quinta-feira, 11 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS

( O Danmark)

Seguindo o relato do OCeano Simões Teles. Estamos a 11 de junho de 1964.

Ainda com a ilha de Palma à vista; "Pela popa surgiu uma vela, depois outra, do mesmo mastro, e desapareceram no horizonte uma hora depois. Nos topes do "Grande" e do "Traquete" quase todos nós fazíamos conjecturas. A Sagres singrava a 5 nós. À tarde, por volta das 16,00 alterou-se francamente o rumo e, com o Sol na proa encetamos a 2ª parte da REGATA.
À nossa frente o Atlântico imenso e, lá longe, a 2 000 milhas, as ilhas Bermudas, a nossa meta. Iamos entrar na fase mais importante e mais difícil.
A vida a bordo continuo. Vida dura a de marujo".

A partir de agora só teremos terra à vista quando chegarmos ao nosso destino. Soube-se mais tarde que o veleiro avistado era o "Denmark", fragata ligeira e que se movimentava bem com ventos fracos.
Agora alguns OCeanos já empunhavam o seu cachimbo quais lobos do mar. E o "20" sempre convicto que o alemão já nos dera um bigode. Como o Alan Villiers era amigo de um tio meu (cap. no bacalhau) tentei obter alguma informação que o Comandante tivesse acerca da posição dos outros veleiros, mas ele com o seu sorriso bonacheirão baldou-se sempre.

1 comentário:

O José Cruz disse...

Lembro-me perfeitamente desta ultrapassagem pelo "Denmark" e porquê. Mas não conto, quem se lembra percebe porquê.
Entretanto nós estávamos com o pano às costas.