram estabelecidas feitorias e construídas pequenas fortalezas.

Carta da ilha de Ceilão publicada pelo cartógrafo flamengo Petrus Bertius em Amsterdam, c. 1600-1618

Depois de terem expulso os portugueses de Malaca, os holandeses afastaram-nos definitivamente da ilha de Ceilão em 1658. Os missionários católicos foram expulsos e os que lhes dessem abrigo foram ameaçados de morte. A população convertida foi obrigada a alterar as suas práticas religiosas e a sua sobrevivência estava ameaçada pelas perseguições calvinistas, o que levou o Padre José Vaz a ir de Goa para o Ceilão em seu socorro. O Padre José Vaz tinha sido ordenado em Goa em 1676 e em 1681 foi missionar para os territórios do Canará, situados a sul de Goa. Regressado a Goa ingressou na Congregação do Oratório, fundada em Roma por São Felipe Néri. O Oratório de Goa foi a primeira congregação religiosa totalmente asiática e veio a ter um decisivo papel na cristianização do Ceilão, pois foram os seus membros que durante cerca de cem anos missionaram naquela ilha, num período em que os europeus estavam impossibilitados de fazê-lo. Disfarçado de mendigo, o Padre José Vaz conseguiu penetrar no Ceilão e instalar-se na região de Jaffna em 1687. Tinha então 12 anos de experiência missionária e conhecia as línguas locais, nomeadamente o tamil. Com a sua coragem, a sua exemplar acção e o seu exemplo recuperou o sentimento católico que se estava a perder e promoveu muitas conversões. As perseguições aos católicos continuavam e o Padre José Vaz entendeu que a sua presença era um risco de vida permanente para si, para a sua causa e para a sua comunidade católica, pelo que decidiu afastar-se das “terras dos holandeses” e dirigir-se para o reino de Kandy, no interior da ilha, para continuar a sua missão. Porém, foi acusado de ser um espião português e foi preso. Só ao fim de 2 anos o rei de Kandy se convenceu da inocência do missionário e o libertou, autorizando-o além disso a construir uma igreja na capital.
O Padre José Vaz morreu no dia 16 de Janeiro de 1711, estimando-se que então houvesse 55 mil católicos no Ceilão. Sancoale, a sua terra natal, tal como a generalidade da comunidade católica goesa, venera-o e recorda-o nesse dia 16 de Janeiro nas generalidade das paróquias de Goa mas, sobretudo, no Santuário de Sancoale.

A casa onde nasceu o Padre José Vaz e o Santuário em que é venerado em Sancoale

Actualmente o Sri Lanka tem cerca de um milhão e meio de católicos, correspondentes a cerca de 6.75% da população do país e tem 11 dioceses, havendo diversas comunidades burghers (descendentes de europeus), cujas práticas culturais e cujo dialecto crioulo têm fortes traços portugueses e goeses, como se observa, por exemplo, na comunidade burgher de Batticaloa, com a qual eu próprio tive oportunidade de conviver em 1999.

Estórias da nossa vida

Apesar da CRISE, aí estão os lucros dos 5 maiores bancos em 2008 e 2009. Ainda, não se sabem os lucros de 2009 do "Santander Totta", mas certamente não haverá grandes alterações!... É obra de uma prodigiosa e, ou, imaginativa gestão?...


Só a nossa "querida" Caixa Geral de Depósitos é que teve um bom "rombo". Porque terá sido?... Terá sido por causa do mercado?...Ou porque andou a "tapar os buracos" de outros bancos e a financiar negócios particulares verdadeiramente leoninos?... Lembram-se do negócio da compra das acções da "CIMPOR" ao Manuel Fino?... E, da recente tentativa de OPA, abortada, àquela cimenteira por um grupo brasileiro?... É, bom não esquecer para percebermos que tipo de "governança" temos neste País. Será que os termos em que foi firmado aquele acordo leonino, já estavam desenhados à medida, para a eventualidade do aparecimento de uma OPA que propiciaria ao Manuel Fino um "negócio das arábias"?...

Resultados em milhões de euros

Bancos

Em 2009

Em 2008

1

Bcp millenniumm

249

258

2

Caixa Geral Depósitos

304

505

3

Bancos Espírito Santo

575

402

4

BPI

175

150

5

Totta

438

totais

1.304

1.754

Fonte: CMVM - Contas entidades cotadas

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Estórias da nossa vida

E se isto fosse "à séria" e de verdade!...

" Portugal será tão mais forte, justo e competitivo quanto melhor conseguir conjugar o apoio ao desenvolvimento económico com a defesa do progresso social.

É esta a lição que sempre resultou dos melhores exemplos do modelo social europeu.

E é nesse quadro que temos que começar hoje a preparar ao desafio maior do amanhã, as alterações demográficas, o envelhecimento da população.

Queremos em Portugal um Estado que saiba apoiar os cidadãos de todas as idades e, em particular, os seus idosos e das suas crianças.

Um Estado atento aos problemas dos cidadãos e das famílias, um Estado capaz de influenciar os instrumentos de desenvolvimento e de confiança económica, propiciadores de um ambiente favorável ao crescimento e à coesão social.

Um Estado que não desista de ninguém, desde os mais excluídos aos mais idosos.

Em suma, queremos honrar e desenvolver as políticas sociais de terceira geração realizadas pelo XVII Governo Constitucional, promovendo mais e melhor emprego, adequando as instituições de regulação do mercado de trabalho aos desafios dos nossos dias, aprofundando o combate à pobreza e às desigualdades.

Queremos preparar o futuro, enfrentando os desafios do presente."

Quem terá produzido e proferido esta bela peça de retórica para "inglês ouvir"?... E, onde?...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Praia e lixo

Fiz hoje a inauguração da temporada de praia com um grande banho, livre de banheiros, bandeiras, polícia marítima, etc. Uma felicidade que se tem que aproveitar antes que eles cheguem. No meio da crise e da greve poderia ter má consciência por não estar a contribuir para a recuperação do país, mas ao ler as notícias de hoje vi que a agência de notação Standard and Poor tinha baixado as notas da Grécia e Portugal ainda mais; contudo a Grécia saiu fora da escala e atingiu o "junk status", enquanto que Portugal fica acima do "junk". Fiquei mais tranquilo.

A Península Ibérica em Números - 2009

“La Península Ibérica en Cifras / A Península Ibérica em Números – 2009” é um produto da boa cooperação institucional iniciada, há vários anos, entre os Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, no quadro do Sistema Estatístico Europeu.

Ano de Edição: 2010

http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=86614754&PUBLICACOESmodo=2&xlang=pt

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estórias da nossa vida

Teimosia do PIB?...

Taxa de crescimento anual do PIB a preços constantes (%)

Países

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

UE 27

3,9

2,0

1,2

1,3

2,5

2,0

3,2

2,9

0,8

España

5,0

3,6

2,7

3,1

3,3

3,6

4,0

3,6

0,9

Portugal

3,9

2,0

0,8

-0,8

1,5

0,9

1,4

1,9

0,0

Políticas económicas inadequadas?... E, desregulação e falta de supervisão dos mercados?...,ou

Modelo económico esgotado?...

sábado, 24 de abril de 2010

MEMÓRIAS DE UM "PORTUGAL" QUE ERA RESPEITADO

Um amigo enviou-me este texto. Não conheço o Sr. Luís Soares de Oliveira, nem sei se e onde terá sido publicado. Não resisti a, com a devida vénia, o transcrever, sem comentários.
.
"Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
MEMÓRIAS DE UM "PORTUGAL" QUE ERA RESPEITADO
Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo numa altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir, a esta distância, a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - Não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral "perpétuo" da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas, ao tempo, por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando, há dias, vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado, pública e grosseiramente, pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses, de hoje, nem esse consolo tem.
Estoril, 18 de Abril de 2010
.
Luís Soares de Oliveira"
.
Tenham uma boa semana de trabalho (ou de descanso).
Um abraço,

Meio navio


Meio navio é isto que a fotografia mostra e não aquele lugar que muita gente confunde com meia nau. Neste caso o meio navio é coreano do Sul e foi içado para provar que se afundou com um torpedo dos irmãos do Norte. O próximo capítulo vai ser interessante de seguir.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Homenagem à Mulher Portuguesa

terça-feira, 20 de abril de 2010

Postal de Goa (XXIII)

O PALÁCIO DO DEÃO


No 3º quartel do século XVIII e depois da perda das terras da Província do Norte (Baçaim e Chaúl), o Estado da Índia adoptou uma política expansionista que, em larga medida, se inspirou no pensamento e nas directivas do Marquês de Pombal.
Sucessivamente, por conquista ou por negociação, o território de Goa juntou às Velhas Conquistas (Tissuadi, Bardez, Salcete e Mormugão), alguns territórios que ainda hoje são conhecidos por Novas Conquistas. Um desses territórios foi Quepém, incorporado em Goa em 1782, em simultâneo com Pondá, Canacona e Cabo de Rama, entre outros, através de um acordo assinado entre o Vice-rei D. Frederico de Sousa Holstein e o Rei de Sunda.
Três anos antes, no dia 3 de Outubro de 1779, chegara a Goa o jovem José Paulo da Costa Pereira de Almeida, nascido em Braga em 1760 e que então tinha 19 anos de idade.
Foi ordenado padre em 1784 e fez parte do círculo mais próximo do Arcebispo Dom Frei Manuel de Santa Catarina, tornando-se mais tarde o Deão do Cabido da Sé.
Porém, ou porque se desentendeu com o Arcebispo ou porque se interessou pelo desenvolvimento económico das Novas Conquistas ou, ainda, porque quis levar a sua fé católica às regiões recentemente incorporadas em Goa, o Cónego José Paulo transferiu em 1787 a sua residência de Velha Goa para Quepém e fundou uma pequena aldeia.

A estátua do Deão (à entrada do palácio) e o seu retrato (no interior)

A região era então coberta por floresta e ele teve a iniciativa de dominar grandes manchas florestais, fazer arrozais e plantar coqueiros e outras árvores de fruto. Atraiu novos residentes. Fundou a igreja de Santa Cruz. Depois criou um mercado, um pequeno hospital e outras facilidades para benefício dos novos habitantes. Assim nasceu Quepém, que hoje é a sede administrativa do distrito de Quepém, situado no sul de Goa e que é um dos 11 distritos do Estado de Goa.
Para sua residência ocasional o Deão construíu uma espaçosa casa que o tempo consagrou como o Palácio do Deão.
O Deão veio a falecer no dia 10 de Janeiro de 1835 na sua residência “oficial” da Capela do Monte em Velha Goa, depois de ter passado 55 anos da sua vida em Goa, dos quais cerca de 45 anos em ligação com Quepém.
O Palácio do Deão é propriedade da Igreja de Goa, serviu de residência de recreio dos Vice-Reis e depois esteve semi-abandonado durante muitos anos, até que recentemente foi cedido por aluguer a Rúben Vasco da Gama, um cidadão goês que o restaurou e nele passou a residir com a sua família, para além de o ter adaptado para fins turísticos.



Uma visita ao Palácio do Deão é sempre uma agradável peregrinação pela história indo-portuguesa de Goa explicada em português, que é evidenciada no mobiliário, na decoração e nas diversas colecções expostas em diferentes salas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Ainda os Submarinos


Aconselho os OCeanos e leitores OCeanicos a lerem no Bogue NRP Cacine do nosso amigo Manel a explêndida carta do nosso camarada do NT António Salvador Neves de Carvalho.
Solicito ao Manel que a passe para este espaço a citada carta, se tal lhe aprouver e achar conviniente.
Daqui vai um abraço ao "mê " amigo Salvador!