Ainda o Exemplo, esse pobre abandonado...
... mas ainda há, felizmente, quem procure tirar da penumbra esse valor quase sem cotação na bolsa dos actuais comportamentos nacionais.
Vem isto a propósito das respostas de um Presidente de Câmara a perguntas que lhe foram colocadas pela "Visão" na sua edição de hoje.
Delas transcrevo, com a devida vénia, uns excertos:
"Os funcionários que estão ao nível I da tabela de remuneração (entre 35 e 40) irão receber mais 82 euros por mês, passando a ter um salário de 532 euros, o que representa um aumento de 15%. Por outro lado, reduzimos em 10% os salários dos vereadores e dos nomeados para os gabinetes de apoio. São cerca de oito pessoas, incluindo eu ´próprio.
Baixar o salário dos nomeados é, sobretudo, a conquista de um direito moral - o de podermos dizer "Estamos em crise e precisamos de fazer sacrifícios", porque demos o exemplo primeiro.
O Governo devia fazer o mesmo, mais por uma questão de simbolismo do que de poupança. Se os generais não derem o exemplo, os soldados não os seguem."
Vem isto a propósito das respostas de um Presidente de Câmara a perguntas que lhe foram colocadas pela "Visão" na sua edição de hoje.
Delas transcrevo, com a devida vénia, uns excertos:
"Os funcionários que estão ao nível I da tabela de remuneração (entre 35 e 40) irão receber mais 82 euros por mês, passando a ter um salário de 532 euros, o que representa um aumento de 15%. Por outro lado, reduzimos em 10% os salários dos vereadores e dos nomeados para os gabinetes de apoio. São cerca de oito pessoas, incluindo eu ´próprio.
Baixar o salário dos nomeados é, sobretudo, a conquista de um direito moral - o de podermos dizer "Estamos em crise e precisamos de fazer sacrifícios", porque demos o exemplo primeiro.
O Governo devia fazer o mesmo, mais por uma questão de simbolismo do que de poupança. Se os generais não derem o exemplo, os soldados não os seguem."


3 comentários:
ESte presidente de Câmara merece ter um nome!
Mais do que a pessoa, embora bem mereça ser conhecida, interessou-me o facto, pelo seu insólito positivo.
Trata-se do sr. Manuel Narra, presidente da Câmara da Vidigueira.
A matriz moral e ética do Sr. Manuel Narra, certamente que não integra o conjunto de valores que servem de referência aos responsáveis políticos e económicos que têm tido a oportunidade do exercício do poder nas últimas três décadas. Eles dirão que o Sr. Manuel Navarra é um ingénuo. Isto, porque para eles na política a rectidão de comportamento, não astucioso, sincero, aberto e transparente é censurável na sua qualidade de comportamento ingénuo, enquanto prejudicial ou patético. Esquecem-se tais senhores, do triunfo pela artimanha e pelo embuste, de que da sua acção o país não tira qualquer vantagem substancial. Pelo contrário, as vantagens são para si e seus mandantes. Não é esse o benefício que interessa ao país. Ao país interessa saber se é alcançado o que para o verdadeiro político é uma vitória autêntica:"o maior bem para os cidadãos globalmente considerados". A missão do verdadeiro político é de outra grandeza e que os actuais actores da cena política e económica não têm. Exige mais nobreza de espírito: outra ética e moral, maior inspiração e rectidão de actuação. Os actores políticos e económicos têm de se impor pela sua firme dignidade, pela força moral e ética e pelo exemplo. Só conseguirão prestígio intelectual e moral se tiverem e enunciarem ideias claras, práticas universais, justas e concretas. Em conformidade com as soluções que as situações reais exigem.
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