
São 576 € (mais de 115 contos) de custas judiciais que os candidatos à adopção de uma criança serão obrigados a pagar, a partir de Setembro, para iniciar o respectivo processo. Até agora os processos de adopção estavam isentos de custas. Quando se conhecem as dificuldades e problemas relacionados com esta prática, quando se sabe que existem cerca de 14 000 crianças em instituições do Estado, quando se esperavam decisões que facilitassem e incentivassem a adopção, esta medida não é mais do que um pedregulho na engrenagem. Que ética retorcida é esta? E num Estado que foge aos seus próprios impostos colocando centenas de milhões de euros em paraísos fiscais. Francamente senhores ...
3 comentários:
Para quem ainda não está embuido do espirito da época recomendo que sigam a tirada de António Vitorino: HABITUEM-SE !!
Seja em custas , seja em coimas , seja em cauções , por uma criança só se paga pão , leite e escola.
Tudo o resto , sobretudo o amor e o carinho , dá-se.
Li agora que o ministério da "justiça" promete rever as custas judiciais da adopção.Numa nota o mesmo ministério afirma que " o sistema de justiça também quer dar o seu contributo em matéria de adopção". Já que não se lhe pode enfiar com um lambaz encharcado nas trombas, o melhor contributo que o dito ministério poderia dar era estar quieto nas matérias em causa e não ir a correr comprar um tubo de cola para remediar o jarrão partido, na esperança de que fique melhor do que quando estava inteiro.
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