Contradições... ou talvez não
As notícias valem o que valem, isto é, têm a credibilidade que têm. Mas temos de acreditar em alguma coisa do que lemos, se pretedemos andar minimamente informados, pelo menos em algum fogo que se esconderá atrás do fumo visível.
O Diário de Notícias nao me parece ser um jornal que ganhe a vida à custa de bocas e foi de lá, da 1ª página da edição de hoje, que cito, de memória, o que segue.
Privados facturaram 700 milhões com saúde em 2009.
E logo ao lado: Dezenas de utentes 'dormem' às quintas-feiras à porta do centro de saúde de Lordelo para marcar uma consulta. E no dia seguinte, alguns "vendem" a vez por 5 €.
Em 2010, vai haver um aumento de 3,2% para viagens e carros de ministros.
Isto num país onde se faz um esforço enorme para conter o déficit público, onde se congelam os vencimentos da função pública, onde se penalizam as pensões e onde se prevê uma inflacção de 0,8%.
Palavras para quê? Artistas portugueses...
(Oh Selva, que é feito do exemplo? Só se fôr o teu.)
O Diário de Notícias nao me parece ser um jornal que ganhe a vida à custa de bocas e foi de lá, da 1ª página da edição de hoje, que cito, de memória, o que segue.
Privados facturaram 700 milhões com saúde em 2009.
E logo ao lado: Dezenas de utentes 'dormem' às quintas-feiras à porta do centro de saúde de Lordelo para marcar uma consulta. E no dia seguinte, alguns "vendem" a vez por 5 €.
Em 2010, vai haver um aumento de 3,2% para viagens e carros de ministros.
Isto num país onde se faz um esforço enorme para conter o déficit público, onde se congelam os vencimentos da função pública, onde se penalizam as pensões e onde se prevê uma inflacção de 0,8%.
Palavras para quê? Artistas portugueses...
(Oh Selva, que é feito do exemplo? Só se fôr o teu.)


3 comentários:
Cruz. Contradições "qual quê".
São opções politicas e de política económica e financeira que já vem detrás. A mesma lógica do corte das despesas públicas e da diminuição dos postos de trabalho da Função Pública. Seguidamente, entregam-se aos gabinetes "independentes" de consultoria e projecto e às sociedades de advogados os trabalhos que, podendo ser feitos pelos técnicos da Função Pública, dão lugar ao pagamento de quantias fabulosas aqueles prestadores de serviços, à conta do erário público. Estão lá, para servir interesses, que não os da maioria do cidadão contribuinte.
...
"A auditoria analisou também gastos específicos com "estudos, pareceres, projectos e consultadoria" encomendados pelos três governos. Gastos totais apurados: cerca de 4,2 milhões de euros."
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=655223
Ramiro: parece que estamos condenados a concordar sobre estas "contradições", o que é fácil. O teu comentário parece-me ser a justificação do meu "... ou talvez não".
Cruz: o meu comentário é efectivamente a justificação do teu. Como não podia deixar de ser, face à sua actualidade e oportunidade.
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