quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Brincar às casinhas


Este caso das casas da Câmara Municipal de Lisboa tem que se lhe diga. Poder-se-ia pegar nele pelo lado jocoso, mas acho que isso não é inteiramente sério. Procuremos, pois, falar a sério.
Os piores entorses à verdade são as meias verdades, as verdades incompletas. Não chegam a ser mentiras, mas produzem efeitos mais letais que as mentiras puras e duras.
Está na moda crucificar A, B ou C por viverem numa casinha cedida pela Câmara. Pergunto eu: será isso honesto? E atrevo-me a responder: esse pretenso ajuste de contas individual é ainda menos louvável que a pretensa aceitação de um favor injustificado por parte dos beneficiados.
Nada me move contra A, B ou C, felizmente bastante diversificados, pois parece havê-los de todas as cores e para todos os gostos.
Lisinho, lisinho (e sem isso não passaremos da gratuita crucificação individual) seria publicar a lista completa dos beneficiados. Porque será que não é isso que se passa? Porque será que toda a gente parece preferir brincar às casinhas?

1 comentário:

O LSN disse...

Nesta "estória", o que chama mais a atenção é o quase completo silêncio dos partidos(todo o leque)e dos fazedores de opinião/comentadores encartados. Pronunciaram-se os "parodiantes" e pouco mais ... será que a lista dos beneficiados é assim tão comprometedora?