sexta-feira, 29 de junho de 2007

Bom dia OC!

Dia grande para o D. Pedro Bastos Moreira, para quem vão os meus parabéns e os desejos de que hoje, quando apagar as velas, não seja preciso chamar os bombeiros… Para azares no dia 29 de Junho, basta aquele que provocou quando fez 19 anos. Ficou na história do curso e também da “Sagres”!
Bem tem tentado defender-se, dizendo que foi uma sorte chegarmos às Bermudas uns dias mais cedo. Enfim, 43 anos depois, acho que podemos aceitar e perdoar. Apesar da desilusão que tivemos nesse dia 29 de Junho de 1964, quando o Comandante Horta anunciou a toda a guarnição o abandono da regata, as Bermudas continuam a ser sempre uma boa recordação e os dias que lá passámos não foram maus de todo.
Então, aqui fica um grande abraço para o D. Pedro e os desejos de um excelente dia para toda a OCeanada!

PS – O Nunes da Cruz confidenciou-me que ia fazer um seguro contra todos os riscos antes de pôr no blogue a fotografia do D. Pedro…

Pôr do Sol na “Sagres”

quinta-feira, 28 de junho de 2007

C.R. Boxer (2)

«Uma das razões para a dificuldade em obter um número adequado de marinheiros para o serviço das frotas dos reis de Espanha e Portugal, era, quase de certeza, o desprezo e a antipatia com que foi considerada durante muito temopo nestes dois países a profissão de marinheiro. (...) No entanto, tanto portugueses como espanhóis consideravam o soldado muito acima do marinheiro na hierarquia social. (...) O humanista espanhol Luís Vives definiu os marinheiros como sendo Fex Maris (a escória dos mares); e o cronista português Diogo de Couto _ que não era nenhum marinheiro de água doce como Vives mas sim um viajante experimentado e inteligente _ afirmou que a grande maioria dos marinheiros eram "crueis e desumanos por natureza". (...) O Vice-rei da Índia, marquês de Távora, ao escrever para a Secretaria de Estado em Lisboa acerca da sua viagem a Goa em 1750, afirmava que "a insensibilidade e a falta de caridade por parte dos marinheiros são indescritíveis. Posso assegurar-lhes que, regra geral, este tipo de gente sente mais a morte de um dos seus frangos do que a perda de cinco seis dos seus companheiros de viagem".

Nada seria mais fácil do que encontrar centenas de alusões depreciativas idênticas feitas por outros homens instruídos que deviam ter melhor conhecimento da situação, mas que partilhavam o mesmo desprezo desdenhoso pelos marinheiros que era tão usual na Peninsula Ibérica. É desnecessário acrescentar que esta aversão espalhada e fortemente enraizada contra a sua profissão não podia ter aumentado a auto estima dos marinheiros ibéricos e que a vida dura que levavam contribuia indubitavelmente para os brutalizar. Considerando a aspereza com que eram geralmente tratados por aqueles que se consideravam seus superiores sociais, quase não chega a surpreender que os marinheiros portugueses se comportassem nos naufrágios ou em crises idênticas com uma arrogância indisciplinada em relação aos individuos que os desprezavam. (...) A coroa estava informada de fonte segura em 1524 de que uma das razões por que era difícil recrutar marinheiros exprimentados para a carreira era a aspereza com que eram tratados pelos fidalgos na Índia. Um século mais tarde, o almirante João Pereira Corte -Real declarava que este ramo do serviço naval era tão impopular que alguns marinheiros tinham de ser recrutados à força e mantidos a bordo acorrentados até ao momento em que o navio saía de Lisboa».

Bom dia OC!

No dia 28 de Junho de 1919 foi assinado na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes o Tratado redigido na Conferência de Paz de Paris, iniciada em 18 de Janeiro de 1919, o qual, para além de preconizar a criação da Sociedade das Nações, definiu as condições impostas pelos aliados à Alemanha na sequência da sua derrota na I Guerra Mundial.
Condições bastantes severas, impondo a entrega pela Alemanha de diversas partes do seu território, nomeadamente a Alsácia e a Lorena que teve de devolver à França, a perda das colónias, várias restrições no âmbito militar e pesadas sanções económicas. A dureza do Tratado e a forma como a Alemanha foi humilhada tiveram depois o efeito perverso de criar condições propícias para que viesse a surgir o partido nazi com argumentos que lhe abriram caminho para o poder.
Afonso Costa representou Portugal na assinatura do Tratado de Versalhes, tendo ficado nele reconhecido o direito ao pagamento de indemnizações pela Alemanha relativas aos prejuízos sofridos nas nossas colónias entre 1914 e 1916.
Cerimónia da assinatura do Tratado de Paz na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes

quarta-feira, 27 de junho de 2007

YouTube - Fernando Negrão

Sousa Henriques



Assinalando o dia do teu aniversário, aqui fica um abraço de parabéns, com votos de que sejas mais assíduo aos almoços das terças e que não tardes a “apresentares-te” no blogue do OC.
Que o dia se repita por muitos e bons.

Bom dia OC!

Helen Adams Keller nasceu no dia 27 de Junho de 1880. Ficou cega e surda aos 19 meses, possivelmente devido a escarlatina.
Graças à sua professora Anne Sullivan, dedicada amiga e protectora desde os seus 7 anos, Helen Keller concluiu aos 24 o bacharelato em filosofia, tendo sido depois escritora, jornalista, activista política e brilhante conferencista.
Com o seu exemplo e através das influências que conseguiu mover ao longo da vida, deu um extraordinário e decisivo impulso ao ensino adaptado a pessoas com deficiências.

terça-feira, 26 de junho de 2007

ANA - O SEU A SEU DONO

Fui-me informar.
A empresa que descarrega as malas , em Lisboa , não pode (por imposição da U.E-mais uma !!!!-) pertencer à operadora dominante.
Por isso , e desde 2006, tem como accionistas -a TAP e PORTUGÁLIA com 49% e uma ESPANHOLA com 51%. Os accionistas não se entendem.
A ANA diz que nada tem a haver com este estado de sítio , que se vive na Portela.
Peço desculpa à ANA por a ter acusado , mas mantenho a minha:
Nem em Darfur

The wind is calling

É já no dia 28 que começam os Mundiais de Vela das Classes Olímpicas, em Cascais. Como sempre, e à boa maneira portuguesa, muito está por acabar. Dois exemplos:


O Complexo Museológico de Stª Marta, que um cartaz, à entrada, anuncia ficar pronto em Outubro de 2006, ainda está a levar os retoques finais ...


... e, este é o estado como se apresenta o Centro Cultural de Cascais.

Vá lá que na Praça 5 de Outubro, o centro do centro de Cascais, o antigo edifício dos Paços do Concelho deixou de estar entaipado!

Bom dia OC!

A Carta das Nações Unidas foi aprovada em São Francisco no dia 26 de Junho de 1945. Após a sua ratificação pelos 51 Estados fundadores, a Organização das Nações Unidas foi formalmente estabelecida em 24 de Outubro de 1945. A adesão de Portugal verificou-se apenas em 1955.
Actualmente, a ONU tem 192 Estados-Membros, o último dos quais, desde o ano passado, é o Montenegro. Antes deste, os penúltimos países que aderiram à ONU (em 2002) foram Timor-Leste e também a Suiça que, apesar de até aí não ser um dos Estados-Membros, teve sempre em Genebra importantes estruturas e órgãos das Nações Unidas.

Jesus Espinha


Meu caro Alfredo, é com toda a satisfação que te faço aparecer no dia de hoje no nosso blogue, já que pela (que sei) absoluta falta de tempo não o tens feito de motu proprio.
Um grande abraço de parabéns ao camarada, mas sobretudo ao Amigo, que ao longo de mais de meio século me habituei a admirar e respeitar pela sua verticalidade, inteligência, bom senso e sentido humano.
Que este dia se repita para ti por muitos e muitos outros, com saúde e com essa extraordinária boa disposição e afabilidade com que tão bem sabes cativar os amigos e não deixar transparecer para o exterior os momentos difíceis da tua vida, é o que te desejo com toda a amizade.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

ANA ou A INCOMPETENCIA

Fui hoje buscar a minha filha ao Aeroporto de Lisboa , este que querem rifar .

O avião aterrou às 1801 e parqueou às 1807 (escrito nos plackards de informação)
Os passageiros só apareceram com as malas , e furiosos claro , eram 1905.
Isto nem em Darfur.
Será por esta incompetência que querem construir outro aeródromo?

C.R. Boxer

Depois da transcrição de alguns trechos do livro do almirante Napier que retratavam o estado da instituição militar e naval da época das lutas liberais, proponho-me recuar no tempo e fazer o mesmo na época da expansão do império lançando mão da obra do reputado historiador C.R. Boxer, O Império Marítimo Português. E começa já:

« O problema de tripulação da carreira da India foi quase sempre um problema difícil (...). Já em 1505, estavam a ser recrutadas para servir na carreira tripulações completas inexperientes, como exemplifica a anedota contada pelo cronista Castanheda acerca dos marinheiros rústicos de João Homem. Esses campónios não sabiam distinguir bombordo e estibordo ao largarem do Tejo, e só o conseguiram quando foi atada uma réstea de cebolas num dos lados do navio e uma réstea de alhos noutro. « Agora - disse ele ao piloto - diz-lhes que virem o leme na direcção das cebolas ou na direcção dos alhos e eles depressa compreederão.» Este pode ter sido um caso extremo mas, ao longo de três séculos da carreira, abundaram as queixas de que alfaiates, sapateiros, criados, camponeses e «moços bisonhos» eram aceites como marinheiros competentes, apesar das repetidas regulamentações que foram feitas para impedir este abuso. Em 1524, um informador em Cochim relatou à coroa que havia apenas 300 marinheiros portugueses em toda a India, «incluindo os doentes e os sãos». Diogo de Couto observou que em 1558 havia apenas 400 disponíveis em Goa mas este era um número excepcional. A escassez de marinheiros acentuou-se durante o período da união das duas coroas ibéricas, de 1580 a 1640, quando muitos marinheiros portugueses preferiam prestar serviço na marinha espanhola a fazê-lo na nacional, porquanto na primeira eram ligeiramente mais bem pagos e os reis castelhanos se achavam inclinados a encorajar esta tendência. (...)
Tem-se pretendido que seis meses de viagem de Lisboa a Goa davam a marinheiros tão improvisados como os de 1505 tempo suficiente para se tornarem autênticos lobos do mar. É certo que isso aconteceu com alguns deles mas o mesmo não se passou com muitos outros, como narra Martim Afonso de Sousa, um dos mais experimentados capitães navais que Portugal jamais teve, que se queixou a um ministro da coroa em 1538. Uma carraca na carreira devia ser tripulada por cerca de 120 a 130 marinheiros, divididos igualmente por marinheiros competentes e grumetes. Estes últimos eram marinheiros aprendizes, não necessariamente rapazes, se bem que a maioria não ultrapassasse geralmente os dezanove anos. Faziam todo o trabalho mais duro a bordo, e dormiam no convés, no espaço situado entre o mastro principal e o traquete. Muitos deles nunca tinham entrado num barco até ao momento em que partiam de Lisboa para Goa, e Martim Afonso de Sousa observa acerca destes últimos:
"Não deixem que ninguém lhes diga que quando eles chegam a bordo são já marinheiros. Esta é a maior das mentiras do mundo, porquanto são vagabundos que nunca andaram no mar; e, para que alguém seja marinheiro é preciso que tenha servido muitos anos como grumete.E asseguro-lhes que esses são os que desertam aqui e se juntam aos muçulmanos... porque não têm qualquer sentido do dever, e, assim que lhes falta um tostão do seu ordenado vão-se embora".

Bom dia OC!

Há 40 anos teve lugar a primeira transmissão mundial de televisão ao vivo, via satélite, de um programa a que chamaram “Our World”, visto por cerca de 400 milhões de telespectadores, tendo utilizado os satélites Intelsat I, Intelsat II e ATS-1.
Começou às 19:17 (TMG) do dia 25 de Junho de 1967, com uma transmissão da Canadian Broadcasting Corporation e teve o seu ponto alto com os Beatles a cantarem “All You Need Is Love”, canção composta especialmente para este programa.

domingo, 24 de junho de 2007

Engenhêros!!!


Do último "Expresso" (não é café, é o jornal):

O Projecto de Alta Velocidade (TGV)
PORTO-VIGO
Entrada em serviço: 2013
Milhões de euros em Portugal: 0,9
Extensão (1ªfase): 55 Km
Milhões de passageiros: 3,7
Tempo de viagem. 1hr
Velocidade: 250 Km/hr

Esta agora ... o que é que me está a escapar?

Bom dia OC!

D. Nuno Álvares Pereira nasceu em Cernache do Bonjardim no dia 24 de Junho de 1360.
Filho ilegítimo de D. Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal, foi aos 13 anos para a corte de D. Fernando, onde foi escudeiro da rainha. Em 15 de Agosto de 1376 casou com D. Leonor de Alvim, de quem teve uma filha, D. Beatriz Pereira de Alvim, que foi a primeira Duquesa de Bragança.
Depois da morte de D. Fernando, em Outubro de 1383, apoiou o Mestre de Aviz desde a primeira hora e em 6 de Abril de 1384 obtém a sua primeira vitória frente aos castelhanos na batalha dos Atoleiros. D. João I nomeia-o Condestável e certamente não se arrependeu, pois o seu valor como comandante militar ficou bem demonstrado em Aljubarrota, onde acabou de vez com as pretensões de D. João de Castela.
Em 1423, depois da morte da mulher, D. Nuno Álvares Pereira tornou-se carmelita, indo para o Convento do Carmo onde ficou até ao fim dos seus dias, em 1 de Novembro de 1431.