sexta-feira, 12 de junho de 2015

REGATA LISBOA - BERMUDAS


O nosso cronista OCeano Simões Teles no seu relato não especifica o dia de hoje.
Vou lembrar a forma do detalhe de mastros na viagem. Os "Permanenentes"  de cada verga eram  praças experientes e que ocupavam o lais da verga.
O pessoal detalhado para "Sobre e Joanete" era constituído pelo permanente, a seguir um cadete a um bordo, no outro bordo no lais era o outro permanente e dentro era um grumete. 4 homens constituíam esta equipa.
Para "Velachos"e também para as "Gáveas" o detalhe tinha  8 homens; o permanente num lais, a seguir um cadete, depois um marinheiro e dentro um grumete, do outro bordo o permanente, cadete, grumete e marinheiro.
Quer para o "Traquete" quer para o "Grande" o detalhe previa 10 homens, havendo mais im marinheiro que ocupava a posição junto ao mastro.
Depois havia o pessoal no convés encarregue das "ostagas", "adriças", "carregadeiras" e "escotas".
No mastro da "mezena" o pessoal trabalhava todo ele no convés.
Também quanto ao "Gurupés "  o pessoal trabalhava no convés ao içar as velas e ao arrear algum dele ia para o mastro.
O responsável por cada mastro era um Sargento Manobra, o Contra-Mestre.
Outro pormenor curioso é o de a escada de BB do convés para o tombadilho ser reservada ao Comandante da barca; só o Mestre é que podia utilizá-la. O comandante quando estava no tombadilho ao ocupar um bordo, levava a que o pessoal de quarto se mudasse para o outro bordo, tradição do antigamente que permitia visibilidade por parte da guarnição em relação ao seu comandante.

3 comentários:

O José Cruz disse...

Admiro cada vez mais a tua memória marinheira.
Foto muito útil para avivar memórias um tanto dissolvidas nas águas doces.
Continua nesta tua auto-missão muito interessante, cultivadora dos elos de 62 a 66, com relevância para o de 64.

O speedy disse...

O autor das ilustrações é o Luis Silva Nunes.

O José Cruz disse...

A justiça seja feita, ou o seu a seu dono: ao LSN o mérito da arte e a ti o da memória