sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

É preciso mudar

A directiva aprovada ontem em Conselho de Ministros para as já suspeitadas reformas na estrutura e orgânica das F.A. merece uma leitura na página do Ministério da Defesa Nacional. É tudo ainda vago, mas o busílis virá nos detalhes, como sempre. Vai implicar alterações às leis orgânicas do MDN, do EMGFA, dos Ramos, da LOBOFA e da LDNFA.
O anunciado hospital militar único ficará na dependência do CEMGFA, enquanto que um conselho de saúde militar dependerá do ministro. O Instituto Superior de Estudos Militares regressa à tutela dos chefes militares, mas não diz qual. Está visto que o CEMGFA vai ter competências administrativas no futuro, ao contrário do que agora acontece, em que só tem comando operacional, apesar de 99% dos assuntos tratados por ele e pelo Conselho de Chefes ser de ordem administrativa.
Uma novidade há muito esperada pela classe política e certa imprensa é a criação do Comando Operacional Conjunto, uma perfeita inutilidade que só servirá para criar entropia no sistema. Mas como estava na moda e existe noutros países, nós temos que ter. O que acontece é que nos países onde existe, este comando encarrega-se exclusivamente das forças e contingentes a operar no exterior do país. Países como a Inglaterra ou a França têm 20 ou 30 operações a decorrer nas mais variadas partes do mundo, enquanto que Portugal tem, em geral, três ou quatro de pequena dimensão. Quase quinze anos de com forças nacionais destacadas no exterior sem problemas que não se resolvessem, demonstram que a solução portuguesa era a adequada. Mas como já não há mais nada para mudar na área da Defesa e a palavra conjunto está na moda e tem uma auréola de cifrões, perdão, símbolos do euro, vá de criar mais um orgãozinho de comando para ficar à la page.

Ninguém comentou esta onda