quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O orçamento, os partidos, o governo e o mexilhão ...



Como diria o nosso estimado camarada que tem especiais poderes para prever o futuro ... palpita-me que o único que se vai dar mal é o mexilhão.

4 comentários:

O Ramiro Soares Rodrigues disse...

Já se sabia que assim seria. A receita utilizada, apesar de já gasta e só produzir cozinhados esturricados, é sempre a mesma. As crises tratam-se com as mesmas políticas económicas que as provocam. E lá vamos alegremente sulcando as vagas de crise em crise. Até ao dia em que o mexilhão acorde e resolva sacudir a pressão para outras bandas. A crise é ela própria integrante do "sacro santo sistema económico". Do capitalismo. A questão de fundo é: "não haverá outra economia?"

O Jorge Beirão Reis disse...

Olha a grande admiração! Não me digam que querem ressuscitar a frase célebre nos idos tempos do PREC "Os ricos que paguem a crise"!
Já todos sabemos que os pobres é que devem pagar as crises. E como diria o "Grilo", "Por duas razões:
1. Já estão habituados;
2. Como são muitos não se nota tanto."
Eu acrescento uma terceira razão: Se os ricos tivessem que pagar a crise, deixariam de ser ricos. E, isso, eles não concordam.

Tenham um bom fim de semana

O Ferreira da Silva disse...

Pão ...pão; queijo ... queijo. À boa moda do Norte (antes de PC). Assim é que eu gosto!

Aproveitem os próximos fins de semana ... enquanto ainda os há!

O Ramiro Soares Rodrigues disse...

Não se trata de "converter" os ricos em pobres. O que, em meu entender, está em causa é a promoção de uma distribuição da riqueza mais justa e equitativa. Tentar, de forma progressiva e permanente, eliminar as bolsas de pobreza e todas as sequelas que arrastam. Acabar com as necessidades de "Bancos Alimentares" contra a fome, com os dois milhões de portugueses no limiar da pobreza, etc.. Isto, apesar de muitos até terem emprego e trabalharem.
Não se trata de ressuscitar seja o que for. Porque as situações de desigualdade sempre existiriam e agravam-se continuadamente. Se não morreram, não podem ser ressuscitadas. Pretende-se, somente, reproduzir o sentido solidário da doutrina social da Igreja.